segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Entroidos perdidos: "Os Centulos do Antroido de Pontevedra"

Antes de começar ca breve exposiçom do que foi o Antroido de Pontevedra compre lembrar mais umha vez que na Galiza enteira houve (e ainda há em muitas comarcas) o modelo de festa conhecida como Entroido,ista mesma desapareceu ou “mutou” no “Carnaval Mediterrâneo” devido o processo de colonizaçom económico, político e cultural o que está sometido o país desde vai séculos. Sem comprender este processo de substituçom cultural nom se pode valorar objectivamente o presente artigo.
Umha das representações do Ravachol
no Carnaval celebrado em Ponteveda


Actualmente em Pontevedra celebrasse polo Entroido umha festa baseada na figura do “Ravachol” seguindo o modelo de carnaval mediterrâneo no canto do “Entroido Atlântico” 
Mais fora da ideia de fazer publicidade ou crítica desta personagem imos centrar-nos em umha variedade do entroido galego que desapareceu coma outras, más que também pode retornar coma o fixeram com força os “Merdeiros” em Vigo graças o trabalho da gente da incansável Revolta excelente exemplo de um trabalho de recuperaçom e prova de que se há vontade a cultura do país pode agromar de novo.

Do mesmo jeito que qualquer casa do pais, cando se começa a erguer, temos que começar sem medo pola 1ª das pedras… mais neste caso a casa já estivo ergueita há anos, abandonouse e veu abaixo sendo comida polas silvas e a broça… Assim pois o trabalho que há por diante é o de desbroçar e retirar os cascalhos que logo serám reaproveitados para a reconstruçóm.  Pode-se considerar ete trabalho feito se olhamos os artigos “Entruido Galego VS. Carnaval Mediterrâneo” e “Que viva o Entroido” assim coma no exposto ao primeiro do artigo.

Os "Merdeiros" de Vigo; excelente trabalho de
recuperaçóm do Entruido local.
Umha vez feito iste trabalho o que foi a casa queda a vista e com um pequeno trabalho de investigaçom podemos fazernos uma ideia do que foi em tempos e do que queremos que pode chegar a ser. Assim pois o Antroido dos Centulos de Pontevedra pode retornar do mesmo jeito que reconstruimos a velha casa dos nossos avós e ainda que adaptada aos momentos actuais com aquecimento de “pellets” e vitrocerâmica, a arquitectura da casa nom deixa de ser a tradicional; com umhas pequenas evoluções claro está, pois pouca gente quere usar gando como aquecimento na actualidade.



O calendário do Entruido na cidade de Pontevedra:

Do mesmo jeito que o resto do pais o entroido começava alo contra o aninovo; em vários escritos refirem-se a saída das máscaras contra os reises a jeito de foliões saíam os famosos centulos e também contra os dias grandes de entroido mais todos coincidem em destacar a processom do Corpus Christi que sumou como bem destaca o grande de Vila Franca do Bierzo Frei Martin(nho) Sarmiento esta figura central a debándita ruada..

Frei Matin(ho) Sarmiento
"O Grande de Vilafranca do Bierzo"
Na maioría dos casos tenta-se fazer umha analise dos centulos de Pontevedra ilhados da época do Entruido quando foi precisamente a origem desta personagem; assim pois em 1552 o grémio do Sam Juliam sacava as ruas na festa do Corpus a “Tarasca ou Coca”  verde (umha representaçom da Cobrega ou serpe alada galáica) mais nom se fala em absoluto de mascarada nenhuma. Nom é ate 1658 quando se fala da mascarada dos Centulos; que evidentemente foi deslocada do seu contexto geral (cousa que aconteceu em outras cidades e vilas galegas coma por exemplo em Betanços cos “Demachinhos”

Ista “movilidade” da celebraçom nom foi froito da casualidade nem tampouco a sua desapariçom, já que logo “convidou-se” desde a igreja a “fazer mais colorida” certas celebrações eclesiásticas o longo de todo o país as que logo foram proibidas por motivo de ser cultos pagãos ou o demo. Deste jeito e bem por ser froito da casualidade ou de umha orquestrada vontade, o entroido dos Centulos da cidade de Pontevedra rematou por desaparecer.

Assim pois, pode-se falar de que ista singular entroidada chegou a sair 2 vezes o ano, mais a hora de umha possível recuperaçom deveria de retornar ou ser devolta o seu ciclo festivo próprio, que é o entroido, antes de encetar umha “2ª ruada” pola época do Corpus Christi.

De Como era festa do Entroido tradicional de Pontevedra:

Dos Centulos de Pontevedra chegounos moi pouco ate o dia de hoje, e curiosamente chegounos a informaçom do entruido de mãos da igreja. Mais umha vez Frei Martin(ho) Sarmiento, o grande de Vilafranca do Bierzo abre umha janela para a cultura galega desde a obra “Meco-Moro-Agudo: Epítetos del impostor Mahoma” do que Clodio Gonçalves Peres fai umha ediçom moi atinada.
Aquí é onde temos a maior parte da informaçóm:

“e nas foliadas
de tempos a tempos
a Velha do Grove
com côs e mantelo”

(é a que mata o “Meco”; personagem recorrente de muitos entruidos)
…
“se todo se junta
e fay hum paseo
a Vella do Grove,
Centulos, Choqueiros,
Folions de noite,
cacholas dos nenos,
e mais cabalgada
côs doce gaiteiros”



Assim pois com istes escritos e outros atopamos que em tempos do Corpus os choqueiros de Pontevedra, conhecidos coma centulos saíam a rua acompanhando a suposta velha (personajem) que matou o Meco seguidos das autoridades montadas em “Facos Galegos” (o garanhóm, garrano ou cavalo nacional galego) e um séquito de 12 gaiteiros.

Se vem os gaiteiros ainda som conservados a día de hoje no día do Corpus, o resto desapareceu/foi proibido co passo do tempo.

Assim pois temos que probabelmente no entroido de Pontevedra a figura central sería a velha que matou o Meco, escoltada polos choqueiros (brincadeiros) Centulos que som encarregados de abrir-lhe passo entre as multitudes.

A velha representa a moralidade, a que mata o “libidinoso” Meco em iste entroido, mais também a velha representa a “vinganza” a idea de “devolver a honrra o povo” a de matar a aquel que provocou tantas infidelidades  e todo isso coma contratempo o significado da época de ruptura da orde estabelecida que é a festividade do Entruido. É em essência o conceito da justiça pola sua mão, e mesmo podería estar entroncada cas “Matres Gallaeiciai” co matriarcado galaico cas “3 deusas” na qual a velhez podería representar justiça real.

Os centulos representavam “a trapalhada” e o “desleixo” assim mesmo o demostram frases coma “levou as chocas” ou “fixo o centulo” e a mesma vez som os reises do entroido que servem a rainha, venhem a ter um papel homólogo os Boteiros de Vilarinho de Conso,que abrem passo o folióm ca sua monca ou mais correctamente peliqueiros do Entroido Ribeirao que fazendo “choqueiradas” abrem o passo a comitiva e protexem o ícone do entroido o volante (que no caso Pontevedrés era a Velha).

O folióm e a comitiva; nom estamos certos de se responde o modelo de folióm dos grandes bombos das comarcas de Trives,O Bolo, Valdeorras… mais o certo é que contra A Guarda existe um modelo de de formaçóm musical tradicional conhecido coma “Treboada” que porta uns bombos intimamente ligados cos mencionados foliões de Entruido, e que como bem assinala Xerardo Fernández Santomé na obra “Treboada Galega” tabém saíam polo entroido.

Embora os foliões som específicos provavelmente de certas comarcas galegas igual que em Portugal.

É bastante provavel que as autoridades montadas em “Facos Galegos” seja umha incorporaçom posterior froito do processo de cristianizaçóm dos rituais e festas paganas da Galiza.

A estética das máscaras:


A Velha:
Poucos datos podemos tomar do escrito sobre a personagem da Velha, pouco mais que leva Côs e Mantelo e imaginarmos qualquer disfraz de velha, tam recorrido nos entroidos.

Os Centulos:

  • As Chocas: é o elemento fundamental e diferencial do choqueiro e por extenssom do Entruido. Dado que todos falam em plural do uso de chocas polos centulos, resulta induvidavel que levabam de 2 em adiante, mas atopámonos ca necesidade de fazer umha estimaçom no número levado.
  • A Máscara: assinalam os escritos que era feita co caparaçom de umha Centola que cobria a cara para tapar a identidade.
  • A vestimenta: Assinalam que no ano 1658 vestia a linhas negras e amarelas, mais nom especificam se horizontais ou verticais coma a vestimenta dos Volantes de Santiago de Arriba (Entroido Ribeirao).
  • Arma: do mesmo jeito que as pantalhas de Xinzo da Limia a sua arma eram “vinchas” ou vixigas de vaca mais no caso dos Centulos eram tres vinchas atadas a um pau a arma esgrimida.
  • As atribuições choqueiras: as choqueiradas consistiam em fazer burla da gente, molestar os tendeiros e mesmo apropiar-se da mercadoria dos mesmos; mais também abrir passo o folióm e protexer a velha cas suas vinchas.


Logo de desbroçar:

Coma assinalamos o primeiro do artigo, logo de desbroçar e retirar alguns cascalhos, a nossa velha casa ficou a vista, se cadra o que se presenta ante os nossos olhos nom está claro de todo, e a própria recostruçom pode fazer-se de muitos jeitos.
Umha possibilidade para “re-edificar” o entroido de Pontevedra a jeito de “planos de construçom” seria que o agora famoso Ravachol explicara a historia do “Meco” e de cómo a Velha o matou dando passo os Centulos, a Velha e folióm que percorreriam as ruas da zona velha de Pontevedra, coligariam o “Meco” na praza e protagonizaríam um juízo e enterro queimariadoo e aldraxandoo o mercores de cinza. 

Mais que os Centulos voltem a sair por Pontevedra e que a Velha mate o Meco nom corresponde o “DESMONTANDO A ROMA” se nom que corresponde a cidadania de Pontevedra em geral e as associações culturais em particular, que som os que sustentam na praxe as “trabes” dos entroidos assim coma a boa vontade e ajuda das administrações que nunca estám de mais a hora de voltar a erguer “istas casas tradicionais; ista parte do património que fai que a cultura galega se poda chamar galega.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

...ondinhas venhem e vam...


A 1º victoria galega consiste em que os demais pensem que somos um povo tranquilo, maiminho, saudoso, morrinhento, melancolico... coma o é a nossa doze e agarimosa paisagem...

As filhas e filhos de umha terra brava sempre seram bravos!!!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Justiça divina em Muxia polo Nadal?

“mal de olho, negros meigalhos,
cheiro dos mortos, tronos e raios” 
                –do conxuro da Queimada

Galiza, isse país estranho: 

Galiza é sem dúvida um pais de sucessos estranhos, estrangeiras e estrangeiros nom duvidam em dizer que “en esta tierra pasan cosas muy raras” cousas que resultam inexplicáveis mais que apontam a “forças estranhas” que nom compreendemos… coma naçóm atlântica, Galiza tem umha forte carga mitológica sobre todo iste lendário… 
O 13 de Novembro do 2002 deu começo um dos episódios mais penosos e insultantes para a historia da Galiza : O desastre do Prestige; por isso o dia 13 de Novembro quedará gravado a ferro na nossa memoria colectiva como Galegos e galegas, e sempre o assinalamos no calendário coma umha data para lembrar um berro que hoje volta a escoitar-se com mais força que nunca: NUNCA MAIS!!! (por certo ide a mirar que data do ano Manfrez “O Alemã de Camelhe” assinalara com anterioridade no próprio porto de Camelhe, no espigóm). 
A marea negra e a negra incompetência do Partido Popular provocou que a desgraça assolara toda a costa galega mais também provocou que a marea branca da solidariedade acudira em massa desde toda Galiza e boa parte do resto de Europa, agrupados em fraternal irmandade baixo a bandeira do Nunca Mais. Moitos arribaram a Galiza para solucionar aquela desastre que a incompetência inoperância e falta deprevisóm do PP agravou mentras os meios de comunicaçóm centravam (sem saber daquelas moi bem por que; sendo Carnota a “zona 0”) toda a sua atençóm em Muxia. 

As 13 moedas de Judas: 

Muxía fora umha vila pequena que debía a sua existência o mar; pois sempre foi iste o seu principal recurso para o sustento mais a maré negra rematara de súpeto com todo aquilo; e os meios de comunicaçóm tinham especial interesse em assim reflexalo; TODOS OS DÍAS SAÍA MUXIA NA TELE E MESMO SE DERAM AS BADALADAS DAQUEL ANO DESDE MUXIA! 
…Resultava que em realidade o 2003 era ano de eleições municipais e os cartos em forma de indemnizações milhonarias e as promessas nom tardarom em chegar. 
O PP queria dar um golpe de efeito e tentou mercar o povo de Muxia. Os cartos e a promessa de um parador de turismo para a vila foi o prezo a convenir... já nom teriam que depender do mar... “mais nunca” 
Da mão das gentes de Muxía estava a 1ª das redenções democráticas da Galiza, a honra das palavras Galega e Galego também dependiam em certo jeito do que saíra de aquelas caixas de votos... e moitos e moitas cumpriram; mais UMHA MAIORÍ TRAICIONOU-NOS... 



Aquel dia um a um foram entrando nas furnas os votos o candidato do PP... e cada vez que isto ocorria repetia-se a imagem de Judas recolhendo aquelas 13 moedas... 10,100,1000 vezes e mais; Judas recolheu aquelas 13 moedas... nom só se traiçoaram a eles mesmos; traiçoaram também o bom nome e honra dos galegos, traiçoaram a todos aqueles voluntários (entre eles um servidor que escreve) que, pagando com cartos do seu peto, a viagem ate alo incluso desde Alemanha, foram ali a limpar voluntariamente... e o que é pior de todo: traiçoaram o mar que sempre lhes deu sustento e a Mãe Galiza que com tanto agarimo lhes deu morada... ...todo por aquelas 13 moedas; igual que Judas. 

Aqui nom passou nada; há que esquecer: 

A tónica geral foi de “aqui nom passou nada” semelhava co decorrer do tempo que as gentes de Muxía centraram-se no cobro daquelas 13 moedas... exigiram a construçóm do famoso e aclamado parador de turismo; negocio do que, por outra banda, nem concelho nem vizinhos seriam proprietários xamais... Baratos se venderam aqueles Judas; as suas 13 moedas nom eram nem um prato de caldo para o futuro dos seus, deixaríam de ser luitadores do mar para ser escravos de Paradores S.A. ...moito melhor; onde vai parar. 
Passavam os anos e o famoso parador nom chegava; mais de súpeto no 2013 comezarom as obras; assim, sem mais... ¿sem mais, seguro? 

No Estado Espanhol a justiça nom existe: 


O ano 2013 ia a ser o ano do juízo do Prestige, e nom convinha ter a gente ca atençóm posta em Muxía já que logo arrancarom as obras do parador para tapar moitas bocas. 
Assim o dia 13 de Novembro do 2013 fixo-se pública a sentença do juízo polo Prestige, NINGUÉM ERA CULPAVEL!!! ...e quedou demostrado que a justiça do Estado Espanhol era um invento, mais um aparato o serviço dos de sempre... 
E a chama do Nunca Mais voltou a iluminar mais umha vez reclamando,se cadra de um jeito um bocado iluso, honra os ruins... A gente viu-se estafada, enganada e mesmo insultada... Os poderosos controlavam todo, e eles mesmos eram porteiros dos cárceres onde deveriam estar presos. 

“...Ninguém pagará? Queremos justiça!” 


-“...Ninguém pagará? Queremos justiça!” escoitava-se por todos os recunchos do pais dos galegos e mais aló de Ponferrada... sentiam-se doidos ante a situaçóm; pois culpáveis e traidores nom iam a pagar polos seus delitos ou infâmias... que vergonha... 
...Mais algo aconteceu! Mais aló do controlo da mão dos homens poderosos... Algo próprio dos contos atlânticos do pais galego; algo que, fora de toda compreensóm trazia dalgum jeito a justiça. 
Contra todo prognóstico, o dia de Nadal de 2013 a Igreja da Virgem da Barca era alcançada por um lóstrego e consumida posteriormente polas lapas. O símbolo mais senlheiro de Muxía; o atractivo nº1 da vila; o único quem de encher aquel parador de turismo, parador graças o qual nom teriam que depender mais daquele mar o que traiçoaram... Aquelas 13 moedas cada vez tinham menos valor... 
Umha mágoa, sem dúvida, para um dos ícones do património galego mais conhecidos... que triste perda e que estranho sucesso senhoras e senhores, inexplicável como puído acontecer JUSTO o dia de Nadal... mais ¿para que querem umha virgem marinheira aqueles que venderom a dignidade de ser marinheiro? estranha coincidência que ardera JUSTO no ano da injusta sentença do Prestige...estranha coincidência que ardera a Virgem da Barca de Muxía e nenhuma outra...estranha coincidência que ademais os dous pára-raios que tem resultaram inúteis...
Igualinho que nos mais escuros meigalhos, ou se cadra “agasalho” de nadal dum deus Cristiano que quere dar um outro “golpe de efeito” com um sinal do céu a jeito de “Justiça Divina” ou se cadra ¿é froito do famoso Karma como prova disa espécie de justiça divina?, ¿ou será mais vem a Justiça Divina dissa Galiza Mãe e Senhora que decide vingar a honra do seu nome? 
Todo isto tem umha explicaçóm cientifica, obviamente, que é na que acredito; pois eu nom creo em cousas de meigas… “MAIS HABELAS HAINAS” 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Como fazer umha boa Vespera de Defuntos

Nom imos a fazer um tratado de etnografia ou historia sobre esta festividade celta que Galegos, Irlandeses, Escoceses e demais espalhamos polo mundo e rematou "mutando" nas Américas em Halloween.
Coma sempre o "paifoquismo" instalado na mente de alguns quixo importar a festa "mutada" que os celtas primigenios criáramos para instalar aqui os mesmos conceitos de "Capital" e "Imperialismo" que fixo mutar a Véspera de Defuntos em Halloween.
Mais por se isto nom fora pouco, há quem "CONFUNDE SANTOS COM MAGOSTOS" ou para dar-lhe um toque mais celta importa palavras do Gaélico ou do Bretóm porque "o de fora vende mais" começando assim a decadência no usso de léxico próprio coma:
-Anta ->Dólmen
-Mámoa -> Túmulo
-Xabucia de 3 pés -> Triskel
... e agora Véspera de Defuntos ou Santos por Samain.

Como fazer umha boa véspera de Defuntos ou Santos:

1º- O NOME:
Ainda que sone a trapalhada chamar-lhe polo nome do pais começa por ponher-nos em situaçóm de onde estamos, o que somos e o que imos fazer; ¿o nosso conselho?
Chamar-lhe Véspera de Defuntos ou Véspera de Santos.

2º- O LUGAR:
Vai a umha aldea. Quanto menos povoada e com menos luz; melhor.
Um día coma a Véspera de Defuntos nom se pode celebrar numha cidade que apenas tenha conexióm ca natureza e as tebras... A luz eléctrica, os rótulos e demais matarám o efeito "magico" da noite...

3º- A AMBIENTAÇÓM:
Básicamente passámos a noite na escuridade, com luz de candil, de candeia, de círio... lume numha lareira... , as cabaças ou lanternas feitas com nabos... a iluminaçóm eléctrica mata todo tipo de clima místico.
Música a ser possível do pais ou da área galaica, com algo de misticismo e escuridade; na que se poda apreciar certa familiaridade mais aló de ser desconhecida para a maioria... Recomendamos os vizinhos do sul "Sangre Cavallum"


A decoraçóm pode ser singela, ou laboriosa, com espantalhos e cruzes celtas e xabucias, centros de mesa e guirnaldas de folhas secas e froitos do outono que recordem um bocado o final da colheita.

As Cabaças, Nabos e Caliveras gardadas de animais já mortos (esta última costume só conhecida na zona do Ulha) nom devem ser decoradas o jeito do Capitalista e Americano Hallowen; se nom que o jeito galego também tem outras formas mais redondeadas e os dentes fam-se com pauzinhos de madeiras ou pequenas polas, escolhendo na medida do possível Nabos no canto de Cabaças por aquilo de que a cabaça é um froito trazido da américa. Incluso podemos variar o esquema e talhar xabucias do pais na cabaça.
Os assistentes devem vestir na medida do posivel com roupa negra ou escura evitando cores chilhões para nom estragar isse clima de tebras que queremos criar.

4º -AS ACTIVIDADES:
O processo decorativo em si pode ser umha das actividades a fazer do dia (coma por exemplo talhar as cabaças ou os centros de mesa)
A Cea, deixando-lhe umha cadeira e um serviço o defunto ca sua comida e bebida para que se sente a mesa como um mais. Ista tradiçóm, a mais estendida em todo o pais está hoje em desuso.
Umha boa queimada co seu conjuro (lembrai que este so se debe ler em galego, do contrario nom funciona ou mesmo chega a dar mala sorte) e convidar os vizinhos.
Contar Lendas e historias ao caróm do lume; mais nada de "chicas de la curva" nem cousas importadas... Galiza conta com um riquísimo lendario sobre a Santa Companha, os Lobishomes, as ánimas etc sem necessidade de recorrer a contos trazidos de fora; assim mesmo, se contar histórias nom é o nosso forte sempre podemos escolher umha história das de Anxel Fole ou dos centos de livros de lendas galegas de tradiçóm oral ou mesmo um filme ambientado no pais coma "Romasanta" ou "O Apostolo"
As mais bravas e bravos incluso podem sair mais aló da media noite, logo da queimada, quando reinam as tebras; a dar umha volta por corredoiras e congostras levando umha presinha de sal no peto por se temos que fazer um circulo arredor nossa no medio do caminho por algo inesperado...

Passai umha boa véspera de defuntos...

domingo, 17 de março de 2013

St. Patrick's Day? Milesian RULES!


Os Galegos temos muitas “habilidades”; umha delas é a “habilidade” ou teima de celebrar todas aquelas festas que nom nos pertencem como povo em sustituçóm das nossas. Outra habilidade que temos os galegos é esquezer as nossas proprias lendas e a nossa propria historia.

Congratulations to all Irish in St.Patrick's Day!!!

Assim foi como co passo do tempo aterrou na Galiza a festa do San Patricio. E celebra-se com total desconhecemento da lenda que une a nossa Verde Galiza ca sua Verde Irlanda; pois resulta que segundo conta a lenda,  Breogám (sim, o do nosso hino nacional) e os seus filhos forom os que desde o alto da torre da Crunha divisaram a ilha esmeralda e alá forom a sua conquista… assim pois segundo a lenda (que é irlandesa e galega o mesmo tempo) os actuais irlandeses som “filhos” de aqueles galegos. O tempo passou, os romanos (quem se nom) latinizarom o nome de Breogám baixo o de Hércules e a lenda foi morrendo e foi-se matando; mais ainda se escoitam ecos por toda a Galiza de aquel famoso “Rei Brego” desde Mabegondo ate os tesos cumios dos Ancares, Brigo ou Brego está ainda presente em torres e campas…
A festa do San Patricio debería servir-nos as galegas e galegos para lembrar e traer a nossa cabeza esta lenda que é o nexo de unióm entre a Galiza e a Eire na Celtia e na Europa… as vezes o que conta nom é “estar hábil” se nom ANDAR ESPELIDO!!!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

QUE VIVA O ENTROIDO!!!



   Digamo-lo alto e claro; o modelo mediterráneo do carnaval de "Caí" (Cadiz) nada tem que ver ca nossa cultura Atlántica e co entroido Galego, emparentado o "Narri Narri" do centro de Europa.
   Que nom nos vendam a moto, NA GALIZA; ENTROIDO GALEGO!!!