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quarta-feira, 4 de março de 2020

Algumhas administrações ponhem em risco os nossos Entroidos

Nos ultimos anos estamos a assistir a um suposto rexurdimento do entroido a nivel galego e resto de Paises Galaicos, a saber; Asturies Pais lheones e Norte de Portugal
…nada mais longe da realidade; o entroido; os entroidos atompam-se em perigo, e as administrações (em especial o atual goberno de Feijoo na Xunta da Galiza) semelha despreocupar-se do asunto.
Um dos indicativos foi que o Entrudo de Podence designado coma “patrimonio da Humanidade” pela UNESCO perdeu parte da sua genuidade para convertir-se num atrativo turístico.
Os diversos Entroidos da Galiza e resto do espaço cultural galaico som, se cadra, os derradeiros redutos de indigenismo Europeu; ainda que o “Mediterranismo Governante” trata sempre de degradalos baixo o alcume de “carnavais rurais”
Existem varios fatores que som os que estám a ponher em perigo os nossos Entroidos; A saber:

O Desconhecemento da propria administraçóm:
A Xunta desconhece o Entroido, o seu simbolismo e mesmo o convirte em um Carnaval Mediterrâneo
Tanto o atual goberno de Feijoo na Xunta da Galiza coma o seu predecessor com Fraga a cabeza, desconhecem a realidade do Entroido co que vagamente trabalham. Para a Xunta, o Entroido é umha sorte de “Carnaval rural a la gallega” que fai de reclamo turístico para atraer a visitantes de fora; visitantes que som atraidos baixo a promesa de “colorido carnaval” baixo a errada, e errática promoçom da actual Xunta (em Fitur por exemplo) . Cando o desinformado turista chega a Galiza em busca do seu prometido “Carnaval Colorido” atopase ca anterga tradiçom do Entroido onde “personagens mascarados” oficiam umha sorte de ritual no que se tiram formigas cinsa, farinha, lama e mesmo bosta de vaca, cagalhas de cabra e ovelha; onde baixo umha inusitada sacralidade, os mascarados , com um maxico traxe (nom disfraz) de oficiante, fam bromas pesadas, e mesmo zoupam e fustigam os que assistem o ritual entroideiro se estes nom se afastam do seu caminho ou nom lhe escapam; sem perxuiço algum para eles dado que som intocaveis pola sua sacralidade (como o pode ser o cura, o imán ou o dalahi lama) ...assim pois, o turista totalmente “desnortado” nom entende o porque da situaçóm. O porque o ensucian, o mancan com escobas de toxo e mesmo é golpeado ou fustigado polo que el entende como “xente disfraza sem nenhum tipo de valor sagrado ou simbólico”, e baixo os efeitos do seu desconhecemento e a sua propria incultura provocada pola INFORMAÇOM ERRADA EXPEDIDA POLA ADMINISTRAÇÓM o turista nom mostra nenhum tipo de respeto polo ritual ou o mascarado e mesmo resposta com violencia provocando umha total e completa agressom cultural nos nossos entroidos que remata por modificar o decorrer dos mesmos.

O desconhecemento nos centros escolares:
Esta mesma administraçom é tamén responsavel de transmitir a mesma idea errada a traves das escolas; dado que atopa-se incluido no curriculum academico a celebraçom e explicaçom de festas tradicionais; e resposavel a maiores de que proprio profesorado carezca de materias e da formaçom para explicar e trasmitir o alumnado o simbolismo e a forte raigame e costumes que caraterizam a festividade do Entroido
Por outra banda é tambem nas escolas onde se trabalha o entroido “imitando” os traxes dos entroidos com disfraces mais ou menos atinados para sacar em um desfile,  sem explixar o alunado e os pais e nais dos mesmos que isse disfraz nom é um traxe orixinal e que fora do concelho ou parroquia nom debe ser ussado dado que desvirtua o valor do mesmo, e mesmo resulta umha falta de respeito para os membros da ”cofradia do entroido” o que é referido. Para entendernos; imaxinem-se que vostede nunca asistiu a umha misa cristiana; e fai um disfraz de cura ortodoxo e se mete no medio de umha  misa católica; pois extrapolando o mundo do entroido, a ofensa é a mesma.
De outro jeito, a administraçom da Xunta é culpavel de nom ampliar os orzamentos destinados as Equipas de Dinamizaçom de Lingua Galega co obxetivo de investigar desde as escolas os entroidos locais, esquecendo que podem ser tanto ou mais ricos que outros entroidos, e que podem ser um primeiro passo cara umha recuperaçom e posta em valor do devandito entroido local. Por outra banda as mesmas Equipas fan esforços por traer Mascarados de comarcas com entroidos consolidados sem nenhum tipo de remuneraçom ou ajuda; simplesmente baixo compromiso e favor dos mesmos.

Desfiles e concentrações:
Com frecuencia vemos como por parte das administrações o Entroido nom é mais que um simples reclamo turístico; o seu obxetivo nom é que se corra cada entroido local com genuidade e tradiçom (que por certo; é o que os fai realmente atrativos). Casos absurdos como fazer “desfilar” a mascaras do entroido na Cidade da Cultura; baixo umha chuva de confeti que nunca formou parte do entroido, e totalmente desubicadas... mais umha vez tratando de dar a imagem de Carnaval Mediterrâneo que nom é, confundindo a povoaçom e degradando o seu simbolismo.
Pior ainda cando se fai um desfile, diante da Catedral de Santiago, dado que a instituçom da igreja é responsavel direta da persecuçom e prohibiçom do mesmo Entroido... ademais as cofradias do entroido NOM DESFILAM, se nom dam umha pequena mostra das dinamicas das suas máscaras, que é apenas um retalho do total do que pode ser cada entroido.
Salvamos algumhas Mascaradas das que recentemente som celebradas, mais com moitas reservas, dada que a proliferaçom das mesmas estám a mudar a “sacralidade” das mascaras e do simbolismo do proprio Entroido, e mesmo a mesturar costumes e dinámicas que se dam nos diferentes entroidos da area cultural galaica; e ademais provoca que algumhas pessoas abandoem a curiosidade por correr alguns entroidos o dalos por vistos durante as mascaradas, sendo conscientes so da ponta do iceberg de cada Entroido.

Por todo isto, desde Desmontando a Roma, reclamamos umha mudanza no rumbo que melhore a relaçom da Xunta, Deputações e concelhos assim coma do Estado Espanhol cara o Entroido coma jeito de proteçom cara as derradeiras formas de indigenismo que quedam na Europa

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Os Choqueiros Da Crunha, Faro e As Marinhas Brigantinas; que estades empolaos!!!

Antes de comezar co artigo dizer que todo isto foi exposto nas “Xornadas do Entroido 2017” da SAGA os que lhe estaremos eternamente agradecidos por darnos a oportunidade de dar voz a umha figura case desaparecida coma o Choqueiro. Viva o Entroido! Entroido nom é carnaval!

A maior parte da grei anda "empolada" e nom sabe do que caralho se fala cando um (ou umha) fala dos Choqueiros; é tal a sua falta de cultura e conhecemento do pais que mesmo semelha estrangeiro na sua propria terra.
Desde Desmontando a Roma lamentamo-nos da terrivel situaçom em que se atopa a maior parte d povoaçom do pais e com vontade de melhorar deixamoslhes estas linhas para que conheçades um pouco sobre o tema; "empolados!!! que estades empolados!!!
O Choqueiro era umha personagem de entroido que existiu e ainda persiste em moitas das suas formas. Existiu e existe nas Marinhas brigantinas e Faro esta personagem chamada CHOQUEIRO que vai mascarada, é fustigadora, usa chocas e sae no tempo de entroido.

Os concelhos onde tenhem ou tiverom presencia som Crunha, Betanzos,Cambre, Arteixo, Sada, Abegondo,Aranga,Culheredo,Bergondo,Cesuras, Coiros, Oza dos Rios, Paderne e Cerceda Provavelmente estiveram presentes em mais concelhos como Narom.
Outras  comarcas com iste personagem baixo o mesmo nome e semelhante apariencia som Terra de Melide, Lugo e Ancares  estando curiosamente conectadas entre sim; e a maiores no Salnés sendo conhescidos coma Choqueiros-Bimbieiros .

A Estatica dos Choqueiros:

As primeiras referencias das que temos constancia sobre os choqueiros som do século XIX, referidas a Crunha cidade e a Arteixo, contrastadas em Cambre o falar com alguns velhos que o vestirom de novos, datos de recolhidos de livros, prensa e recolhida propria.

Na Crunha (sempre mais senhorita, já sabedes) eram conhecidas  coma “mascaras del polvo” no castrapo de “Lacoru” (neno) “quitar el polvo “ é o mesmo que baixar a basura ainda a dia de hoje
O Choqueiro nom tinha uniformidade mais si uns patrões comuns que se repitem.
Vestia todo de farrapos e roupa velha, as veces com pelexos de ovelha ou o q se tivera a mão; também tela de saco de esparto e mesmo com colchas velhas, o que conhecemos por manturros.

 A cara ia pintada de Negro co sarrio ou feluxe das lareiras ou tapada comunmente com umha carauta de filhoa, tamém a tapabam com umha carauta  feita co pelexo dum coelho. (semelhante os maragatos de Santiago de Arriba)

Levabam penduradas  umhas chocas onde lhe caeram(Precisamente o nome de choqueiro vem de choca) iam penduradas sem orde...  ou esquilas... “quem as tinha claro (segundo recolhimos de um senhor de cambre) o que nom, saia o do passo com latas; canto mais grandes foram melhor” aponta ademais o livro “do Antroido nas Marinhas dos Condes”  que eram usadas latas de petróleo contra a área de Betanços  a princípios do século XX.
A maiores iam armados com umha moca (clasica das feiras de gando) ou com umha basoira de xestas e mesmo de toxos.

Dinamica da Mascara:

Ata aqui todo moi bonito; mais... ¿como cona/caralho atuava um choqueiro? porque de pouco nos serve fazer um traxe se o final este nom interactua nem fai nada...
O choqueiro é um bromista que improvisa em todo momento;  de feito em Arteixo ainda a dia de hoxe é comum dicir-lhe a xente bromista “ti es moi choqueiro”
Lanzabam auga suxa, cas xeringas que se fam com canas, ou mesmo com vexigas de animais.
Enzoufabam a gente com borralha, farinha, e mesmo lanzavam ovos e laranxas!!!

Golpeaba ca moca e daba escobazos  (lembrade que as basoiras eram as veces de toxo) a todo o mundo e pólo geral nom habia queixa.
O Choqueiro nom pode falar, mais abre-se passo aturuxando e berrando, ou meneando as chocas para fazer barulho.
Tanto os moços coma as moças aproveitavam para meter mão os uns os outros.
Faziam de xuizes metendo-se com todos os que nom iam dissfrazados e pendurabanlhe “mazas” a xente; que venhem sendo coma umha espécie de  rabos de burros.
Isto conserva-se a dia de hoje; pólo menos o que escreve teno vivido no bairro Crunhes dos Malhos em tempos de entroido.
Iam em grupos correndo os entroidos de aldeia em aldeia; na Crunha cidade soíam baixar o centro para meter-se cós senhoritos. Habia mulheres choqueiras tamén mais os grupos raras veces eram mixtos
Os Choqueiros nom difirem apenas dos zamarreiros, zarralheiros, farrapeiros, farrapões, parranfões  etc que existem por todo o pais pois tanto as basaes da sua estática coma da sua dinâmica som as mesmas.

A Decadencia choqueira

O entroido tivo um declive marcado a partir  da dictadura de Primo de Rivera no 1923
( PRIMO DE RIVERA 13 Setembro do 1923 a 28 de Janeiro do 1930)
Na Área de Faro e Marinhas Brigantinas já era perseguido de antes  póla Igrexa Católica a traves dos curas das parroquias, o Estado Espanhol a traves Guardia Civil e por suposto das autoridades locais.
Tinham-lhe ganas por ser “pouco decorosa” ou molesta para as normas e conductas marcadas desde Madrid ata tal punto que para evitar o calabozo o choqueiro ante a prensencia de curas ou guardia civil sentaba-se e permanecia inmovil ate que os mesmos se foram da zona; sendo o resto das persoas que corriam o entroido os que apoupavam a estes para que se foram.
Antes da Dictura Franquista e da de Primo de Rivera temos um exemplo da “ordenacion municipal de Betanzos de 1895 que já ataca directamente a figura do choqueiro prohibindo  “cubrir la cara com mascara, el uso de latas y cencerros, arrojar água, harina o cenizas” etc
...Ja mais tarde temos prohibições claras por parte do franquismo alo polos anos  40
Cito textualmente:
“ … la guardia civil actuará. Tambien en los casos de la celebración de barbaras mascaradas en la Ciudad (pola cidade da Crunha) y alrededores deteniendo inmediatamente  y poniendo a disposición a todo aquel que  tape la cara o use cencerros como las bestias del campo, o arroje cualquier tipo de suciedad; la guardia civil actuará.  Los carnavales deberan ser celebrados  al modo italiano, mediante bailes de disfraces en salones con cada individuo debidamente identificado; a fin de erradicar estas barbaras costumbres de nuestras gentes, la guardia civil actuará.”
... e semelha que em parte conseguirom o seu propósito mais nom de todo dado que a dia de hoje previviu em alguns lugares parte da dinâmica da mascara e mesmo evoluções da sua estática.

A Dia de hoje os choqueiros de Faro e As Marinhas brigantinas perderom as chocas que lhe dam o seu nome e mudarom a roupa farrapeira por as fundas obreiras.
Resulta Curioso que esta mesma evoluçom se dera nos chocalheiros de Chaves, mantendo estos as chocas ou esquilas.

 

O futuro penso eu que se mostra esperanzador pois um grupo de xente nos estamos a reunir para ir recuperando os poucos a figura do choqueiro e xuntando xente


Tes interese em fazer por recuperar o choqueiro ou sudache a pirola cousa fina?
Se tes intere-se entra em contacto com nos a traves de:
-Paxina do Entroido
https://www.facebook.com/Entroido-731739750171155/

-Grupo de  Nom ha Choqueiro sem Chocas:
https://www.facebook.com/groups/235081533239425/?ref=br_rs

terça-feira, 3 de março de 2015

Xoves de Comadres e o empoderamento da mulher.

  Em nenhum momento a equipa de “Desmontando a Roma” quere erigir-se nos clásicos “machitos de esquerdas” que lhe indicam o caminho a mulher; todo o contrario, por isso iste artigo foi lido e comentado por mulheres do eido feminista para melhoralo (ver agradecementos ao fundo do artigo).

   A cultura tradicional tem umha utilidade para a sociedade, no intre mesmo em que perde issa utilidade o que é esquezida, convirte-se em um teatro ou pantomima que carece de sentido.

Há que falar do Entroido em contraposiçom o Carnaval Mediterrâneo extendido por todo o mundo e incluso ultimamente na propria Galiza. O Entroido nom serve coma “mural” onde exibir a mulher coma um objecto sexual; nom há “Boteiras-Sexi” ou “Choqueiras-sexi”, nom vemos “Tocadoras de Fuliom-sexi” ou “Madamitas-sexi”  embora si que podemos atopar em qualquer desfile carnavalesco mulheres expostas como “rainhas do carnaval” a jeito do gando; ou Enfermeiras-sexi, Vamiresa-sexi, policia-sexi... todo isto para o gusto do sistema heteropatriarcal.

   Assim pois podemos falar, com matizes, coma é lógico; sobre o Xoves de Comadres coma umha manifestaçom tradiçonal do empoderamento da mulher dado que o feminismo como movimento reconhescido nom nasce ate a Ilustraçom embora a Cultura Galega, coma outras culturas Celtigo-Atlânticas tem umha fonda raigame Matriarcal que ainda se manifesta hoje em dia em jeitos e ussos tradiçonães que sobreviviram a romanizaçom e a cristianizaçom.


   O xoves de comadres consiste basicamente num dia festivo onde de jeito lúdico as mulheres passam a tomar o poder umha semana despois de que os homens tenham o seu proprio dia (Xoves de Compadres) logo disto voltava-se o “Status-Quo” de igualdade de generos que supostamente existiu num remoto passado em aquela Gallaecia Matriarcal.

   Estamos falando de miles de anos, e de costumes e valores que tanto o Imperio Romano, coma a Igreja (a pior de todas) e os posteriores Sistemas Feudais encarregarom-se de ir diluindo ou borrando.

   Eis que o tempo passou e a historia mudou as cousas, e se bem podemos ser acusadas e acusados de ter umha idea romantica (ou a influencia da mesma) dum suposto passado lonxicuo melhor de equidade (a través do estudo das nossas raigames) nom debemos "sacralizar" todo o nosso passado coma melhor que a propria actualidade ou melhor dito, que o futuro que entre todas e todos construímos...  xeja como fora, o caso é que o Xoves de Comadres tivo a funçom de empoderamento da mulher na sociedade; e isse debe seguir sendo o seu papel na mesma
.
   Dependendo do lugar a celebraçom das comadres tem muitas variantes; mais os valores propostos som os mesmos:

-Em alguns casos coma os da cidade de Ourense cidade os homes tentam ridiculizar as mulheres a través de bonecos a jeito de burla e estas apanha-nos e os desfarrapam. O valor recolhido nom é a burla, se nom o empoderamento ao que tenhem que chegar as mulheres para rachar literalmente ca mesma no que toca as nulheres, no tocante os homes é o processo de entender que ante a burla as mulheres também tenhem resposta, que nom som pasivas ante a burla; ou melhor e mais interesante, que se defendem ante umha agressom.
-Em Verím por exemplo ate as 12 da noite so as mulheres podem sair a rua, tem-se dado que um home saltou a norma e rematou no rio totalmente desnudo.
-Em Vilarinho de Conso corren-se as lardeiras; umha especie de "mecos" feitos com papeles de cores no que ganha quem melhor saiba protexer a sua lardeira.

Ademais resulta ser um día de expresividade e expressom da sexualidade que tam vixiada estivo pela igreja ate vai poucos anos.

Sería de interesse que o feminismo organizado nom perdera a oportunidade de gerar consciencia a través de umha tradiçom que ainda pervive a dia de hoje, e da que deixamos estes breves apuntamentos para a melhora da sua comprenssom.
A utilidade do Xoves de Comadres a nivel social é issa: o empoderamento da mulher.

QUE VIVAM AS COMADRES!!! QUE VIVA O ENTROIDO!!!



Beiçóm especial por botar-lhe um olho o artigo a:
-María de “Kolektivo Humano”
-Susana Fariña.
-Sheila Fernandez Miguez
-Mar Lopez
...e o resto que ainda q nom respostaram, polo menos dixeram estar dispostas a leelo. Sem vos o valor do proprio artigo carecería de toda lógica.
BEIÇÓM A TODAS!!!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Entroidos Perdidos: As Charruas de Alhariz

Sempre que se tenha vontade, umha manifestaçom cultural e popular pode ser recuperada; o casso das Charruas de Alhariz nom ia ser distinto.
A Charrua é umha personagem tradicional do entroido de Alhariz; moi semelhante os clássicos e singelos choqueiros e choqueiras espalhados pola geografia galega.

A estética da mascara :

A estética da mascara é singela coma a dos choqueiros clássicos das Marinhas Brigantinas ou de Trás os Montes; portam roupa velha como base; por acima umha saia, e umha especie  chaqueta feitas com sacos de esparto. A cara vai tapada com um trapo velho, geralmente de cor branca ou crema. Calçam botas negras.
Os elementos mais salientáveis som:
A clássica choca que a levam pendurada (de 1 a 3 chocas) dumha corda de esparto a cintura ainda que houbo moitas charruas que usavam o um cinto de coiro.
Umha saquinha a modo de bolso no que gardam a cinza que vam guindando as pernas da gente.
Um volante feito com fitas de papel, que recorda ainda que de moita menos complexidade os volantes do Entroido Ribeirao.

A dinâmica da Mascara:

O papel da Charrua era animar a todo o mundo e faze-los participar no entroido.
Castigaba com cinsa duramente a todo aquel que nom estivera na rua fazendo entroido.
Era umha personagem que, a traves do anonimato, fazia escárnio dos seus vizinhos e conhecidos.
A dinâmica era, em resumo semelhante a da Pantalha de Ginço de Limia ou a dinâmica do Cigarrom de Verim em origem.

A desapariçom desta mascara do entroido de Alhariz, e com ela boa parte do espírito e tradiçom do entroido local viu dada seguramente polos processos de aculturizaçom da incipiente globalizaçom, e da presom exercida desde os meios polo modelo mediterrâneo conhecido coma Carnaval e sujeito os calendários da igreja e as formas de divertimento das burguesias Mediterrâneas que na Galiza deram em perceber-se coma um progresso da capital colonial, no canto de umha sustituçom e perda de valores próprios da Galiza local; em este caso Alhariz.

Do mesmo jeito que no caso dos Centulos de Pontevedra, a sua recuperaçom depende do grado de vontade por acadar a mesma das pessoas, associações e em menor medida; mais sempre ajuda, do grau de implicaçom da administraçom.
QUE VIVA O ENTROIDO DE ALHARIZ!!! QUE VIVAM AS CHARRUAS!!!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Entroidos perdidos: "Os Centulos do Antroido de Pontevedra"

Antes de começar ca breve exposiçom do que foi o Antroido de Pontevedra compre lembrar mais umha vez que na Galiza enteira houve (e ainda há em muitas comarcas) o modelo de festa conhecida como Entroido,ista mesma desapareceu ou “mutou” no “Carnaval Mediterrâneo” devido o processo de colonizaçom económico, político e cultural o que está sometido o país desde vai séculos. Sem comprender este processo de substituçom cultural nom se pode valorar objectivamente o presente artigo.
Umha das representações do Ravachol
no Carnaval celebrado em Ponteveda


Actualmente em Pontevedra celebrasse polo Entroido umha festa baseada na figura do “Ravachol” seguindo o modelo de carnaval mediterrâneo no canto do “Entroido Atlântico” 
Mais fora da ideia de fazer publicidade ou crítica desta personagem imos centrar-nos em umha variedade do entroido galego que desapareceu coma outras, más que também pode retornar coma o fixeram com força os “Merdeiros” em Vigo graças o trabalho da gente da incansável Revolta excelente exemplo de um trabalho de recuperaçom e prova de que se há vontade a cultura do país pode agromar de novo.

Do mesmo jeito que qualquer casa do pais, cando se começa a erguer, temos que começar sem medo pola 1ª das pedras… mais neste caso a casa já estivo ergueita há anos, abandonouse e veu abaixo sendo comida polas silvas e a broça… Assim pois o trabalho que há por diante é o de desbroçar e retirar os cascalhos que logo serám reaproveitados para a reconstruçóm.  Pode-se considerar ete trabalho feito se olhamos os artigos “Entruido Galego VS. Carnaval Mediterrâneo” e “Que viva o Entroido” assim coma no exposto ao primeiro do artigo.

Os "Merdeiros" de Vigo; excelente trabalho de
recuperaçóm do Entruido local.
Umha vez feito iste trabalho o que foi a casa queda a vista e com um pequeno trabalho de investigaçom podemos fazernos uma ideia do que foi em tempos e do que queremos que pode chegar a ser. Assim pois o Antroido dos Centulos de Pontevedra pode retornar do mesmo jeito que reconstruimos a velha casa dos nossos avós e ainda que adaptada aos momentos actuais com aquecimento de “pellets” e vitrocerâmica, a arquitectura da casa nom deixa de ser a tradicional; com umhas pequenas evoluções claro está, pois pouca gente quere usar gando como aquecimento na actualidade.



O calendário do Entruido na cidade de Pontevedra:

Do mesmo jeito que o resto do pais o entroido começava alo contra o aninovo; em vários escritos refirem-se a saída das máscaras contra os reises a jeito de foliões saíam os famosos centulos e também contra os dias grandes de entroido mais todos coincidem em destacar a processom do Corpus Christi que sumou como bem destaca o grande de Vila Franca do Bierzo Frei Martin(nho) Sarmiento esta figura central a debándita ruada..

Frei Matin(ho) Sarmiento
"O Grande de Vilafranca do Bierzo"
Na maioría dos casos tenta-se fazer umha analise dos centulos de Pontevedra ilhados da época do Entruido quando foi precisamente a origem desta personagem; assim pois em 1552 o grémio do Sam Juliam sacava as ruas na festa do Corpus a “Tarasca ou Coca”  verde (umha representaçom da Cobrega ou serpe alada galáica) mais nom se fala em absoluto de mascarada nenhuma. Nom é ate 1658 quando se fala da mascarada dos Centulos; que evidentemente foi deslocada do seu contexto geral (cousa que aconteceu em outras cidades e vilas galegas coma por exemplo em Betanços cos “Demachinhos”

Ista “movilidade” da celebraçom nom foi froito da casualidade nem tampouco a sua desapariçom, já que logo “convidou-se” desde a igreja a “fazer mais colorida” certas celebrações eclesiásticas o longo de todo o país as que logo foram proibidas por motivo de ser cultos pagãos ou o demo. Deste jeito e bem por ser froito da casualidade ou de umha orquestrada vontade, o entroido dos Centulos da cidade de Pontevedra rematou por desaparecer.

Assim pois, pode-se falar de que ista singular entroidada chegou a sair 2 vezes o ano, mais a hora de umha possível recuperaçom deveria de retornar ou ser devolta o seu ciclo festivo próprio, que é o entroido, antes de encetar umha “2ª ruada” pola época do Corpus Christi.

De Como era festa do Entroido tradicional de Pontevedra:

Dos Centulos de Pontevedra chegounos moi pouco ate o dia de hoje, e curiosamente chegounos a informaçom do entruido de mãos da igreja. Mais umha vez Frei Martin(ho) Sarmiento, o grande de Vilafranca do Bierzo abre umha janela para a cultura galega desde a obra “Meco-Moro-Agudo: Epítetos del impostor Mahoma” do que Clodio Gonçalves Peres fai umha ediçom moi atinada.
Aquí é onde temos a maior parte da informaçóm:

“e nas foliadas
de tempos a tempos
a Velha do Grove
com côs e mantelo”

(é a que mata o “Meco”; personagem recorrente de muitos entruidos)
…
“se todo se junta
e fay hum paseo
a Vella do Grove,
Centulos, Choqueiros,
Folions de noite,
cacholas dos nenos,
e mais cabalgada
côs doce gaiteiros”



Assim pois com istes escritos e outros atopamos que em tempos do Corpus os choqueiros de Pontevedra, conhecidos coma centulos saíam a rua acompanhando a suposta velha (personajem) que matou o Meco seguidos das autoridades montadas em “Facos Galegos” (o garanhóm, garrano ou cavalo nacional galego) e um séquito de 12 gaiteiros.

Se vem os gaiteiros ainda som conservados a día de hoje no día do Corpus, o resto desapareceu/foi proibido co passo do tempo.

Assim pois temos que probabelmente no entroido de Pontevedra a figura central sería a velha que matou o Meco, escoltada polos choqueiros (brincadeiros) Centulos que som encarregados de abrir-lhe passo entre as multitudes.

A velha representa a moralidade, a que mata o “libidinoso” Meco em iste entroido, mais também a velha representa a “vinganza” a idea de “devolver a honrra o povo” a de matar a aquel que provocou tantas infidelidades  e todo isso coma contratempo o significado da época de ruptura da orde estabelecida que é a festividade do Entruido. É em essência o conceito da justiça pola sua mão, e mesmo podería estar entroncada cas “Matres Gallaeiciai” co matriarcado galaico cas “3 deusas” na qual a velhez podería representar justiça real.

Os centulos representavam “a trapalhada” e o “desleixo” assim mesmo o demostram frases coma “levou as chocas” ou “fixo o centulo” e a mesma vez som os reises do entroido que servem a rainha, venhem a ter um papel homólogo os Boteiros de Vilarinho de Conso,que abrem passo o folióm ca sua monca ou mais correctamente peliqueiros do Entroido Ribeirao que fazendo “choqueiradas” abrem o passo a comitiva e protexem o ícone do entroido o volante (que no caso Pontevedrés era a Velha).

O folióm e a comitiva; nom estamos certos de se responde o modelo de folióm dos grandes bombos das comarcas de Trives,O Bolo, Valdeorras… mais o certo é que contra A Guarda existe um modelo de de formaçóm musical tradicional conhecido coma “Treboada” que porta uns bombos intimamente ligados cos mencionados foliões de Entruido, e que como bem assinala Xerardo Fernández Santomé na obra “Treboada Galega” tabém saíam polo entroido.

Embora os foliões som específicos provavelmente de certas comarcas galegas igual que em Portugal.

É bastante provavel que as autoridades montadas em “Facos Galegos” seja umha incorporaçom posterior froito do processo de cristianizaçóm dos rituais e festas paganas da Galiza.

A estética das máscaras:


A Velha:
Poucos datos podemos tomar do escrito sobre a personagem da Velha, pouco mais que leva Côs e Mantelo e imaginarmos qualquer disfraz de velha, tam recorrido nos entroidos.

Os Centulos:

  • As Chocas: é o elemento fundamental e diferencial do choqueiro e por extenssom do Entruido. Dado que todos falam em plural do uso de chocas polos centulos, resulta induvidavel que levabam de 2 em adiante, mas atopámonos ca necesidade de fazer umha estimaçom no número levado.
  • A Máscara: assinalam os escritos que era feita co caparaçom de umha Centola que cobria a cara para tapar a identidade.
  • A vestimenta: Assinalam que no ano 1658 vestia a linhas negras e amarelas, mais nom especificam se horizontais ou verticais coma a vestimenta dos Volantes de Santiago de Arriba (Entroido Ribeirao).
  • Arma: do mesmo jeito que as pantalhas de Xinzo da Limia a sua arma eram “vinchas” ou vixigas de vaca mais no caso dos Centulos eram tres vinchas atadas a um pau a arma esgrimida.
  • As atribuições choqueiras: as choqueiradas consistiam em fazer burla da gente, molestar os tendeiros e mesmo apropiar-se da mercadoria dos mesmos; mais também abrir passo o folióm e protexer a velha cas suas vinchas.


Logo de desbroçar:

Coma assinalamos o primeiro do artigo, logo de desbroçar e retirar alguns cascalhos, a nossa velha casa ficou a vista, se cadra o que se presenta ante os nossos olhos nom está claro de todo, e a própria recostruçom pode fazer-se de muitos jeitos.
Umha possibilidade para “re-edificar” o entroido de Pontevedra a jeito de “planos de construçom” seria que o agora famoso Ravachol explicara a historia do “Meco” e de cómo a Velha o matou dando passo os Centulos, a Velha e folióm que percorreriam as ruas da zona velha de Pontevedra, coligariam o “Meco” na praza e protagonizaríam um juízo e enterro queimariadoo e aldraxandoo o mercores de cinza. 

Mais que os Centulos voltem a sair por Pontevedra e que a Velha mate o Meco nom corresponde o “DESMONTANDO A ROMA” se nom que corresponde a cidadania de Pontevedra em geral e as associações culturais em particular, que som os que sustentam na praxe as “trabes” dos entroidos assim coma a boa vontade e ajuda das administrações que nunca estám de mais a hora de voltar a erguer “istas casas tradicionais; ista parte do património que fai que a cultura galega se poda chamar galega.


sábado, 2 de fevereiro de 2013

QUE VIVA O ENTROIDO!!!



   Digamo-lo alto e claro; o modelo mediterráneo do carnaval de "Caí" (Cadiz) nada tem que ver ca nossa cultura Atlántica e co entroido Galego, emparentado o "Narri Narri" do centro de Europa.
   Que nom nos vendam a moto, NA GALIZA; ENTROIDO GALEGO!!!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Entruido Galego vs. Carnaval Mediterrâneo

“...O Antroido no último tercio do século dezanove amostra-se mais pulido, mais agasalhante e mais cortés [...] nom se fam Barbas co cainzo das chemineas, fam-se com farinha entre as xentes da vila, e com po de arroz entre os mais repinicados...”

Com estas verbas arranca um dos responsos do “Tio Marcos da portela- 1876” falando do que estava a acontecer há século e meio na Galiza; que nom é outra cousa que a deturpaçóm e desapariçóm do entruido proprio dando chanzas a introduçóm do “carnaval Mediterráneo” que nos dilúe culturalmente um bocado mais na Espanha.
Um Auténtico "heroe" luitando pelas
suas convicções...
A deturpaçóm da nossa cultura a través da aculturizaçóm nom é nada novo, e no anterior artigo “que viva o Entruido” já vimos quais foram os culpaveis disto; mais nom debemos esquezer que é o povo o que garante a pervivencia da nossa cultura, e polo tanto nós mesmos somos culpaveis desta situaçóm.
Passamos de dar festexo o que vinha sendo “umha intriducçóm na primavera” (de ahí Intrudio na área de A Gudinha e Antrodido Anturuido Antrodio Entrodio Entruido Entrudo em outras áreas do país e também de Portugal) a fazer umha festa de disfrazes  de personagens tirados de filmes dos U.S.A. para a semana seguinte do Entruido voltar a dizer que somos antiglobalizaçóm e anti-imperialistas quando nós mesmos o practicamos a globalizaçom e o imperialismo sobre nós mesmos e a nossa propria cultura... ASSIM CUM PAR DE COLHÕES/OVARIOS... E pior o ponhemos quando falamos de “comeflores”  ou os supostos apatridas “ciudadanos del mundo” (que na maioría dos casas resultam ser uns espanholazos) que disfrazados de arlequins, palhasos tristes ou “piratasdelcaribe” (sim, assim todo junto: piratasdelcaribe) vam criticando a todo aquel que vaia disfrazado de Velhote ou travestid@, sendo a época do Entruido o momento ideal para o intercambio de roles e a práctica e normalizaçóm da sexualidade livre; termos que hoje estám muto a moda mais que carecem de vigencia.
...E por suposto, nom se iam ficar ceivas de culpabilidade as instituções que pasarom de perseguir o Entruido (régimes totalitarios e a igreja) a favorecer a sua deturpaçóm favorecendo que se diluam dentro do conceito do modelo de “Carnaval Espanhol”.
Embora também podemos atopar muitas iniciativas a través das associações culturais que luitam por preservar este bem patrimonial. Em destaque falamos do ejemplo da Revolta em Vigo, que conseguiu trazer a vida de novo o “merdeiro” (http://agal-gz.org/blogues/index.php/revolta/2003/03/14/videoteca-entrudo)
assim coma outras (nalgum dos casos associações de vizinhos) que mantenhem em pé decenas de entruidos particulares de cada zona coma por exemplo a  A.V. de Salcedo (http://www.ensalcedo.org/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=5&Itemid=32) ou os Troteiros de Bande.

Entrudos deturpados:
Foi sem dúbida algumha, o ailhamento de certas povoações um dos factores clave para a conservaçóm de muitos entruidos galegos, outro dos factores foi a vontade dos vizinhos por conservar o mesmo; mais o conceito de aldeia global, unido a despovoaçóm e o consumismo  do capitalismo de livre merca está a trocar as “antergas tradições” em meros productos turísticos  cada vez mais baleiros de conteúdo.
Os seguintes som simples exémplos do que está a acontecer por todo o país, neste caso o “triángulo mágico” começa a perder a sua magia:
-Laza: “¿se nom entendes a tradiçóm, pra que cona ves?” :
O que noutrora foi exemplo de conservaçóm; hoje já fica deturpado polas xentes que rogam “moderaçóm” numha festa que precisamente nom é moderada. Isto débe-se a que a xente que vai partilhar da festa; desconhece o seu funcionamento e nom gosta dos pontos mais significativos da mesma.
A noite da 6ª Feira em Laza a processióm dos fachões perde o seu sentido o ficar acesa a iluminaçóm pública.
O día da morena (na segunda feira); durante a farrapada já contamos ca despariçóm da figura do “Maragato” (Comerciante das zonas de Astorga) umha figura sucia que era a contraposiçóm do elegante Peliqueiro, e entre os “maragatos” estaba o “Albardeiro” portador dumha pesada albarda que ponhía azima dum dos participantes da Farrapada para que caira e fora o branco de todos os farrapos. Já entrados na tarde noite, e logo da baixada da “Morena” os Peliqueiros saem; mais a día de hoje começam a perder o seu papel de rei do Entruido, dado que a xente nega-lhes o paso, a orquestra começa a tocar quando eles ainda estám a choutar pela praça da Picota ou os que asistem a festa alporízam-se no caso de recibir um tralhaço dos Peliqueiros... mais “ se nom entendes a tradiçóm; ¿PRA QUE CONA VES?”

Verim: Os Cigarrões perdem a sua “coroa”
Ainda conservando a tradiçóm das fareladas (hoje já detrupadas pois bota-se farinha, que é alimento, no canto do farelo) Verim vai caminho de converter-se num carnaval mais.
Este velho entruido tinha como rei o Cigarróm que percorría todas as aldeas do concelho e de outros limítrofes em quadrilha tralhando em todos aqueles que se cruzaram no seu caminho (se nom te pos diante, o cigarróm nom bate). Hoje apenas persigue a algum neno pola vila e para abrir-se passo pide permiso. Dificilmente se lhe pode ver fora da capital municipal e a tralha vai mais de adorno que outra cousa.
O pior de todo é que encabezam um “desfile de carrozas” o mais puro estilo Rio de Janeiro (mais em versióm cutre) e logo tenhem que agardar para cruzar a rúa; quando o cigarrom debería ter o poder de parar o desfile pelo medio se tem vontade... que clase de rei do Entruido é este?

Xinço de Limia: ¿pantalhas? ¿onde?!
Andam medio desaparecidas num Entruido que semelha cada vez mais os carnavales de qualquer cidade espanhola, já nom saem em comitiva, nem obrigam a pagar vinhos... e mesmo as veces som obxectivo de burla, nom sem raçóm; nom é a primeira vez que vemos umha pantalha completamente peneque estombalhada no medio da rua. Triste destino para um icono da cultura galega.

Outras “cagadinhas” som a perda de capacidade de regueifar entre os Generais do Ulha, o uso de “espumilhom” de nadal pelas mázcaras de Cabeça de Mazeda (Manzaneda ainda para muitos) o usso de caroutas de personagems de filmes  nos Emascarados de Buxám; a incorporaçóm de bandeiras espanholas a modo de banda em danzantes da área de Trives, Felos de Gabarás d e Generais do Ulha; e sobre todo substituçóm da crítica os vecinhos e o concelho a través de comparsas sem ordear por um desfile de carrozas carentes de significado na maioría dos casos.

Os entrudos perdidos:
Nom vai sequera um século, prácticamente em cada recanto do país existía umha tradiçóm entruideira que co ir e devir do tempo foi perdendo folgos ou deturpandose ate a sua total desapariçóm.
Velaqui umha pequena escolma do muito que se perdeu e que se está a perder:
-As raposas
Personagens proprias das montanhas do Courel e áreas próximas a Lugo, que ataviadas com peles de Raposo e chocalhos iam pelas casas pedindo tanto em reises coma em entroido ca finalidade de fazer umha comida comunal.

-Os felos de Boborás:
Existiu um intento re recuperaçóm por parte do concelho; mais co troco de governo e a crise, estes iconos do entuido local, ca cara pintada, cobre-leitos velhos, chapeu enfeitado e vara longa coroada por um punhado de prantas verdes agonizam sem a subvençóm da que rucharam de novo.

-O entruido de Pedrazás (Chandrexa de Queixa)
Peliqueiros do Entrudo do Savinhão
Em Pedrazás existiram peliqueiros; mais nom coma os de Laza ou Sarreaus, se nom coma os do entruido Ribeirao.
Dentro do espectáculo que de por si, dam os peliqueiros, em Pedrazás saiam a correr a vila 2 peliqueiros singulares; Xan Corcovas e Xan Barrigas.
Xan Corcovas era um peliqueiro que tinha umha corcova (xoroba para os que traducem libremente, ou xiba para os da RAG q gostam de inventar “palavros”) feita de palha e tapada baixo o traxe. Pola outra banda estaba Xan Barrigas, que tinha um barrigom também de palha. Ambos eram inimigos assim que acordaram sair de cadaseu extremo da vila.
Mais Pedrazás tampouco era tam grande e mentras que eles iam zorregando na malta que nom vestía o entroido nom passaba rem, nom passaba até que topabam o um co outro... entom liabanse a paus entre eles, Xan Crocovas “aforracaba” o seu malho contra o barrigóm de Xan Barrigas, e este fazía o mesminho contra a corcova do outro até que um dos dous rendía-se ou perdía a palha que levabam... o espectáculo era criminal e mentras os vecinhos desde as janelas os acerretabam para q se malharam ainda mais, os outros aproveitabam para ir vestir o entroido e nom levar mais malheiras...

-Os Choqueiros
Choqueiro de Bezerreá
-NOM HÁ CHOQUEIRO SEM CHOCAS-
Som personagens comúns a grande parte da geografía galega, proprios das comarcas que vam desde Ancares até Trasancos e Ponte Vedra; emparentados com outras personagens coma os charrúas de Alhariz.
A personagem em si  nom tem umha vestimenta definida, mais sim um rol proprio; o de gastar bromas as mais das veces pesadas; na comarca de Bergantinhos mesmo existe o dito “ti es moi choqueiro” a aqueles que som bromistas. Viste qualquer cousa que atope pela casa e tapa o seu rostro com qualquer cousa para nom ser descuberto e sobre tudo leva chocas, de ahí o seu nome (Elemento común a todas as personagens do entruido) para avisar da sua presencia.
Na cidade da Crunha tiverom especial relevancia na Rua da Torre, mantendo ainda hoje em parte o nome, e nalguns casos ainda o rol de bromistas, ainda que as chocas desaparecerom; mais o derradeiro choqueiro propriamente dito, foi visto por última vez no entrudo de 1994. No ano 2010 o centro social Gomes Gaioso achegou umha palestra sobre o entrudo tradicional, com vistas a recuperaçóm do mesmo na cidade (http://agal-gz.org/blogues/index.php/csggaioso/2010/02/05/palestra-sobre-o-entruido-com-filhoas-entruido-tradicional-vs-carnaval-importado) mais nom foi ate este ano que a mesma equipa de “Desmontando a Roma” puxo-se como meta lanzar a proposta popular a través da rede:”Nom há Choqueiros sem chocas”(  http://www.facebook.com/groups/235081533239425/ ) para chamar a recuperaçóm e ofertar chocas em diversos locais da geografía galega onde houbo choqueiros.
Grazas a “Gentalha do Pichel”, e a “Xuntanza”  de Compostela, e “A Repichoca” e “O Patachim” na Crunha este ano voltaram a trotar os choqueiros de novo; E agardemos que a recuperaçóm se estenda por todo o país.

Mais pode que nom todas as máscaras se recuperem, e pode também que a sua memoria se perda para sempre nos tempos, assim por exemplo os Charruas de Alhariz forom-se sem vistas de voltar, os peliqueiros de Muinhos, os frandulheiros de Entrimo, a Mula e o Boi de Palacín, a Mula falsa de Castro Caldelas e o Irrio Peliqueiro que foi movido a outras datas polo cristianismo, a especie de cigarrom de Lobeira que a diferencia dos de verim tinha um sombreiro cónico... e assim um longo etc. do que em muitos casos nom queda sequera testemunho.
¿Seram os volantes do Entruido Ribeirao os seguintes? Quem sabe... nos recomendamos a sua visita do que se cadra pode ser o entruido mais inalterado de todo o país.
¿Que sentido teria o dia de manhá chamarlhe Entruido a algo que nom o é? Dizia o verso e nom sem raçóm : "quem esqueze a sua origem, perde a sua identidade"
Por isso e hoje mais que nunca “VIVA O ENTRUIDO GALEGO!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

QUE VIVA O ENTRUIDO!!!

Com certeza os e as leitoras de Desmontando a Roma estavam a perguntar-se porque caralho estando nestas datas pegamos no tema do Entroido/Antroido/Antrodio/Entrudo/ Entruido/Intrudio (que para abreviar chamaremos Entroido) e esqueceramos o Natal na Galiza. 


Podiamos falar de mil motivações para justificar nom ter feito um artigo dedicado ao Natal galego: que a tradiçom da noite de Natal é a cristianizaçom do solstício de inverno onde o menino substitui o sol que “renasce” para voltar a medrar ao longo do ano, e é comúm a toda a cultura Indo-europeia (Celtas e solstício, Hindu e a Mitra, Romanos e Saturnais); que si o Belém ou a árvore tenhem de antiguidade no nosso país nom mais de 100/150 anos (o desembarco vikingo de Catoira tem quase a mesma antiguidade, a metade mais ou menos) que o das 12 uvas é umha trapalhada espanhola de fai 2 dias  que despejou muitas tradições proprias... (Nas áreas perto de Ourense fazia-se um sorteio entre moços e moças para emparelha-los e nas montanhas próximas à Serra de Picos de Ancares existia umha espécie de ritual onde os velhos, dum lado, laiavam a morte do ano, e os novos doutro respostavam com muita seriedade aos que eram quem de aturar as risas, tudo isto na mais absoluta escuridom) que se o mercado, o consumismo, o “Corte Inglés” e a introduçom de “Papá Noël” desprezaram os nossos personagens históricos coma O Apalpador/Pandigueiro e que graças ao ineludível trabalho que jurdiu da Gentalha do pichel, hoje em dia, volta a descer das montanhas para visitar os meninos (tedes muita mais informaçom sobre eles no livro Teoria de Inverno os presentes do Apalpador que mesmo podedes adquirir pola rede no web do Imperdível).

Tambem dizer que a gente já nom decora as mesas com acivro, nem prende o lenho de natal, nem fai um oco na sua mesa para convidar a “Joám Fiz” (um velho de barba cumprida que durante o ano reside em Macão onde fez muitas riquezas e adquiriu a invisibilidade) para que este lhe apresente parte da sua imaterial riqueza, a de que os bons desejos sejam umha realidade... Sim, podiamos enredar com múltiplas motivações para nom fazer um artigo sobre o Natal; mas o único e verdadeiro motivo foi a criminal combinaçom de festa+Licor Café. 

E de vez... Chegou o Entruido: 

Nom é nada novo que a Igreja tentara cristianizar a nossa cultura o mais possível para que rematara diluindo-se dentro do dogma Cristão, também regimes ditatoriais coma o de Franco tentaram rematar com ele ou “mediterranizá-lo” fazendo que virara cara o conceito de “Carnaval” que conseguiu enraizar em muitas cidades galegas, e que pouco ou nada tem a ver com a nossa cultura; também, mais umha vez, o mercantilismo tentou (ajudado por Concelharias de in-cultura) reduzí-lo a meros bailes de máscaras.. Mas qualquer cousa tem o Entruido que além dos muitos avatares segue a perviver na Galiza dum jeito tam natural, que já quiseram muitos etnógrafos da Europa para o seu país.

O entruido na Galiza começa ao mudar de Ano:


Ora nos derradeiros minutos da noite velha ora nos primeiros minutos do novo ano o Entruido começa a correr por todo o país, desoouvindo aquelas palavras que vinham dos altos cargos da igreja já desde o século VII <...que ninguém ponha,nas calendas de Janeiro, máscara de Becerro ou de Cervo...> 
Na noite de fim de ano eram muitas as mulheres que rodeavam a sua casa botando presinhas de sal arredor dela, e dizendo aquilo de meigas fora; para rematar o ano e abrir o ciclo de entruido... 
Assim arrancam os primeiros foliões, que a igreja tentou reprimir, e que hoje manifestam-se como “Cantares de reis” ou mantenhem a sua hegemonia entruideira em lugares onde a igreja nom tivo tanto êxito coma na Retorta (Verím) com um foliom que dura 15 dias (do 1 ao 15 de Janeiro) e que tenhem a sua razom de ser em arrecadar para fazer comidas copiosas. 
A despedida do ano em forma de “burla dos novos” e “seriedade dos velhos em Bezerreá” é outra tradiçom entruideira assim como os sorteios de moços e moças nas primeiras horas de Ano novo para depois asistir obrigatoriamente a umha dança o dia seguinte, som parte do espírito choqueiro do Entruido. 
Na Lourenzá mesmamente existia a tradiçom do “Rei charlo” que consistia em caçar um carriço e ceivá-lo o dia de reis após ser passeado por toda a vila, escolhendo-se tras isto os alcaides; em Ponte Caldelas “renovavam” o “mordomo” escolhido a mão alzada entre todos, sendo éste encarregado de dar umha boa comilona a aqueles que o escolheram.
O mesmo dia 1 de Janeiro, em Laza, os novos começam a treinar choutando e dançando as chocas de peliqueiro ate o sábado anterior do domingo corredoiro para chegar prontos os dias grandes do entruido. O dia 5 de Janeiro sae o Zarramoncalheiro por Qualedro. Em Vilarinho de Conso saim os foliões todos os sábados e domingos desde o 15 deJaneiro ate o final do Entroido. “Polo Sam Antóm já sai o Cigarrom” (o 17 de Janeiro) 
...E assim um longuíssimo etcetera de tradições entruideiras e choqueiras que por muito que os Estados, Igrejas e Mercados tenham vontade de apagar, em pleno s.XXI a Galiza mais viva segue a festejar; por isso dizemos... 
QUE VIVA O ENTRUIDO!!!