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domingo, 4 de outubro de 2020

Iberismo: o 'cavalo de troia' espanhol para invadir Portugal

 Nos ultimos anos estamos a ver um perigoso fenómeno pouco representativo na sociedade portuguesa mais que ganha adeptos da banda espanhola: O Iberismo.


O Iberismo nom é outra cousa que um 'Cavalo de Troia' espanhol para invadir e dominar Portugal, disfraçada (com o fato se gostades mais) de umha suposta unidade peninsular que nunca existiu e da que Galeg@s, Basc@s e Catalães loitam por fugir a diario. Umha teima espanhola histórica na que sempre fracassarom; mais na que seguem a insistir, pois eis a natureça e a raçom de ser de Castela/Espanha.


Assim pois, resulta tam absurdo para  Portugueses/esas ou  Galeg@s chamar-se de Iberos coma para alguem de Murcia chamar-se de Galaic@; pois  compre definir que Ibérico é aquilo proprio dos iberos: umha suma de aldeas prerromanas asentadas nas costas do mediterrâneo dos actuais estados Francés  e Espanhol; nada a ver com Portugal ou Galiza.

Espanha leva séculos tratando de invadir e dominar Portugal; se olhamos pra historia:

- Intento de invadir Portugal  polo Rei Juan I de Castilla e grande fracaso na batalha de Aljubarrota 1385

-Usurpaçom do trono de Portugal por Castilla em 1580 e recuperaçom em 1640.

-3 intentos de invasom na Guerra dos 7 anos(1762)

-Tentativa de invasom em 1801 na guerra das Laranjas na que finalmente Espanha ocupou ilegalmente Olivença.

-Plano de invadir Portugal durante a ditadura de Primo de Rivera 1923.

-Plano de invadir Portugal em 1940 com ajuda dos Regime Nazi baixo a premisa "Portugal no tiene derecho a existir"

-Proposta os USA de invasom a Portugal da Espanha em 1975.

Nom é precisso ser moi inteligente para intuir que a Espanha sempre tivo vontade de apropriarse de Portugal, e que a atual tática e empregar o Iberismo.

A recomendaçom d@s irmãos galeg@s é que Portugal fuja de todo o que cheire a Castilla ou a Espanha!

...Dizemos melhor o afirmar que a estrategia de Portugal debería ser apoiar e ajudar na libertaçom nacional da Galiza, em procurar umha federaçom das republicas Galega e Portuguesa; a Federaçom Portugalega, em procurar umha Europa dos Povos, em troques de andar a jogar co seu futuro a través do Iberismo.

"...Senhora do Almortão, nom queras ser Castelhana"



sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Dizer "Noroestedelapeninsulaiberica" por nom chamarlhe Gallaecia

 Umha das características chave do MEDITERRÂNISMO na sua constante laboura de aculturizaçóm é o seu absoluto egocentrismo. TODO é mediterrâneo segundo @s seus seguidores/as.

Isto que assinalamos é tam certo que quando se quere falar de nos e a nossa área de influência, para nom desmontar o seu paradigma mediterraneo-centrista eles prefirem dizer "Noroestedelapeninsulaiberica" no canto do simples e histórico nome de GALLAEICA, GALAICO ou GALAICA



Mais claro; todo se desmonta cando um se ve obrigado a recurrir as fontes históricas; entom aí, incorruptivel polo passo dos séculos, talhado em pedra, pode-se ler claramente Gallaecia.


Assim pois, descobremos que o mediterranismo oculta deliberadamente a nossa historia em todos aqueles ámbitos onde goza de simpatia: jornais, pasquins de viagens, letreiros em jacementos arqueologicos, livros de historia etc ...mesmo em teses e doutoramentos universitarios; maila que os estudos deberíam de contar co maior rigor científico posivel, com dificultade poderemos ler Gallaecia ou Galecia mais sim "Noroestedelapeninsulaiberica". Isto nom é assim nas áreas da Europa nom influenciadas polos mediterrânistas, onde Área Cultural Galaica é claramente identificada e respeitada; assim pois cando preguntas o porque de tal ocultamento premeditado; eles, com todo o seu rigor científico respostanche: 

"Es que siempre se dijo asi, y ahora no lo vamos cambiar"

terça-feira, 7 de julho de 2020

Vento favorável à mudança no governo da “Xunta de Galicia”

  Nunca como hoje tempos tivemos um vento favorável à mudança no governo da “Xunta de Galicia”. Nunca acotecera antes que ao mesmo tempo o governo de boa parte dos concelhos, o que implica mais da metade da populaçom, estivera gobernada polas principais forças opositoras ao PP. Nunca antes ficara o PP sem alcaides em nenhumha das grandes ciudades, nem sem o poder em 3 das 4 deputaçons. Nunca acontecerá antes  desde começos dos 80, que ganhara um outro partido as eleiçons na Galiza que nom fora o PP(AP), e isso foi o que acontece unas ultimas gerais há perto dum ano. Entom, porquê impera o pesimismo entre muit@s dos que querem que mude o poder na Galiza?

 Para começar, os inqueritos som umha caralhada. Se mudas de jornal/tv etc, sempre vas ver matices que apontam a que vam em concordância coa linha editorial do mesmo. Mas com um paradoxo, eles tenhem que apontar a que se achegaram mais que os demais ao resultado. No actual contexto o incrível é que o PP ganhe, pois a situaçom de partida é muito mais adversa para o PP que quando Fraga perdeu as eleiçons. Os inquéritos funcionam como arma mobilizadora/desmobilizadora, de jeito mui eficaz, e o conjunto dos votantes som sempre mui susceptiveis de deixar-se influenciar polos mesmos. No actual contexto tanto os mídia afins à coaligaçom de governo na Espanha como os afíns à direita, nom querem nem ouvir falar dum governo alternativo ao do PP na Galiza e trabalham para isso. Outros mídia nom tenhem nem fundos nem capacidade para trabalhar os seus inquéritos e daí que hoje o que pensamos se veja condicionado em boa medida por aqueles que si tenhem poder para faze-los.
 Quando Fraga perdeu as eleiçons no 2005, nenhum inquérito lhe daba a perca da maioria parlamentar naquelas eleiçons, mas perdeu, por pouco mas perdeu. Antes disso ganhara as eleiçons municipais posteriores ao Prestige com umha salvedade, perdeu duas deputaçons e a extrapolaçom dos resultados anunciava a perca da maioria absoluta do PP. Todos os mídia espanhois de esquerda e direita, trataram de afundir a moral da cidadania galega, dando por morto o movimiento Nunca Mais, e conseguiram que muitos se vinheram abaixo e o deram por impossível. Se extrapolamos as últimas municipais temos que o PP perde, mas nom só isso. Se extrapolamos as ultimas gerais, o PP perdeu por primeira vez umhas eleiçons na Galiza, pois ganhou o PSOE, mas estes nem se esforçam alêm dum rutinário paripé, em que aquí mude nada, ainda mais, os há que  declaram abertamente que é convinte que Feijóo ganhe para que haja guerra interna no PP. Outros, desde a beira mais esquerdista da política espahola, mesmo reclamam que Feijóo debe sobreviver e avançar, para que tenha a oportunidade de que o PP abandone posiçons extremistas. A sorte de Galiza para muitas das gentes da esquerda espanhola é o de menos.

 Com todo, nas últimas datas o PP dá indicios de que nom as tem todas consigo, mas sabem que se as forças opositoras se moviliçam fam que os seus votantes se movam e vam perder, pois o volume de votantes tradicionais ou fieis ao PP baixou nos últimos tempos, em parte pola própria aritmética geracional. Todos os institutos demoscópicos falam de que a a margen de indecisos é bastante alta nestas eleiçons, o que em parte é a desculpa para o dia depois dizer que as previsons que deram se vinheram abaixo.

 Tod@s temos responsabilidade coa nossa opinions no dia a dia, tanto nas redes sociais como noutros ámbitos, e o preocupante é que há gente, mesmo militante da esquerda e do nacionalismo que teima em convencer-nos a tod@s de que nom há nada que fazer, que esta é umha batalha perdida. Que ganhamos ajudando a des-mobiliçar? Umha palmadinha nas costas? Um aquel de “ja vo-lo dizia eu”? Nom só falam os inqueritos publicados, há também gente que trabalha em institutos demoscópicos, que dá quando pode noticias de por onde vai realmente o tema. Algum deles está dar que Feijóo ja está por baixo da maioria absoluta desde o começo, ainda que poderia somar com V*x… que ganhamos nós com predicar o contrário? Nom seria necessário chamar a mover ceu e terra para que isso nom aconteza? A conto de que di Feijóo que poderia aliar-se com V*x, se nom sabe que isso é mais que probável?

Se a enquisa de Sondaxe lhe dá ao PP à baixa no domingo prévio às eleiçons, o dia em que mais se atendem os inquéritos, é por que algo passa. LVG nom quere nem imaginar nem anunciar que o PP vai mal, pois sabe que neste país, como noutro muitos, há muita gente que vota ao cabalo ganhador, e aí podem conseguir o resultado contrário. Mas claro, a empresa demoscópica, para o caso Sondaxe, quere deixar claro que se achega, para o dia 13 dizer que andivo mui perto do resultado, mas deu-lhe à baixa ao PP! Olho ao piolho! Ainda que eles tenham a certeza de que Ana Pontón ja supera a Gonzalo Caballero,  ninguém vai pôr a Pontón na pole, nenhum inquérito vai fazer ver um cenário onde a cousa esteja entre Pontón e Feijóo. Para muita gente, particularmente para as mulheres que votam normalment ao PP, nom é o mesmo votar ao BNG para que Caballero poida ser presidente da Xunta, que votar ao BNG para ter umha presidente, aí a dicotomía muda radicalmente, e aí muitas votariam por Ana sem dúvida.

Se boa parte das pessoas que votaram nas gerais e nas municipais, opçons diferentes do PP, votam o mesmo o dia 12, acabou-se Feijóo na Xunta. Nem falta fai que sejam todas, bastará que sejam umha boa parte. Bastará que haja vontade e ilussom para que muit@s o dia 12 prefiram parar no colegio eleitoral uns minutos a chegar antes à praia. Isso vai depender muito de que na populaçom se dea um ambiente propício ao câmbio. Que se veja que vai haver mudança, sobre todo entre a mocidade e as mulheres. Isso vai depende de que se respire a ilusom na rúa e nas redes, e a isso podemos ajudar tod@s.


  • -A EQUIPA DO DESMONTANDO A ROMA PARTILHA ISTE ARTIGO QUE NOS CHEGOU DEJDE ANÓNIMO E AGRADECE @ AUTOR/A POR TERNOS ESCOLHIDO-


quarta-feira, 10 de junho de 2020

O PSOE nom quere que Feijoo perda as eleções a Xunta

"O Cesar debe ser umha besta sem coraçom" - Julio César
Roma mais umha vez serve de inspiraçom os espanhois, semelha umha  toleria; mais assim é. O PSOE de Madrid nom tem vontade nenhumha de que Feijoo perda as eleições galegas.

Atopamo-nos em pleno periodo pre-electoral, ca data do 12 de Julho marcada no calendario para ir votar, e se as enquisas pre-covid19 pronosticavam a derrota de Feijoo moitas das actuais dan-lhe a maioría absoluta... Que pode ter mudado?

O PSOE dos Madriles atópase moi cómodo com um PP com Casado a fronte que nom é rival político para Sanchez. Todo isto podería mudar se Feijoo perdera a presidencia na Xunta; ja que é seguro que desputaría o posto a Casado. Se algo nos ensinou Jogo de Tronos é que este tipo de cainísmo é comun em segum que líderes.

O alarme salta quando o proprio PSOE e os seus socios de governo Podemos, em plena desescalada, nom pedindo nenhuma medida para melhorar a situaçóm diferenciada da Galiza; conceden-lhe a Feijoo (para que sume tantos ) e negam-lhe o BNG o que lhe concedem o PNV: o movemento entre provincias dentro da Comunidade Autónoma.
   Isto so corresponde a que PNV é socio de governo em Madrid e rival invativel em Pais Basco; mentras que Feijoo, de perder em Galiza, convertiríase num perigo para o PSOE de Madrid e o proprio Sanchez.
...e vem a confirmar-se durante estes dias na que semelha que a unica unica oposiçom que tem Feijoo é a do BNG; dado que PSOE e Podemos, ainda tendo a sua disposiçom todo o aparato do governo do estado espanhol nas suas mãos, nom atacan a Feijoo, se nom que o favorecem e mesmo desviam e monopolizam o debate em Madrid com temas coma a nom atençóm de ancians e morte nas residencias quando na Galiza aconteceu o mesmo.
Mais que tenham coidado PSOE e Podemos porque esta esta estratexia nom so lhes favorece a eles, e a curto prazo ademais; se nom que VOX vese moi favorecido tamén com um PP sem folgos... E VOX si que nom joga baixo as reglas da democracia; se nom que, coma toda ultradereita, serve-se delas para tomar o poder; que nom faria esta gente co aparato do estado espanhol nas suas mãos???
...se calhar as eleções galegas desta vez, som algo mais que umhas eleções; se cadra, o futuro da Europa, joga-se na Galiza o dia 12 de Julho do 2020.


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Galiza permanece sem aglomerações mentras a meseta e o mediterrâneo espanhol ficam ateigadas de xente no permiso dos nenos polo COVID-19

Nom é nada novo que @s galeg@s, coma outros celtas atlânticos, somos um povo tranquilo e comedido, mais moito capaz de criar revoluções chegado o momento.
O Domingo 26 de Abril de 2020 constatou-se isto o fazerse efeitivo o permiso de saida para @s cativ@s durante este confinamento polo COVID-19.

Mentras na Galiza a saida foi calmada e se respetavam as distancias evitando as aglomerações (com algumhas excepções por suposto, ainda assim, de nom mais de 7 ou 8 pessoas) na Espanha mediterrânea e mesetenha a malta saiu em tromba, ateigando as praças e ruas, ponhendo de novo em perigo a resposta da sanidade publica, dos vizinhos e da propria desescalada do confinamento.
Tanto em CC.AA autonomas coma Madrid,
Andalucia, Valencia e outras do orbe mediterrâneo coma nas da meseta repetiram-se as situações que tod@s vimos nas redes; nom sendo assim no caso galego (agas cassos moi puntuais).
Se comparamos  Crunha e Vigo com cidades de semelhante ou inferior numero de habitantes, temos que a situaçom é radicalmente distinta.
Isto nom fai mais que apontalar  que GALIZA TEM QUE CONTAR COM UM PROCESO DE SESESCALADA PROPRIA DO CONFINAMENTO polo COVID19, debidoas diferencias;  o jeito tranquilo do atlantismo celta fronte o aturulhado e imprudente do mediterranismo ou o mesetario e nom simplesmente x iste facto; se nom q o nosso jeito de asentamento sobre o territorio em pequenas entidades, mais semelhante o Irlandes ou o Suiço do que o Albarracin, o de Marbella ou o de Castellón de la Plana, fai da Galiza um pais ca NECESIDADE DE CONTAR COM UM PLAN PRÓPRIO.

sexta-feira, 20 de março de 2020

A tradiçom galega de abendiçoar as leiras

Hoje imos a falar da tradiçom galega pagana de abendiçoar as leiras,  e de como o cristianismo integrou este costume galego e irlandes, no domingo de ramos.
As Galegas e Galegos actuais temos o costume de abendiçoar as nossas leiras o dia do Domingo de Ramos co ramo de loureiro da misa de isse mesmo dia. ate aqui todo pode semelhar parte da liturxia cristiana... nada mais lonxe da realidade; O costume de abendiçoar as leiras tem umha provavel orixe Celto-galaica, Celto-bretoa ou Suevo-xermánica totalmente pagana e pre-cristiana que resulta comum a outras nações europeas como irlanda cornualhes e alemania.
O dia de abendiçoar as leiras provavelmente correspondía o equinocio de primavera, que a igrexa católica moveu convenientemente o domingo de ramos por proximidade.
De facto, os proprios ramos forom trocados pola igreja; dado que anteriormente usabam-se os ramos do Samjoam anterior gardados durante todo o ano ou outros confeccionados a proposito para a ocassiom com fento e polas de carvalho (ramos dos que ainda se gardam testemunho em bisbarras coma o Deza ou o Bierzo)
A auga usada para abendiçoar as leiras e recolhida de 3, 7 ou 9 nova fontes (o jeito do sam joam) dependendo da comarca, ainda que nas parroquias mais cristianizadas do pais a igreja católica conseguiu substituir as augas de 9 fontes por auga bendita.
Neste costume de abendiçõar as leiras os oficiantes é o próprio labrego ou labrega nom se vem por ningures o cura; e a “formula maxica” ou esconxuro para solicitar a fertilidade das leiras remata com “Sapos e Meigas botadevos fora das minhas leiras”
Assim que se retiramos o mediterranizante barniz do cristianismo temos ante nos um costume (que nom umha festa; compre saber diferenciar estes termos) de abendiçoar os campos com um ramo “consagrado” (e dizemos consagrado por explicalo de algum jeito) ...um ramo consagrado durante a noite das cacharelas samjoam que xunto o auga de 9 fontes e um esconxuro tem propriedades de fertilizaçom dos campos e todo isto ligado a celebraçom do equinocio de primavera.
“se os chineses tenhem umha cultura milenaria é porque souberom coidar dela” asssim que já sabedes!

quarta-feira, 4 de março de 2020

Algumhas administrações ponhem em risco os nossos Entroidos

Nos ultimos anos estamos a assistir a um suposto rexurdimento do entroido a nivel galego e resto de Paises Galaicos, a saber; Asturies Pais lheones e Norte de Portugal
…nada mais longe da realidade; o entroido; os entroidos atompam-se em perigo, e as administrações (em especial o atual goberno de Feijoo na Xunta da Galiza) semelha despreocupar-se do asunto.
Um dos indicativos foi que o Entrudo de Podence designado coma “patrimonio da Humanidade” pela UNESCO perdeu parte da sua genuidade para convertir-se num atrativo turístico.
Os diversos Entroidos da Galiza e resto do espaço cultural galaico som, se cadra, os derradeiros redutos de indigenismo Europeu; ainda que o “Mediterranismo Governante” trata sempre de degradalos baixo o alcume de “carnavais rurais”
Existem varios fatores que som os que estám a ponher em perigo os nossos Entroidos; A saber:

O Desconhecemento da propria administraçóm:
A Xunta desconhece o Entroido, o seu simbolismo e mesmo o convirte em um Carnaval Mediterrâneo
Tanto o atual goberno de Feijoo na Xunta da Galiza coma o seu predecessor com Fraga a cabeza, desconhecem a realidade do Entroido co que vagamente trabalham. Para a Xunta, o Entroido é umha sorte de “Carnaval rural a la gallega” que fai de reclamo turístico para atraer a visitantes de fora; visitantes que som atraidos baixo a promesa de “colorido carnaval” baixo a errada, e errática promoçom da actual Xunta (em Fitur por exemplo) . Cando o desinformado turista chega a Galiza em busca do seu prometido “Carnaval Colorido” atopase ca anterga tradiçom do Entroido onde “personagens mascarados” oficiam umha sorte de ritual no que se tiram formigas cinsa, farinha, lama e mesmo bosta de vaca, cagalhas de cabra e ovelha; onde baixo umha inusitada sacralidade, os mascarados , com um maxico traxe (nom disfraz) de oficiante, fam bromas pesadas, e mesmo zoupam e fustigam os que assistem o ritual entroideiro se estes nom se afastam do seu caminho ou nom lhe escapam; sem perxuiço algum para eles dado que som intocaveis pola sua sacralidade (como o pode ser o cura, o imán ou o dalahi lama) ...assim pois, o turista totalmente “desnortado” nom entende o porque da situaçóm. O porque o ensucian, o mancan com escobas de toxo e mesmo é golpeado ou fustigado polo que el entende como “xente disfraza sem nenhum tipo de valor sagrado ou simbólico”, e baixo os efeitos do seu desconhecemento e a sua propria incultura provocada pola INFORMAÇOM ERRADA EXPEDIDA POLA ADMINISTRAÇÓM o turista nom mostra nenhum tipo de respeto polo ritual ou o mascarado e mesmo resposta com violencia provocando umha total e completa agressom cultural nos nossos entroidos que remata por modificar o decorrer dos mesmos.

O desconhecemento nos centros escolares:
Esta mesma administraçom é tamén responsavel de transmitir a mesma idea errada a traves das escolas; dado que atopa-se incluido no curriculum academico a celebraçom e explicaçom de festas tradicionais; e resposavel a maiores de que proprio profesorado carezca de materias e da formaçom para explicar e trasmitir o alumnado o simbolismo e a forte raigame e costumes que caraterizam a festividade do Entroido
Por outra banda é tambem nas escolas onde se trabalha o entroido “imitando” os traxes dos entroidos com disfraces mais ou menos atinados para sacar em um desfile,  sem explixar o alunado e os pais e nais dos mesmos que isse disfraz nom é um traxe orixinal e que fora do concelho ou parroquia nom debe ser ussado dado que desvirtua o valor do mesmo, e mesmo resulta umha falta de respeito para os membros da ”cofradia do entroido” o que é referido. Para entendernos; imaxinem-se que vostede nunca asistiu a umha misa cristiana; e fai um disfraz de cura ortodoxo e se mete no medio de umha  misa católica; pois extrapolando o mundo do entroido, a ofensa é a mesma.
De outro jeito, a administraçom da Xunta é culpavel de nom ampliar os orzamentos destinados as Equipas de Dinamizaçom de Lingua Galega co obxetivo de investigar desde as escolas os entroidos locais, esquecendo que podem ser tanto ou mais ricos que outros entroidos, e que podem ser um primeiro passo cara umha recuperaçom e posta em valor do devandito entroido local. Por outra banda as mesmas Equipas fan esforços por traer Mascarados de comarcas com entroidos consolidados sem nenhum tipo de remuneraçom ou ajuda; simplesmente baixo compromiso e favor dos mesmos.

Desfiles e concentrações:
Com frecuencia vemos como por parte das administrações o Entroido nom é mais que um simples reclamo turístico; o seu obxetivo nom é que se corra cada entroido local com genuidade e tradiçom (que por certo; é o que os fai realmente atrativos). Casos absurdos como fazer “desfilar” a mascaras do entroido na Cidade da Cultura; baixo umha chuva de confeti que nunca formou parte do entroido, e totalmente desubicadas... mais umha vez tratando de dar a imagem de Carnaval Mediterrâneo que nom é, confundindo a povoaçom e degradando o seu simbolismo.
Pior ainda cando se fai um desfile, diante da Catedral de Santiago, dado que a instituçom da igreja é responsavel direta da persecuçom e prohibiçom do mesmo Entroido... ademais as cofradias do entroido NOM DESFILAM, se nom dam umha pequena mostra das dinamicas das suas máscaras, que é apenas um retalho do total do que pode ser cada entroido.
Salvamos algumhas Mascaradas das que recentemente som celebradas, mais com moitas reservas, dada que a proliferaçom das mesmas estám a mudar a “sacralidade” das mascaras e do simbolismo do proprio Entroido, e mesmo a mesturar costumes e dinámicas que se dam nos diferentes entroidos da area cultural galaica; e ademais provoca que algumhas pessoas abandoem a curiosidade por correr alguns entroidos o dalos por vistos durante as mascaradas, sendo conscientes so da ponta do iceberg de cada Entroido.

Por todo isto, desde Desmontando a Roma, reclamamos umha mudanza no rumbo que melhore a relaçom da Xunta, Deputações e concelhos assim coma do Estado Espanhol cara o Entroido coma jeito de proteçom cara as derradeiras formas de indigenismo que quedam na Europa

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Os ultimos reductos da Arquitectura tradicional em Xubia

Tocounos viver tempos escuros como galegas e galegos, mentras as bisbarras mais senlheiras do nosso pais adoezem co abandono e avelhentamento da povoaçom, as mais povoadas perdem a marchas forzadas qualquer tipo de singularidade aculturizando a povoaçom em todos os trazos de identidade que ainda podiam manter. Assim é como se borra umha naçom da faz da terra; eliminando qualquer trazo de indigenismo e sustituindo por algo alheo o pouco proprio que se conserva.
Assim vai morrendo Galiza, ou melhor dito, assim a vam matando; co mesmo sistema que inventou Roma para dominar, sustituir o proprio polo alheo em aras de um suposto progresso que nunca chegava (e de feito nunca chegou) no canto de constituirse un mesmo em vangarda propria partinda das nossas proprias raigames.




Por isso no desmontando a Roma estamos deixando esta breve escolma da pouca arquitectura tradicional da zona, porque queremos ser a faisca que prenda o lume da memoria colectiva e ilumine um futuro inovador mais carregado de um passado riquissimo.

Atopamonos com um estilo constructivo moi concreto e com algumha evoluçom do mesmo por influencia do modernismo que se asentou em Ferrol.

Em esencia estamos a falar de muros de Xisto e esquineiras e lumieiras em granito en alguns casos o cemento supliu o papel do granito.
Algunhas constuções incorporarom galerías para o aproveitamento do calor solar.

As poucas que sobrevivem estám a dia de hoje tapiadas ou mesmo foram modificadas e os seus volumes; mudando em parte a sua esencia original, embora o que aqui amosamos é umha breve escolma como memoria do que no seu dia foi Xuvia e de onde debería de beber arquitectónicamente no futuro para nom perder totalmente a sua singulariadade.

Quem sabe, se cadra ainda estamos a tempo para salvar umhas quantas de estas casas ou fachadas e reunilas entorno a umha estreita rua de artesans e restaurantes de Xuvia fazendo umha especie de "Xuvia histórica" ou "antiga" que fora referente e punto central da mesma. Se cadra nom é mais que um sonho, mais que alguem tem que comezar a sonhar para que vire em realidade. O futuro está nas mãos das e dos que nom se querem rendir a asimilaçom. Esta a issa faisca que prede o lume... A FAISCA DA ESPERANÇA!!!





sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Chamamento #LANDRA chega a Youtube de mãos do "Porquins" ou melhor dito de "pezunhos"

A canle de You Tube Televejo da Galiza lanza o primeiro video do "Porquins Show" mais nom com vontade de fazer rir a pequenos e maiores, se nom, de concienciar a povoaçom galega e agir arredor do chamamento #LANDRA.
O chamamento #LANDRA é umha petiçom para que voluntari@s se acheguem os montes calcinados e guindem landras recolhidas previamente na carvalheira mais proxima o incendio (ISTO É DE VITAL IMPORTANCIA PARA NOM ALTERAR A VARIEDADE BOTÁNICA DA ZONA) sem pissar o terreo ca finalidade de que agromen pequenos carvalhos este mesmo ano que fixem o terreo e recuperem o mesmo.
Desfrutade do video:

sábado, 20 de maio de 2017

Teitos vegetais no limite de Valdeorras e Courel

A historia de um pais muda dependendo de moitas cousas e como nom pode ser de outro jeito a historia dos seus habitantes e mais ainda das vivendas e outras edificações dos mesmos.
Embora em comarcas coma Valdeorras ou Courel semelha mais lógico que os jeitos de fazer as cubertas de edifícios permaneçam inalteráveis devido as louseiras de todo o territorio.
(Se seseja ler o artigo completo pulse aqui)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A semana Santa galega foi um invento da Ditadura Franquista

Ainda sendo o blogue Laico, Anticlerical, AntiAbrahamico e Agnóstico NOM queremos desde Desmontando a Roma atacar ou ofender @s milheiros de crentes cristians que na Galiza e resto de Europa e mundo existem. NOM.
Aclarado isto analizaremos coma a “suposta devoçom” actual da semana santa é um invento introduzido na Galiza polo Franquismo para equiparar-se a Andaluzia que apenas chega a 70 anos de “suposta tradiçom”.

“Nom há pior Cristiano que o converso” 

A “Hispano-Andalusí” por chama-la de algum jeito que englobe esta manifestaçom religiosa cristiana de “Passos e Capuchões” tem origem nos Reinos de Castela e Toledo e posteriormente no resto do Al-Andalus aló polo sec XV/XVI polos conversos do Islam o Cristianismo; que tinham que demostrar a sua fe em público para ser aceitados na comunidade social da época que loitaba por expulsalos.
Assim deste jeito nascem tamem os Capuchões ou penitentes, que eram em essencia gentes de origem NorteAfricano os que a igreja obrigaba a tapar a sua cara para nom ser reconhescidos como tales e fazer penitencia portando as imagens da cristiandade para redimir-se dos seus pecados por adorar a outro deus.

Imagem da Ditadura do Nacional-Catolicismo Espanhol
Na Galiza todo começou muitos séculos após e por motivos moito distintos e alheios, cando um medico MILITAR compostelám afincado em Ferrol (Javier Casares Bescansa) viaxa em 1940 a SEVILLA . Javier acada que lhe abram as portas das cofraria hispalenses e copia a iconografia e simbologia das processões e introduze as mesmas no que por aqueles tempos deu em chamar-se “Ferrol DEL CAUDILLO”  mentras o capitalismo da hostalaría aplaudia por ver medrar os seus ingresos.
Outras cidades e vilas do pais nom tardam em tratar de imitar em plena efervescencia da Dictadura Franquista a cidade natal do Caudilho do Nacional-Catolicismo...
...e pronto! “habemus semana santa na Galiza”!!!

Estamos falando de que a actual semana santa de pasos e capuchões ao estilo Ku Klux Klan que nos estam vendendo coma “tradicionalirrrma” “Fiesta de interes turistico Espanhol” tem apenas 20 anos mais que a Romaría Vikinga de Catoira (1963)
Com isto nom queremos afimar que na Galiza nom se celebra-se a semana santa ate 1940 ou que nom existiram “cofrarias arredor de um santo” NOM. Nom sejamos paifocos e caiamos em conclusões trapalheiras.
Existiram cofrarias arredor de um santo mais com outras iconografías e outros motivos, e sobre todo em outras datas. Tampouco se pode negar a existencia de umha Pascoa (que nom Semana Santa) de Viveiro (sendo a unica q tem tradiçom historica de toda Galiza,; e mesmo mais antiga que as Hispano-Andalusies) embora a mesma e as suas formas, jeitos e conteudos forom sustituidos durante a Ditadura de Franco.
Na Galiza celebrou-se a Semana Santa; mais de outro jeito moito distinto (Pascoa) e nom baixo isse intento de copia, umha vez mais, de formas ou contextos mediterrâneos.
Tinhamos e ainda temos jeitos próprios dentro do mundo cristiano coma por exemplo abendiçoar auga e os ramos de carvalho ou loureiro...

Se cadra sería mais beneficioso para tod@s gastar isses esforços tanto económicos como pessoais em recuperar as danzas brancas que se celebram em distintas datas do calendário e lugares do pais de nosso tales como Betanços, Güin (Bande), Alhariz, Redondela... ou sacar as Serpes, Cocas, Tarascas e Tareas... no canto de teimar em imitar e copiar a Semana Santa Hispano-Andalusí. ¿Para que copias perralheiras? ¿Cal é o motivo? temos umha riquíssima e antiga tradiçom Galaica que tem raigame em cultos pre-cristians e pré-romanos, das cales o cristianismo rematou por apropropiarse como cultos a virgem. ¿Que intençom e interesses há detrás?

Nom há necessidade de fomentar e financiar as religiões cando temos terríveis carências nos âmbitos científicos, educativos e sanitários.
E sobre todo nom há necessidade de copiar ou imitar a outros cando sendo nos mesm@s resultaria mais positivo e produtivo para o conjunto de Europa e o Mundo.

domingo, 20 de novembro de 2016

Deixam cair as palhoças para borrar a cultura celta

Sim amigos, nom é que na nova etapa que hoje abre Piornedo Ceive começaramos a tolear com posiveis conspiranoias de como o mundo cultural mediterrâneo usa todos os seus medios para borrar o Mundo da Cultura Atlântica; nom. "Deixam cair as palhoças para borrar a cultura celta" issas foram as palavras de umha vecinha de Ancares de uns 85 anos.
(Se seseja ler o artigo completo pulse aqui)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Jornal “La Region” califica Refraneiro Galego coma “Frases de Abuelo”

Nom há espectáculo mais terrivel ca ignorância em acçom. 
Johann W. Goethe (1749-1832) Poeta e dramaturgo alema

Tal e como ledes amigos; nom estamos ante o clássico casso de erro ou “trapalhada verbal” diante dos micros; estamos ante um titular de prensa, pensado, meditado, escrito e repassado para a sua publicaçom posterior.


    Com um “Las Mejores frases de los Abuelos Gallegos” (debe ser que as avoas do nosso pais tenhem outras ou nom tenhem) qualifica o Jornal ourensan “La Region” refrans e expressões coma 'Polo pam baila o cam', 'Marcho que tenho que marchar', 'Outra vaca no milho' , fazendo coma nom pode ser doutro jeito em iste medíocre jornal umha mistura entre Galego e Castellano de medo dando toda umha “aula magistral” do que querem dizer os retrousos galegos “em perfecto castellano”... e como aguardava o porco que nom reparássemos no porco o Desmontando a Roma decidiu erguer o escarnio..
 
   O Refraneiro Galego tem que chamar-se polo seu nome; e ademais; como parte inseparável da língua galega, e coma obra cultural do conjunto do povo galego, deveria tratar-se co respeito que merece, já que dizer “son cousas de velhos” pode resultar descalificativo para a nossa língua e mesmo para os Galegofalantes... e mais ainda cando o Galego está em pleno retrocesso sobre todo entre o sector da mocidade. ¿Acasso a gente nova que fala o galego nom ussa istas expressões?

 
   E coma umha mosca nom fai vrão quixerom rematar de cagala bem cagada e classificaram um artigo relacionado ca língua galega, “olho piolho”, coma “costumbrismo”... ¿que constumbrismo nem que cona bendita? ¿acasso tentam ocultar que o normal de um galego é falar galego no canto de castellano?¿pode ser que escrevendo costumbrismo tentem ocultur ou diluir a realidade nacional galega amordaçada pelo espanholismo?
 
   A verdade é que um já nom sabe se se trata de algum tipo de manobra orquestrada polo colonialismo espanhol para desarraigar a lingua galega e as suas formas e cores mais senlheiras ou é simplesmente produto de umha terrível ignorância.

   Seja o que seja nom deixes de mostrar o teu desacordo o dito jornal por semelhante artigo:
http://www.laregion.es/articulo/tendencias/mejores-frases-abuelos-gallegos/20150119181453517318.html

terça-feira, 3 de março de 2015

Xoves de Comadres e o empoderamento da mulher.

  Em nenhum momento a equipa de “Desmontando a Roma” quere erigir-se nos clásicos “machitos de esquerdas” que lhe indicam o caminho a mulher; todo o contrario, por isso iste artigo foi lido e comentado por mulheres do eido feminista para melhoralo (ver agradecementos ao fundo do artigo).

   A cultura tradicional tem umha utilidade para a sociedade, no intre mesmo em que perde issa utilidade o que é esquezida, convirte-se em um teatro ou pantomima que carece de sentido.

Há que falar do Entroido em contraposiçom o Carnaval Mediterrâneo extendido por todo o mundo e incluso ultimamente na propria Galiza. O Entroido nom serve coma “mural” onde exibir a mulher coma um objecto sexual; nom há “Boteiras-Sexi” ou “Choqueiras-sexi”, nom vemos “Tocadoras de Fuliom-sexi” ou “Madamitas-sexi”  embora si que podemos atopar em qualquer desfile carnavalesco mulheres expostas como “rainhas do carnaval” a jeito do gando; ou Enfermeiras-sexi, Vamiresa-sexi, policia-sexi... todo isto para o gusto do sistema heteropatriarcal.

   Assim pois podemos falar, com matizes, coma é lógico; sobre o Xoves de Comadres coma umha manifestaçom tradiçonal do empoderamento da mulher dado que o feminismo como movimento reconhescido nom nasce ate a Ilustraçom embora a Cultura Galega, coma outras culturas Celtigo-Atlânticas tem umha fonda raigame Matriarcal que ainda se manifesta hoje em dia em jeitos e ussos tradiçonães que sobreviviram a romanizaçom e a cristianizaçom.


   O xoves de comadres consiste basicamente num dia festivo onde de jeito lúdico as mulheres passam a tomar o poder umha semana despois de que os homens tenham o seu proprio dia (Xoves de Compadres) logo disto voltava-se o “Status-Quo” de igualdade de generos que supostamente existiu num remoto passado em aquela Gallaecia Matriarcal.

   Estamos falando de miles de anos, e de costumes e valores que tanto o Imperio Romano, coma a Igreja (a pior de todas) e os posteriores Sistemas Feudais encarregarom-se de ir diluindo ou borrando.

   Eis que o tempo passou e a historia mudou as cousas, e se bem podemos ser acusadas e acusados de ter umha idea romantica (ou a influencia da mesma) dum suposto passado lonxicuo melhor de equidade (a través do estudo das nossas raigames) nom debemos "sacralizar" todo o nosso passado coma melhor que a propria actualidade ou melhor dito, que o futuro que entre todas e todos construímos...  xeja como fora, o caso é que o Xoves de Comadres tivo a funçom de empoderamento da mulher na sociedade; e isse debe seguir sendo o seu papel na mesma
.
   Dependendo do lugar a celebraçom das comadres tem muitas variantes; mais os valores propostos som os mesmos:

-Em alguns casos coma os da cidade de Ourense cidade os homes tentam ridiculizar as mulheres a través de bonecos a jeito de burla e estas apanha-nos e os desfarrapam. O valor recolhido nom é a burla, se nom o empoderamento ao que tenhem que chegar as mulheres para rachar literalmente ca mesma no que toca as nulheres, no tocante os homes é o processo de entender que ante a burla as mulheres também tenhem resposta, que nom som pasivas ante a burla; ou melhor e mais interesante, que se defendem ante umha agressom.
-Em Verím por exemplo ate as 12 da noite so as mulheres podem sair a rua, tem-se dado que um home saltou a norma e rematou no rio totalmente desnudo.
-Em Vilarinho de Conso corren-se as lardeiras; umha especie de "mecos" feitos com papeles de cores no que ganha quem melhor saiba protexer a sua lardeira.

Ademais resulta ser um día de expresividade e expressom da sexualidade que tam vixiada estivo pela igreja ate vai poucos anos.

Sería de interesse que o feminismo organizado nom perdera a oportunidade de gerar consciencia a través de umha tradiçom que ainda pervive a dia de hoje, e da que deixamos estes breves apuntamentos para a melhora da sua comprenssom.
A utilidade do Xoves de Comadres a nivel social é issa: o empoderamento da mulher.

QUE VIVAM AS COMADRES!!! QUE VIVA O ENTROIDO!!!



Beiçóm especial por botar-lhe um olho o artigo a:
-María de “Kolektivo Humano”
-Susana Fariña.
-Sheila Fernandez Miguez
-Mar Lopez
...e o resto que ainda q nom respostaram, polo menos dixeram estar dispostas a leelo. Sem vos o valor do proprio artigo carecería de toda lógica.
BEIÇÓM A TODAS!!!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Entroidos perdidos: "Os Centulos do Antroido de Pontevedra"

Antes de começar ca breve exposiçom do que foi o Antroido de Pontevedra compre lembrar mais umha vez que na Galiza enteira houve (e ainda há em muitas comarcas) o modelo de festa conhecida como Entroido,ista mesma desapareceu ou “mutou” no “Carnaval Mediterrâneo” devido o processo de colonizaçom económico, político e cultural o que está sometido o país desde vai séculos. Sem comprender este processo de substituçom cultural nom se pode valorar objectivamente o presente artigo.
Umha das representações do Ravachol
no Carnaval celebrado em Ponteveda


Actualmente em Pontevedra celebrasse polo Entroido umha festa baseada na figura do “Ravachol” seguindo o modelo de carnaval mediterrâneo no canto do “Entroido Atlântico” 
Mais fora da ideia de fazer publicidade ou crítica desta personagem imos centrar-nos em umha variedade do entroido galego que desapareceu coma outras, más que também pode retornar coma o fixeram com força os “Merdeiros” em Vigo graças o trabalho da gente da incansável Revolta excelente exemplo de um trabalho de recuperaçom e prova de que se há vontade a cultura do país pode agromar de novo.

Do mesmo jeito que qualquer casa do pais, cando se começa a erguer, temos que começar sem medo pola 1ª das pedras… mais neste caso a casa já estivo ergueita há anos, abandonouse e veu abaixo sendo comida polas silvas e a broça… Assim pois o trabalho que há por diante é o de desbroçar e retirar os cascalhos que logo serám reaproveitados para a reconstruçóm.  Pode-se considerar ete trabalho feito se olhamos os artigos “Entruido Galego VS. Carnaval Mediterrâneo” e “Que viva o Entroido” assim coma no exposto ao primeiro do artigo.

Os "Merdeiros" de Vigo; excelente trabalho de
recuperaçóm do Entruido local.
Umha vez feito iste trabalho o que foi a casa queda a vista e com um pequeno trabalho de investigaçom podemos fazernos uma ideia do que foi em tempos e do que queremos que pode chegar a ser. Assim pois o Antroido dos Centulos de Pontevedra pode retornar do mesmo jeito que reconstruimos a velha casa dos nossos avós e ainda que adaptada aos momentos actuais com aquecimento de “pellets” e vitrocerâmica, a arquitectura da casa nom deixa de ser a tradicional; com umhas pequenas evoluções claro está, pois pouca gente quere usar gando como aquecimento na actualidade.



O calendário do Entruido na cidade de Pontevedra:

Do mesmo jeito que o resto do pais o entroido começava alo contra o aninovo; em vários escritos refirem-se a saída das máscaras contra os reises a jeito de foliões saíam os famosos centulos e também contra os dias grandes de entroido mais todos coincidem em destacar a processom do Corpus Christi que sumou como bem destaca o grande de Vila Franca do Bierzo Frei Martin(nho) Sarmiento esta figura central a debándita ruada..

Frei Matin(ho) Sarmiento
"O Grande de Vilafranca do Bierzo"
Na maioría dos casos tenta-se fazer umha analise dos centulos de Pontevedra ilhados da época do Entruido quando foi precisamente a origem desta personagem; assim pois em 1552 o grémio do Sam Juliam sacava as ruas na festa do Corpus a “Tarasca ou Coca”  verde (umha representaçom da Cobrega ou serpe alada galáica) mais nom se fala em absoluto de mascarada nenhuma. Nom é ate 1658 quando se fala da mascarada dos Centulos; que evidentemente foi deslocada do seu contexto geral (cousa que aconteceu em outras cidades e vilas galegas coma por exemplo em Betanços cos “Demachinhos”

Ista “movilidade” da celebraçom nom foi froito da casualidade nem tampouco a sua desapariçom, já que logo “convidou-se” desde a igreja a “fazer mais colorida” certas celebrações eclesiásticas o longo de todo o país as que logo foram proibidas por motivo de ser cultos pagãos ou o demo. Deste jeito e bem por ser froito da casualidade ou de umha orquestrada vontade, o entroido dos Centulos da cidade de Pontevedra rematou por desaparecer.

Assim pois, pode-se falar de que ista singular entroidada chegou a sair 2 vezes o ano, mais a hora de umha possível recuperaçom deveria de retornar ou ser devolta o seu ciclo festivo próprio, que é o entroido, antes de encetar umha “2ª ruada” pola época do Corpus Christi.

De Como era festa do Entroido tradicional de Pontevedra:

Dos Centulos de Pontevedra chegounos moi pouco ate o dia de hoje, e curiosamente chegounos a informaçom do entruido de mãos da igreja. Mais umha vez Frei Martin(ho) Sarmiento, o grande de Vilafranca do Bierzo abre umha janela para a cultura galega desde a obra “Meco-Moro-Agudo: Epítetos del impostor Mahoma” do que Clodio Gonçalves Peres fai umha ediçom moi atinada.
Aquí é onde temos a maior parte da informaçóm:

“e nas foliadas
de tempos a tempos
a Velha do Grove
com côs e mantelo”

(é a que mata o “Meco”; personagem recorrente de muitos entruidos)

“se todo se junta
e fay hum paseo
a Vella do Grove,
Centulos, Choqueiros,
Folions de noite,
cacholas dos nenos,
e mais cabalgada
côs doce gaiteiros”



Assim pois com istes escritos e outros atopamos que em tempos do Corpus os choqueiros de Pontevedra, conhecidos coma centulos saíam a rua acompanhando a suposta velha (personajem) que matou o Meco seguidos das autoridades montadas em “Facos Galegos” (o garanhóm, garrano ou cavalo nacional galego) e um séquito de 12 gaiteiros.

Se vem os gaiteiros ainda som conservados a día de hoje no día do Corpus, o resto desapareceu/foi proibido co passo do tempo.

Assim pois temos que probabelmente no entroido de Pontevedra a figura central sería a velha que matou o Meco, escoltada polos choqueiros (brincadeiros) Centulos que som encarregados de abrir-lhe passo entre as multitudes.

A velha representa a moralidade, a que mata o “libidinoso” Meco em iste entroido, mais também a velha representa a “vinganza” a idea de “devolver a honrra o povo” a de matar a aquel que provocou tantas infidelidades  e todo isso coma contratempo o significado da época de ruptura da orde estabelecida que é a festividade do Entruido. É em essência o conceito da justiça pola sua mão, e mesmo podería estar entroncada cas “Matres Gallaeiciai” co matriarcado galaico cas “3 deusas” na qual a velhez podería representar justiça real.

Os centulos representavam “a trapalhada” e o “desleixo” assim mesmo o demostram frases coma “levou as chocas” ou “fixo o centulo” e a mesma vez som os reises do entroido que servem a rainha, venhem a ter um papel homólogo os Boteiros de Vilarinho de Conso,que abrem passo o folióm ca sua monca ou mais correctamente peliqueiros do Entroido Ribeirao que fazendo “choqueiradas” abrem o passo a comitiva e protexem o ícone do entroido o volante (que no caso Pontevedrés era a Velha).

O folióm e a comitiva; nom estamos certos de se responde o modelo de folióm dos grandes bombos das comarcas de Trives,O Bolo, Valdeorras… mais o certo é que contra A Guarda existe um modelo de de formaçóm musical tradicional conhecido coma “Treboada” que porta uns bombos intimamente ligados cos mencionados foliões de Entruido, e que como bem assinala Xerardo Fernández Santomé na obra “Treboada Galega” tabém saíam polo entroido.

Embora os foliões som específicos provavelmente de certas comarcas galegas igual que em Portugal.

É bastante provavel que as autoridades montadas em “Facos Galegos” seja umha incorporaçom posterior froito do processo de cristianizaçóm dos rituais e festas paganas da Galiza.

A estética das máscaras:


A Velha:
Poucos datos podemos tomar do escrito sobre a personagem da Velha, pouco mais que leva Côs e Mantelo e imaginarmos qualquer disfraz de velha, tam recorrido nos entroidos.

Os Centulos:

  • As Chocas: é o elemento fundamental e diferencial do choqueiro e por extenssom do Entruido. Dado que todos falam em plural do uso de chocas polos centulos, resulta induvidavel que levabam de 2 em adiante, mas atopámonos ca necesidade de fazer umha estimaçom no número levado.
  • A Máscara: assinalam os escritos que era feita co caparaçom de umha Centola que cobria a cara para tapar a identidade.
  • A vestimenta: Assinalam que no ano 1658 vestia a linhas negras e amarelas, mais nom especificam se horizontais ou verticais coma a vestimenta dos Volantes de Santiago de Arriba (Entroido Ribeirao).
  • Arma: do mesmo jeito que as pantalhas de Xinzo da Limia a sua arma eram “vinchas” ou vixigas de vaca mais no caso dos Centulos eram tres vinchas atadas a um pau a arma esgrimida.
  • As atribuições choqueiras: as choqueiradas consistiam em fazer burla da gente, molestar os tendeiros e mesmo apropiar-se da mercadoria dos mesmos; mais também abrir passo o folióm e protexer a velha cas suas vinchas.


Logo de desbroçar:

Coma assinalamos o primeiro do artigo, logo de desbroçar e retirar alguns cascalhos, a nossa velha casa ficou a vista, se cadra o que se presenta ante os nossos olhos nom está claro de todo, e a própria recostruçom pode fazer-se de muitos jeitos.
Umha possibilidade para “re-edificar” o entroido de Pontevedra a jeito de “planos de construçom” seria que o agora famoso Ravachol explicara a historia do “Meco” e de cómo a Velha o matou dando passo os Centulos, a Velha e folióm que percorreriam as ruas da zona velha de Pontevedra, coligariam o “Meco” na praza e protagonizaríam um juízo e enterro queimariadoo e aldraxandoo o mercores de cinza. 

Mais que os Centulos voltem a sair por Pontevedra e que a Velha mate o Meco nom corresponde o “DESMONTANDO A ROMA” se nom que corresponde a cidadania de Pontevedra em geral e as associações culturais em particular, que som os que sustentam na praxe as “trabes” dos entroidos assim coma a boa vontade e ajuda das administrações que nunca estám de mais a hora de voltar a erguer “istas casas tradicionais; ista parte do património que fai que a cultura galega se poda chamar galega.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

...ondinhas venhem e vam...


A 1º victoria galega consiste em que os demais pensem que somos um povo tranquilo, maiminho, saudoso, morrinhento, melancolico... coma o é a nossa doze e agarimosa paisagem...

As filhas e filhos de umha terra brava sempre seram bravos!!!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Justiça divina em Muxia polo Nadal?

“mal de olho, negros meigalhos,
cheiro dos mortos, tronos e raios” 
                –do conxuro da Queimada

Galiza, isse país estranho: 

Galiza é sem dúvida um pais de sucessos estranhos, estrangeiras e estrangeiros nom duvidam em dizer que “en esta tierra pasan cosas muy raras” cousas que resultam inexplicáveis mais que apontam a “forças estranhas” que nom compreendemos… coma naçóm atlântica, Galiza tem umha forte carga mitológica sobre todo iste lendário… 
O 13 de Novembro do 2002 deu começo um dos episódios mais penosos e insultantes para a historia da Galiza : O desastre do Prestige; por isso o dia 13 de Novembro quedará gravado a ferro na nossa memoria colectiva como Galegos e galegas, e sempre o assinalamos no calendário coma umha data para lembrar um berro que hoje volta a escoitar-se com mais força que nunca: NUNCA MAIS!!! (por certo ide a mirar que data do ano Manfrez “O Alemã de Camelhe” assinalara com anterioridade no próprio porto de Camelhe, no espigóm). 
A marea negra e a negra incompetência do Partido Popular provocou que a desgraça assolara toda a costa galega mais também provocou que a marea branca da solidariedade acudira em massa desde toda Galiza e boa parte do resto de Europa, agrupados em fraternal irmandade baixo a bandeira do Nunca Mais. Moitos arribaram a Galiza para solucionar aquela desastre que a incompetência inoperância e falta deprevisóm do PP agravou mentras os meios de comunicaçóm centravam (sem saber daquelas moi bem por que; sendo Carnota a “zona 0”) toda a sua atençóm em Muxia. 

As 13 moedas de Judas: 

Muxía fora umha vila pequena que debía a sua existência o mar; pois sempre foi iste o seu principal recurso para o sustento mais a maré negra rematara de súpeto com todo aquilo; e os meios de comunicaçóm tinham especial interesse em assim reflexalo; TODOS OS DÍAS SAÍA MUXIA NA TELE E MESMO SE DERAM AS BADALADAS DAQUEL ANO DESDE MUXIA! 
…Resultava que em realidade o 2003 era ano de eleições municipais e os cartos em forma de indemnizações milhonarias e as promessas nom tardarom em chegar. 
O PP queria dar um golpe de efeito e tentou mercar o povo de Muxia. Os cartos e a promessa de um parador de turismo para a vila foi o prezo a convenir... já nom teriam que depender do mar... “mais nunca” 
Da mão das gentes de Muxía estava a 1ª das redenções democráticas da Galiza, a honra das palavras Galega e Galego também dependiam em certo jeito do que saíra de aquelas caixas de votos... e moitos e moitas cumpriram; mais UMHA MAIORÍ TRAICIONOU-NOS... 



Aquel dia um a um foram entrando nas furnas os votos o candidato do PP... e cada vez que isto ocorria repetia-se a imagem de Judas recolhendo aquelas 13 moedas... 10,100,1000 vezes e mais; Judas recolheu aquelas 13 moedas... nom só se traiçoaram a eles mesmos; traiçoaram também o bom nome e honra dos galegos, traiçoaram a todos aqueles voluntários (entre eles um servidor que escreve) que, pagando com cartos do seu peto, a viagem ate alo incluso desde Alemanha, foram ali a limpar voluntariamente... e o que é pior de todo: traiçoaram o mar que sempre lhes deu sustento e a Mãe Galiza que com tanto agarimo lhes deu morada... ...todo por aquelas 13 moedas; igual que Judas. 

Aqui nom passou nada; há que esquecer: 

A tónica geral foi de “aqui nom passou nada” semelhava co decorrer do tempo que as gentes de Muxía centraram-se no cobro daquelas 13 moedas... exigiram a construçóm do famoso e aclamado parador de turismo; negocio do que, por outra banda, nem concelho nem vizinhos seriam proprietários xamais... Baratos se venderam aqueles Judas; as suas 13 moedas nom eram nem um prato de caldo para o futuro dos seus, deixaríam de ser luitadores do mar para ser escravos de Paradores S.A. ...moito melhor; onde vai parar. 
Passavam os anos e o famoso parador nom chegava; mais de súpeto no 2013 comezarom as obras; assim, sem mais... ¿sem mais, seguro? 

No Estado Espanhol a justiça nom existe: 


O ano 2013 ia a ser o ano do juízo do Prestige, e nom convinha ter a gente ca atençóm posta em Muxía já que logo arrancarom as obras do parador para tapar moitas bocas. 
Assim o dia 13 de Novembro do 2013 fixo-se pública a sentença do juízo polo Prestige, NINGUÉM ERA CULPAVEL!!! ...e quedou demostrado que a justiça do Estado Espanhol era um invento, mais um aparato o serviço dos de sempre... 
E a chama do Nunca Mais voltou a iluminar mais umha vez reclamando,se cadra de um jeito um bocado iluso, honra os ruins... A gente viu-se estafada, enganada e mesmo insultada... Os poderosos controlavam todo, e eles mesmos eram porteiros dos cárceres onde deveriam estar presos. 

“...Ninguém pagará? Queremos justiça!” 


-“...Ninguém pagará? Queremos justiça!” escoitava-se por todos os recunchos do pais dos galegos e mais aló de Ponferrada... sentiam-se doidos ante a situaçóm; pois culpáveis e traidores nom iam a pagar polos seus delitos ou infâmias... que vergonha... 
...Mais algo aconteceu! Mais aló do controlo da mão dos homens poderosos... Algo próprio dos contos atlânticos do pais galego; algo que, fora de toda compreensóm trazia dalgum jeito a justiça. 
Contra todo prognóstico, o dia de Nadal de 2013 a Igreja da Virgem da Barca era alcançada por um lóstrego e consumida posteriormente polas lapas. O símbolo mais senlheiro de Muxía; o atractivo nº1 da vila; o único quem de encher aquel parador de turismo, parador graças o qual nom teriam que depender mais daquele mar o que traiçoaram... Aquelas 13 moedas cada vez tinham menos valor... 
Umha mágoa, sem dúvida, para um dos ícones do património galego mais conhecidos... que triste perda e que estranho sucesso senhoras e senhores, inexplicável como puído acontecer JUSTO o dia de Nadal... mais ¿para que querem umha virgem marinheira aqueles que venderom a dignidade de ser marinheiro? estranha coincidência que ardera JUSTO no ano da injusta sentença do Prestige...estranha coincidência que ardera a Virgem da Barca de Muxía e nenhuma outra...estranha coincidência que ademais os dous pára-raios que tem resultaram inúteis...
Igualinho que nos mais escuros meigalhos, ou se cadra “agasalho” de nadal dum deus Cristiano que quere dar um outro “golpe de efeito” com um sinal do céu a jeito de “Justiça Divina” ou se cadra ¿é froito do famoso Karma como prova disa espécie de justiça divina?, ¿ou será mais vem a Justiça Divina dissa Galiza Mãe e Senhora que decide vingar a honra do seu nome? 
Todo isto tem umha explicaçóm cientifica, obviamente, que é na que acredito; pois eu nom creo em cousas de meigas… “MAIS HABELAS HAINAS” 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Como fazer umha boa Vespera de Defuntos

Nom imos a fazer um tratado de etnografia ou historia sobre esta festividade celta que Galegos, Irlandeses, Escoceses e demais espalhamos polo mundo e rematou "mutando" nas Américas em Halloween.
Coma sempre o "paifoquismo" instalado na mente de alguns quixo importar a festa "mutada" que os celtas primigenios criáramos para instalar aqui os mesmos conceitos de "Capital" e "Imperialismo" que fixo mutar a Véspera de Defuntos em Halloween.
Mais por se isto nom fora pouco, há quem "CONFUNDE SANTOS COM MAGOSTOS" ou para dar-lhe um toque mais celta importa palavras do Gaélico ou do Bretóm porque "o de fora vende mais" começando assim a decadência no usso de léxico próprio coma:
-Anta ->Dólmen
-Mámoa -> Túmulo
-Xabucia de 3 pés -> Triskel
... e agora Véspera de Defuntos ou Santos por Samain.

Como fazer umha boa véspera de Defuntos ou Santos:

1º- O NOME:
Ainda que sone a trapalhada chamar-lhe polo nome do pais começa por ponher-nos em situaçóm de onde estamos, o que somos e o que imos fazer; ¿o nosso conselho?
Chamar-lhe Véspera de Defuntos ou Véspera de Santos.

2º- O LUGAR:
Vai a umha aldea. Quanto menos povoada e com menos luz; melhor.
Um día coma a Véspera de Defuntos nom se pode celebrar numha cidade que apenas tenha conexióm ca natureza e as tebras... A luz eléctrica, os rótulos e demais matarám o efeito "magico" da noite...

3º- A AMBIENTAÇÓM:
Básicamente passámos a noite na escuridade, com luz de candil, de candeia, de círio... lume numha lareira... , as cabaças ou lanternas feitas com nabos... a iluminaçóm eléctrica mata todo tipo de clima místico.
Música a ser possível do pais ou da área galaica, com algo de misticismo e escuridade; na que se poda apreciar certa familiaridade mais aló de ser desconhecida para a maioria... Recomendamos os vizinhos do sul "Sangre Cavallum"


A decoraçóm pode ser singela, ou laboriosa, com espantalhos e cruzes celtas e xabucias, centros de mesa e guirnaldas de folhas secas e froitos do outono que recordem um bocado o final da colheita.

As Cabaças, Nabos e Caliveras gardadas de animais já mortos (esta última costume só conhecida na zona do Ulha) nom devem ser decoradas o jeito do Capitalista e Americano Hallowen; se nom que o jeito galego também tem outras formas mais redondeadas e os dentes fam-se com pauzinhos de madeiras ou pequenas polas, escolhendo na medida do possível Nabos no canto de Cabaças por aquilo de que a cabaça é um froito trazido da américa. Incluso podemos variar o esquema e talhar xabucias do pais na cabaça.
Os assistentes devem vestir na medida do posivel com roupa negra ou escura evitando cores chilhões para nom estragar isse clima de tebras que queremos criar.

4º -AS ACTIVIDADES:
O processo decorativo em si pode ser umha das actividades a fazer do dia (coma por exemplo talhar as cabaças ou os centros de mesa)
A Cea, deixando-lhe umha cadeira e um serviço o defunto ca sua comida e bebida para que se sente a mesa como um mais. Ista tradiçóm, a mais estendida em todo o pais está hoje em desuso.
Umha boa queimada co seu conjuro (lembrai que este so se debe ler em galego, do contrario nom funciona ou mesmo chega a dar mala sorte) e convidar os vizinhos.
Contar Lendas e historias ao caróm do lume; mais nada de "chicas de la curva" nem cousas importadas... Galiza conta com um riquísimo lendario sobre a Santa Companha, os Lobishomes, as ánimas etc sem necessidade de recorrer a contos trazidos de fora; assim mesmo, se contar histórias nom é o nosso forte sempre podemos escolher umha história das de Anxel Fole ou dos centos de livros de lendas galegas de tradiçóm oral ou mesmo um filme ambientado no pais coma "Romasanta" ou "O Apostolo"
As mais bravas e bravos incluso podem sair mais aló da media noite, logo da queimada, quando reinam as tebras; a dar umha volta por corredoiras e congostras levando umha presinha de sal no peto por se temos que fazer um circulo arredor nossa no medio do caminho por algo inesperado...

Passai umha boa véspera de defuntos...