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sexta-feira, 20 de março de 2020

A tradiçom galega de abendiçoar as leiras

Hoje imos a falar da tradiçom galega pagana de abendiçoar as leiras,  e de como o cristianismo integrou este costume galego e irlandes, no domingo de ramos.
As Galegas e Galegos actuais temos o costume de abendiçoar as nossas leiras o dia do Domingo de Ramos co ramo de loureiro da misa de isse mesmo dia. ate aqui todo pode semelhar parte da liturxia cristiana... nada mais lonxe da realidade; O costume de abendiçoar as leiras tem umha provavel orixe Celto-galaica, Celto-bretoa ou Suevo-xermánica totalmente pagana e pre-cristiana que resulta comum a outras nações europeas como irlanda cornualhes e alemania.
O dia de abendiçoar as leiras provavelmente correspondía o equinocio de primavera, que a igrexa católica moveu convenientemente o domingo de ramos por proximidade.
De facto, os proprios ramos forom trocados pola igreja; dado que anteriormente usabam-se os ramos do Samjoam anterior gardados durante todo o ano ou outros confeccionados a proposito para a ocassiom com fento e polas de carvalho (ramos dos que ainda se gardam testemunho em bisbarras coma o Deza ou o Bierzo)
A auga usada para abendiçoar as leiras e recolhida de 3, 7 ou 9 nova fontes (o jeito do sam joam) dependendo da comarca, ainda que nas parroquias mais cristianizadas do pais a igreja católica conseguiu substituir as augas de 9 fontes por auga bendita.
Neste costume de abendiçõar as leiras os oficiantes é o próprio labrego ou labrega nom se vem por ningures o cura; e a “formula maxica” ou esconxuro para solicitar a fertilidade das leiras remata com “Sapos e Meigas botadevos fora das minhas leiras”
Assim que se retiramos o mediterranizante barniz do cristianismo temos ante nos um costume (que nom umha festa; compre saber diferenciar estes termos) de abendiçoar os campos com um ramo “consagrado” (e dizemos consagrado por explicalo de algum jeito) ...um ramo consagrado durante a noite das cacharelas samjoam que xunto o auga de 9 fontes e um esconxuro tem propriedades de fertilizaçom dos campos e todo isto ligado a celebraçom do equinocio de primavera.
“se os chineses tenhem umha cultura milenaria é porque souberom coidar dela” asssim que já sabedes!

quarta-feira, 4 de março de 2020

Algumhas administrações ponhem em risco os nossos Entroidos

Nos ultimos anos estamos a assistir a um suposto rexurdimento do entroido a nivel galego e resto de Paises Galaicos, a saber; Asturies Pais lheones e Norte de Portugal
…nada mais longe da realidade; o entroido; os entroidos atompam-se em perigo, e as administrações (em especial o atual goberno de Feijoo na Xunta da Galiza) semelha despreocupar-se do asunto.
Um dos indicativos foi que o Entrudo de Podence designado coma “patrimonio da Humanidade” pela UNESCO perdeu parte da sua genuidade para convertir-se num atrativo turístico.
Os diversos Entroidos da Galiza e resto do espaço cultural galaico som, se cadra, os derradeiros redutos de indigenismo Europeu; ainda que o “Mediterranismo Governante” trata sempre de degradalos baixo o alcume de “carnavais rurais”
Existem varios fatores que som os que estám a ponher em perigo os nossos Entroidos; A saber:

O Desconhecemento da propria administraçóm:
A Xunta desconhece o Entroido, o seu simbolismo e mesmo o convirte em um Carnaval Mediterrâneo
Tanto o atual goberno de Feijoo na Xunta da Galiza coma o seu predecessor com Fraga a cabeza, desconhecem a realidade do Entroido co que vagamente trabalham. Para a Xunta, o Entroido é umha sorte de “Carnaval rural a la gallega” que fai de reclamo turístico para atraer a visitantes de fora; visitantes que som atraidos baixo a promesa de “colorido carnaval” baixo a errada, e errática promoçom da actual Xunta (em Fitur por exemplo) . Cando o desinformado turista chega a Galiza em busca do seu prometido “Carnaval Colorido” atopase ca anterga tradiçom do Entroido onde “personagens mascarados” oficiam umha sorte de ritual no que se tiram formigas cinsa, farinha, lama e mesmo bosta de vaca, cagalhas de cabra e ovelha; onde baixo umha inusitada sacralidade, os mascarados , com um maxico traxe (nom disfraz) de oficiante, fam bromas pesadas, e mesmo zoupam e fustigam os que assistem o ritual entroideiro se estes nom se afastam do seu caminho ou nom lhe escapam; sem perxuiço algum para eles dado que som intocaveis pola sua sacralidade (como o pode ser o cura, o imán ou o dalahi lama) ...assim pois, o turista totalmente “desnortado” nom entende o porque da situaçóm. O porque o ensucian, o mancan com escobas de toxo e mesmo é golpeado ou fustigado polo que el entende como “xente disfraza sem nenhum tipo de valor sagrado ou simbólico”, e baixo os efeitos do seu desconhecemento e a sua propria incultura provocada pola INFORMAÇOM ERRADA EXPEDIDA POLA ADMINISTRAÇÓM o turista nom mostra nenhum tipo de respeto polo ritual ou o mascarado e mesmo resposta com violencia provocando umha total e completa agressom cultural nos nossos entroidos que remata por modificar o decorrer dos mesmos.

O desconhecemento nos centros escolares:
Esta mesma administraçom é tamén responsavel de transmitir a mesma idea errada a traves das escolas; dado que atopa-se incluido no curriculum academico a celebraçom e explicaçom de festas tradicionais; e resposavel a maiores de que proprio profesorado carezca de materias e da formaçom para explicar e trasmitir o alumnado o simbolismo e a forte raigame e costumes que caraterizam a festividade do Entroido
Por outra banda é tambem nas escolas onde se trabalha o entroido “imitando” os traxes dos entroidos com disfraces mais ou menos atinados para sacar em um desfile,  sem explixar o alunado e os pais e nais dos mesmos que isse disfraz nom é um traxe orixinal e que fora do concelho ou parroquia nom debe ser ussado dado que desvirtua o valor do mesmo, e mesmo resulta umha falta de respeito para os membros da ”cofradia do entroido” o que é referido. Para entendernos; imaxinem-se que vostede nunca asistiu a umha misa cristiana; e fai um disfraz de cura ortodoxo e se mete no medio de umha  misa católica; pois extrapolando o mundo do entroido, a ofensa é a mesma.
De outro jeito, a administraçom da Xunta é culpavel de nom ampliar os orzamentos destinados as Equipas de Dinamizaçom de Lingua Galega co obxetivo de investigar desde as escolas os entroidos locais, esquecendo que podem ser tanto ou mais ricos que outros entroidos, e que podem ser um primeiro passo cara umha recuperaçom e posta em valor do devandito entroido local. Por outra banda as mesmas Equipas fan esforços por traer Mascarados de comarcas com entroidos consolidados sem nenhum tipo de remuneraçom ou ajuda; simplesmente baixo compromiso e favor dos mesmos.

Desfiles e concentrações:
Com frecuencia vemos como por parte das administrações o Entroido nom é mais que um simples reclamo turístico; o seu obxetivo nom é que se corra cada entroido local com genuidade e tradiçom (que por certo; é o que os fai realmente atrativos). Casos absurdos como fazer “desfilar” a mascaras do entroido na Cidade da Cultura; baixo umha chuva de confeti que nunca formou parte do entroido, e totalmente desubicadas... mais umha vez tratando de dar a imagem de Carnaval Mediterrâneo que nom é, confundindo a povoaçom e degradando o seu simbolismo.
Pior ainda cando se fai um desfile, diante da Catedral de Santiago, dado que a instituçom da igreja é responsavel direta da persecuçom e prohibiçom do mesmo Entroido... ademais as cofradias do entroido NOM DESFILAM, se nom dam umha pequena mostra das dinamicas das suas máscaras, que é apenas um retalho do total do que pode ser cada entroido.
Salvamos algumhas Mascaradas das que recentemente som celebradas, mais com moitas reservas, dada que a proliferaçom das mesmas estám a mudar a “sacralidade” das mascaras e do simbolismo do proprio Entroido, e mesmo a mesturar costumes e dinámicas que se dam nos diferentes entroidos da area cultural galaica; e ademais provoca que algumhas pessoas abandoem a curiosidade por correr alguns entroidos o dalos por vistos durante as mascaradas, sendo conscientes so da ponta do iceberg de cada Entroido.

Por todo isto, desde Desmontando a Roma, reclamamos umha mudanza no rumbo que melhore a relaçom da Xunta, Deputações e concelhos assim coma do Estado Espanhol cara o Entroido coma jeito de proteçom cara as derradeiras formas de indigenismo que quedam na Europa

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Os ultimos reductos da Arquitectura tradicional em Xubia

Tocounos viver tempos escuros como galegas e galegos, mentras as bisbarras mais senlheiras do nosso pais adoezem co abandono e avelhentamento da povoaçom, as mais povoadas perdem a marchas forzadas qualquer tipo de singularidade aculturizando a povoaçom em todos os trazos de identidade que ainda podiam manter. Assim é como se borra umha naçom da faz da terra; eliminando qualquer trazo de indigenismo e sustituindo por algo alheo o pouco proprio que se conserva.
Assim vai morrendo Galiza, ou melhor dito, assim a vam matando; co mesmo sistema que inventou Roma para dominar, sustituir o proprio polo alheo em aras de um suposto progresso que nunca chegava (e de feito nunca chegou) no canto de constituirse un mesmo em vangarda propria partinda das nossas proprias raigames.




Por isso no desmontando a Roma estamos deixando esta breve escolma da pouca arquitectura tradicional da zona, porque queremos ser a faisca que prenda o lume da memoria colectiva e ilumine um futuro inovador mais carregado de um passado riquissimo.

Atopamonos com um estilo constructivo moi concreto e com algumha evoluçom do mesmo por influencia do modernismo que se asentou em Ferrol.

Em esencia estamos a falar de muros de Xisto e esquineiras e lumieiras em granito en alguns casos o cemento supliu o papel do granito.
Algunhas constuções incorporarom galerías para o aproveitamento do calor solar.

As poucas que sobrevivem estám a dia de hoje tapiadas ou mesmo foram modificadas e os seus volumes; mudando em parte a sua esencia original, embora o que aqui amosamos é umha breve escolma como memoria do que no seu dia foi Xuvia e de onde debería de beber arquitectónicamente no futuro para nom perder totalmente a sua singulariadade.

Quem sabe, se cadra ainda estamos a tempo para salvar umhas quantas de estas casas ou fachadas e reunilas entorno a umha estreita rua de artesans e restaurantes de Xuvia fazendo umha especie de "Xuvia histórica" ou "antiga" que fora referente e punto central da mesma. Se cadra nom é mais que um sonho, mais que alguem tem que comezar a sonhar para que vire em realidade. O futuro está nas mãos das e dos que nom se querem rendir a asimilaçom. Esta a issa faisca que prede o lume... A FAISCA DA ESPERANÇA!!!





sábado, 7 de fevereiro de 2015

Entroidos Perdidos: As Charruas de Alhariz

Sempre que se tenha vontade, umha manifestaçom cultural e popular pode ser recuperada; o casso das Charruas de Alhariz nom ia ser distinto.
A Charrua é umha personagem tradicional do entroido de Alhariz; moi semelhante os clássicos e singelos choqueiros e choqueiras espalhados pola geografia galega.

A estética da mascara :

A estética da mascara é singela coma a dos choqueiros clássicos das Marinhas Brigantinas ou de Trás os Montes; portam roupa velha como base; por acima umha saia, e umha especie  chaqueta feitas com sacos de esparto. A cara vai tapada com um trapo velho, geralmente de cor branca ou crema. Calçam botas negras.
Os elementos mais salientáveis som:
A clássica choca que a levam pendurada (de 1 a 3 chocas) dumha corda de esparto a cintura ainda que houbo moitas charruas que usavam o um cinto de coiro.
Umha saquinha a modo de bolso no que gardam a cinza que vam guindando as pernas da gente.
Um volante feito com fitas de papel, que recorda ainda que de moita menos complexidade os volantes do Entroido Ribeirao.

A dinâmica da Mascara:

O papel da Charrua era animar a todo o mundo e faze-los participar no entroido.
Castigaba com cinsa duramente a todo aquel que nom estivera na rua fazendo entroido.
Era umha personagem que, a traves do anonimato, fazia escárnio dos seus vizinhos e conhecidos.
A dinâmica era, em resumo semelhante a da Pantalha de Ginço de Limia ou a dinâmica do Cigarrom de Verim em origem.

A desapariçom desta mascara do entroido de Alhariz, e com ela boa parte do espírito e tradiçom do entroido local viu dada seguramente polos processos de aculturizaçom da incipiente globalizaçom, e da presom exercida desde os meios polo modelo mediterrâneo conhecido coma Carnaval e sujeito os calendários da igreja e as formas de divertimento das burguesias Mediterrâneas que na Galiza deram em perceber-se coma um progresso da capital colonial, no canto de umha sustituçom e perda de valores próprios da Galiza local; em este caso Alhariz.

Do mesmo jeito que no caso dos Centulos de Pontevedra, a sua recuperaçom depende do grado de vontade por acadar a mesma das pessoas, associações e em menor medida; mais sempre ajuda, do grau de implicaçom da administraçom.
QUE VIVA O ENTROIDO DE ALHARIZ!!! QUE VIVAM AS CHARRUAS!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Anova felicita o nadal copiando o Olentzero do PNV


Umha magoa o desconhecemento que existe sobre a nossa cultura e as carências na linguagem inclusiva... EGUBERRI ON A TOD@S!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Entroidos perdidos: "Os Centulos do Antroido de Pontevedra"

Antes de começar ca breve exposiçom do que foi o Antroido de Pontevedra compre lembrar mais umha vez que na Galiza enteira houve (e ainda há em muitas comarcas) o modelo de festa conhecida como Entroido,ista mesma desapareceu ou “mutou” no “Carnaval Mediterrâneo” devido o processo de colonizaçom económico, político e cultural o que está sometido o país desde vai séculos. Sem comprender este processo de substituçom cultural nom se pode valorar objectivamente o presente artigo.
Umha das representações do Ravachol
no Carnaval celebrado em Ponteveda


Actualmente em Pontevedra celebrasse polo Entroido umha festa baseada na figura do “Ravachol” seguindo o modelo de carnaval mediterrâneo no canto do “Entroido Atlântico” 
Mais fora da ideia de fazer publicidade ou crítica desta personagem imos centrar-nos em umha variedade do entroido galego que desapareceu coma outras, más que também pode retornar coma o fixeram com força os “Merdeiros” em Vigo graças o trabalho da gente da incansável Revolta excelente exemplo de um trabalho de recuperaçom e prova de que se há vontade a cultura do país pode agromar de novo.

Do mesmo jeito que qualquer casa do pais, cando se começa a erguer, temos que começar sem medo pola 1ª das pedras… mais neste caso a casa já estivo ergueita há anos, abandonouse e veu abaixo sendo comida polas silvas e a broça… Assim pois o trabalho que há por diante é o de desbroçar e retirar os cascalhos que logo serám reaproveitados para a reconstruçóm.  Pode-se considerar ete trabalho feito se olhamos os artigos “Entruido Galego VS. Carnaval Mediterrâneo” e “Que viva o Entroido” assim coma no exposto ao primeiro do artigo.

Os "Merdeiros" de Vigo; excelente trabalho de
recuperaçóm do Entruido local.
Umha vez feito iste trabalho o que foi a casa queda a vista e com um pequeno trabalho de investigaçom podemos fazernos uma ideia do que foi em tempos e do que queremos que pode chegar a ser. Assim pois o Antroido dos Centulos de Pontevedra pode retornar do mesmo jeito que reconstruimos a velha casa dos nossos avós e ainda que adaptada aos momentos actuais com aquecimento de “pellets” e vitrocerâmica, a arquitectura da casa nom deixa de ser a tradicional; com umhas pequenas evoluções claro está, pois pouca gente quere usar gando como aquecimento na actualidade.



O calendário do Entruido na cidade de Pontevedra:

Do mesmo jeito que o resto do pais o entroido começava alo contra o aninovo; em vários escritos refirem-se a saída das máscaras contra os reises a jeito de foliões saíam os famosos centulos e também contra os dias grandes de entroido mais todos coincidem em destacar a processom do Corpus Christi que sumou como bem destaca o grande de Vila Franca do Bierzo Frei Martin(nho) Sarmiento esta figura central a debándita ruada..

Frei Matin(ho) Sarmiento
"O Grande de Vilafranca do Bierzo"
Na maioría dos casos tenta-se fazer umha analise dos centulos de Pontevedra ilhados da época do Entruido quando foi precisamente a origem desta personagem; assim pois em 1552 o grémio do Sam Juliam sacava as ruas na festa do Corpus a “Tarasca ou Coca”  verde (umha representaçom da Cobrega ou serpe alada galáica) mais nom se fala em absoluto de mascarada nenhuma. Nom é ate 1658 quando se fala da mascarada dos Centulos; que evidentemente foi deslocada do seu contexto geral (cousa que aconteceu em outras cidades e vilas galegas coma por exemplo em Betanços cos “Demachinhos”

Ista “movilidade” da celebraçom nom foi froito da casualidade nem tampouco a sua desapariçom, já que logo “convidou-se” desde a igreja a “fazer mais colorida” certas celebrações eclesiásticas o longo de todo o país as que logo foram proibidas por motivo de ser cultos pagãos ou o demo. Deste jeito e bem por ser froito da casualidade ou de umha orquestrada vontade, o entroido dos Centulos da cidade de Pontevedra rematou por desaparecer.

Assim pois, pode-se falar de que ista singular entroidada chegou a sair 2 vezes o ano, mais a hora de umha possível recuperaçom deveria de retornar ou ser devolta o seu ciclo festivo próprio, que é o entroido, antes de encetar umha “2ª ruada” pola época do Corpus Christi.

De Como era festa do Entroido tradicional de Pontevedra:

Dos Centulos de Pontevedra chegounos moi pouco ate o dia de hoje, e curiosamente chegounos a informaçom do entruido de mãos da igreja. Mais umha vez Frei Martin(ho) Sarmiento, o grande de Vilafranca do Bierzo abre umha janela para a cultura galega desde a obra “Meco-Moro-Agudo: Epítetos del impostor Mahoma” do que Clodio Gonçalves Peres fai umha ediçom moi atinada.
Aquí é onde temos a maior parte da informaçóm:

“e nas foliadas
de tempos a tempos
a Velha do Grove
com côs e mantelo”

(é a que mata o “Meco”; personagem recorrente de muitos entruidos)
…
“se todo se junta
e fay hum paseo
a Vella do Grove,
Centulos, Choqueiros,
Folions de noite,
cacholas dos nenos,
e mais cabalgada
côs doce gaiteiros”



Assim pois com istes escritos e outros atopamos que em tempos do Corpus os choqueiros de Pontevedra, conhecidos coma centulos saíam a rua acompanhando a suposta velha (personajem) que matou o Meco seguidos das autoridades montadas em “Facos Galegos” (o garanhóm, garrano ou cavalo nacional galego) e um séquito de 12 gaiteiros.

Se vem os gaiteiros ainda som conservados a día de hoje no día do Corpus, o resto desapareceu/foi proibido co passo do tempo.

Assim pois temos que probabelmente no entroido de Pontevedra a figura central sería a velha que matou o Meco, escoltada polos choqueiros (brincadeiros) Centulos que som encarregados de abrir-lhe passo entre as multitudes.

A velha representa a moralidade, a que mata o “libidinoso” Meco em iste entroido, mais também a velha representa a “vinganza” a idea de “devolver a honrra o povo” a de matar a aquel que provocou tantas infidelidades  e todo isso coma contratempo o significado da época de ruptura da orde estabelecida que é a festividade do Entruido. É em essência o conceito da justiça pola sua mão, e mesmo podería estar entroncada cas “Matres Gallaeiciai” co matriarcado galaico cas “3 deusas” na qual a velhez podería representar justiça real.

Os centulos representavam “a trapalhada” e o “desleixo” assim mesmo o demostram frases coma “levou as chocas” ou “fixo o centulo” e a mesma vez som os reises do entroido que servem a rainha, venhem a ter um papel homólogo os Boteiros de Vilarinho de Conso,que abrem passo o folióm ca sua monca ou mais correctamente peliqueiros do Entroido Ribeirao que fazendo “choqueiradas” abrem o passo a comitiva e protexem o ícone do entroido o volante (que no caso Pontevedrés era a Velha).

O folióm e a comitiva; nom estamos certos de se responde o modelo de folióm dos grandes bombos das comarcas de Trives,O Bolo, Valdeorras… mais o certo é que contra A Guarda existe um modelo de de formaçóm musical tradicional conhecido coma “Treboada” que porta uns bombos intimamente ligados cos mencionados foliões de Entruido, e que como bem assinala Xerardo Fernández Santomé na obra “Treboada Galega” tabém saíam polo entroido.

Embora os foliões som específicos provavelmente de certas comarcas galegas igual que em Portugal.

É bastante provavel que as autoridades montadas em “Facos Galegos” seja umha incorporaçom posterior froito do processo de cristianizaçóm dos rituais e festas paganas da Galiza.

A estética das máscaras:


A Velha:
Poucos datos podemos tomar do escrito sobre a personagem da Velha, pouco mais que leva Côs e Mantelo e imaginarmos qualquer disfraz de velha, tam recorrido nos entroidos.

Os Centulos:

  • As Chocas: é o elemento fundamental e diferencial do choqueiro e por extenssom do Entruido. Dado que todos falam em plural do uso de chocas polos centulos, resulta induvidavel que levabam de 2 em adiante, mas atopámonos ca necesidade de fazer umha estimaçom no número levado.
  • A Máscara: assinalam os escritos que era feita co caparaçom de umha Centola que cobria a cara para tapar a identidade.
  • A vestimenta: Assinalam que no ano 1658 vestia a linhas negras e amarelas, mais nom especificam se horizontais ou verticais coma a vestimenta dos Volantes de Santiago de Arriba (Entroido Ribeirao).
  • Arma: do mesmo jeito que as pantalhas de Xinzo da Limia a sua arma eram “vinchas” ou vixigas de vaca mais no caso dos Centulos eram tres vinchas atadas a um pau a arma esgrimida.
  • As atribuições choqueiras: as choqueiradas consistiam em fazer burla da gente, molestar os tendeiros e mesmo apropiar-se da mercadoria dos mesmos; mais também abrir passo o folióm e protexer a velha cas suas vinchas.


Logo de desbroçar:

Coma assinalamos o primeiro do artigo, logo de desbroçar e retirar alguns cascalhos, a nossa velha casa ficou a vista, se cadra o que se presenta ante os nossos olhos nom está claro de todo, e a própria recostruçom pode fazer-se de muitos jeitos.
Umha possibilidade para “re-edificar” o entroido de Pontevedra a jeito de “planos de construçom” seria que o agora famoso Ravachol explicara a historia do “Meco” e de cómo a Velha o matou dando passo os Centulos, a Velha e folióm que percorreriam as ruas da zona velha de Pontevedra, coligariam o “Meco” na praza e protagonizaríam um juízo e enterro queimariadoo e aldraxandoo o mercores de cinza. 

Mais que os Centulos voltem a sair por Pontevedra e que a Velha mate o Meco nom corresponde o “DESMONTANDO A ROMA” se nom que corresponde a cidadania de Pontevedra em geral e as associações culturais em particular, que som os que sustentam na praxe as “trabes” dos entroidos assim coma a boa vontade e ajuda das administrações que nunca estám de mais a hora de voltar a erguer “istas casas tradicionais; ista parte do património que fai que a cultura galega se poda chamar galega.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Como fazer umha boa Vespera de Defuntos

Nom imos a fazer um tratado de etnografia ou historia sobre esta festividade celta que Galegos, Irlandeses, Escoceses e demais espalhamos polo mundo e rematou "mutando" nas Américas em Halloween.
Coma sempre o "paifoquismo" instalado na mente de alguns quixo importar a festa "mutada" que os celtas primigenios criáramos para instalar aqui os mesmos conceitos de "Capital" e "Imperialismo" que fixo mutar a Véspera de Defuntos em Halloween.
Mais por se isto nom fora pouco, há quem "CONFUNDE SANTOS COM MAGOSTOS" ou para dar-lhe um toque mais celta importa palavras do Gaélico ou do Bretóm porque "o de fora vende mais" começando assim a decadência no usso de léxico próprio coma:
-Anta ->Dólmen
-Mámoa -> Túmulo
-Xabucia de 3 pés -> Triskel
... e agora Véspera de Defuntos ou Santos por Samain.

Como fazer umha boa véspera de Defuntos ou Santos:

1º- O NOME:
Ainda que sone a trapalhada chamar-lhe polo nome do pais começa por ponher-nos em situaçóm de onde estamos, o que somos e o que imos fazer; ¿o nosso conselho?
Chamar-lhe Véspera de Defuntos ou Véspera de Santos.

2º- O LUGAR:
Vai a umha aldea. Quanto menos povoada e com menos luz; melhor.
Um día coma a Véspera de Defuntos nom se pode celebrar numha cidade que apenas tenha conexióm ca natureza e as tebras... A luz eléctrica, os rótulos e demais matarám o efeito "magico" da noite...

3º- A AMBIENTAÇÓM:
Básicamente passámos a noite na escuridade, com luz de candil, de candeia, de círio... lume numha lareira... , as cabaças ou lanternas feitas com nabos... a iluminaçóm eléctrica mata todo tipo de clima místico.
Música a ser possível do pais ou da área galaica, com algo de misticismo e escuridade; na que se poda apreciar certa familiaridade mais aló de ser desconhecida para a maioria... Recomendamos os vizinhos do sul "Sangre Cavallum"


A decoraçóm pode ser singela, ou laboriosa, com espantalhos e cruzes celtas e xabucias, centros de mesa e guirnaldas de folhas secas e froitos do outono que recordem um bocado o final da colheita.

As Cabaças, Nabos e Caliveras gardadas de animais já mortos (esta última costume só conhecida na zona do Ulha) nom devem ser decoradas o jeito do Capitalista e Americano Hallowen; se nom que o jeito galego também tem outras formas mais redondeadas e os dentes fam-se com pauzinhos de madeiras ou pequenas polas, escolhendo na medida do possível Nabos no canto de Cabaças por aquilo de que a cabaça é um froito trazido da américa. Incluso podemos variar o esquema e talhar xabucias do pais na cabaça.
Os assistentes devem vestir na medida do posivel com roupa negra ou escura evitando cores chilhões para nom estragar isse clima de tebras que queremos criar.

4º -AS ACTIVIDADES:
O processo decorativo em si pode ser umha das actividades a fazer do dia (coma por exemplo talhar as cabaças ou os centros de mesa)
A Cea, deixando-lhe umha cadeira e um serviço o defunto ca sua comida e bebida para que se sente a mesa como um mais. Ista tradiçóm, a mais estendida em todo o pais está hoje em desuso.
Umha boa queimada co seu conjuro (lembrai que este so se debe ler em galego, do contrario nom funciona ou mesmo chega a dar mala sorte) e convidar os vizinhos.
Contar Lendas e historias ao caróm do lume; mais nada de "chicas de la curva" nem cousas importadas... Galiza conta com um riquísimo lendario sobre a Santa Companha, os Lobishomes, as ánimas etc sem necessidade de recorrer a contos trazidos de fora; assim mesmo, se contar histórias nom é o nosso forte sempre podemos escolher umha história das de Anxel Fole ou dos centos de livros de lendas galegas de tradiçóm oral ou mesmo um filme ambientado no pais coma "Romasanta" ou "O Apostolo"
As mais bravas e bravos incluso podem sair mais aló da media noite, logo da queimada, quando reinam as tebras; a dar umha volta por corredoiras e congostras levando umha presinha de sal no peto por se temos que fazer um circulo arredor nossa no medio do caminho por algo inesperado...

Passai umha boa véspera de defuntos...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

QUE VIVA O ENTROIDO!!!



   Digamo-lo alto e claro; o modelo mediterráneo do carnaval de "Caí" (Cadiz) nada tem que ver ca nossa cultura Atlántica e co entroido Galego, emparentado o "Narri Narri" do centro de Europa.
   Que nom nos vendam a moto, NA GALIZA; ENTROIDO GALEGO!!!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Entruido Galego vs. Carnaval Mediterrâneo

“...O Antroido no último tercio do século dezanove amostra-se mais pulido, mais agasalhante e mais cortés [...] nom se fam Barbas co cainzo das chemineas, fam-se com farinha entre as xentes da vila, e com po de arroz entre os mais repinicados...”

Com estas verbas arranca um dos responsos do “Tio Marcos da portela- 1876” falando do que estava a acontecer há século e meio na Galiza; que nom é outra cousa que a deturpaçóm e desapariçóm do entruido proprio dando chanzas a introduçóm do “carnaval Mediterráneo” que nos dilúe culturalmente um bocado mais na Espanha.
Um Auténtico "heroe" luitando pelas
suas convicções...
A deturpaçóm da nossa cultura a través da aculturizaçóm nom é nada novo, e no anterior artigo “que viva o Entruido” já vimos quais foram os culpaveis disto; mais nom debemos esquezer que é o povo o que garante a pervivencia da nossa cultura, e polo tanto nós mesmos somos culpaveis desta situaçóm.
Passamos de dar festexo o que vinha sendo “umha intriducçóm na primavera” (de ahí Intrudio na área de A Gudinha e Antrodido Anturuido Antrodio Entrodio Entruido Entrudo em outras áreas do país e também de Portugal) a fazer umha festa de disfrazes  de personagens tirados de filmes dos U.S.A. para a semana seguinte do Entruido voltar a dizer que somos antiglobalizaçóm e anti-imperialistas quando nós mesmos o practicamos a globalizaçom e o imperialismo sobre nós mesmos e a nossa propria cultura... ASSIM CUM PAR DE COLHÕES/OVARIOS... E pior o ponhemos quando falamos de “comeflores”  ou os supostos apatridas “ciudadanos del mundo” (que na maioría dos casas resultam ser uns espanholazos) que disfrazados de arlequins, palhasos tristes ou “piratasdelcaribe” (sim, assim todo junto: piratasdelcaribe) vam criticando a todo aquel que vaia disfrazado de Velhote ou travestid@, sendo a época do Entruido o momento ideal para o intercambio de roles e a práctica e normalizaçóm da sexualidade livre; termos que hoje estám muto a moda mais que carecem de vigencia.
...E por suposto, nom se iam ficar ceivas de culpabilidade as instituções que pasarom de perseguir o Entruido (régimes totalitarios e a igreja) a favorecer a sua deturpaçóm favorecendo que se diluam dentro do conceito do modelo de “Carnaval Espanhol”.
Embora também podemos atopar muitas iniciativas a través das associações culturais que luitam por preservar este bem patrimonial. Em destaque falamos do ejemplo da Revolta em Vigo, que conseguiu trazer a vida de novo o “merdeiro” (http://agal-gz.org/blogues/index.php/revolta/2003/03/14/videoteca-entrudo)
assim coma outras (nalgum dos casos associações de vizinhos) que mantenhem em pé decenas de entruidos particulares de cada zona coma por exemplo a  A.V. de Salcedo (http://www.ensalcedo.org/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=5&Itemid=32) ou os Troteiros de Bande.

Entrudos deturpados:
Foi sem dúbida algumha, o ailhamento de certas povoações um dos factores clave para a conservaçóm de muitos entruidos galegos, outro dos factores foi a vontade dos vizinhos por conservar o mesmo; mais o conceito de aldeia global, unido a despovoaçóm e o consumismo  do capitalismo de livre merca está a trocar as “antergas tradições” em meros productos turísticos  cada vez mais baleiros de conteúdo.
Os seguintes som simples exémplos do que está a acontecer por todo o país, neste caso o “triángulo mágico” começa a perder a sua magia:
-Laza: “¿se nom entendes a tradiçóm, pra que cona ves?” :
O que noutrora foi exemplo de conservaçóm; hoje já fica deturpado polas xentes que rogam “moderaçóm” numha festa que precisamente nom é moderada. Isto débe-se a que a xente que vai partilhar da festa; desconhece o seu funcionamento e nom gosta dos pontos mais significativos da mesma.
A noite da 6ª Feira em Laza a processióm dos fachões perde o seu sentido o ficar acesa a iluminaçóm pública.
O día da morena (na segunda feira); durante a farrapada já contamos ca despariçóm da figura do “Maragato” (Comerciante das zonas de Astorga) umha figura sucia que era a contraposiçóm do elegante Peliqueiro, e entre os “maragatos” estaba o “Albardeiro” portador dumha pesada albarda que ponhía azima dum dos participantes da Farrapada para que caira e fora o branco de todos os farrapos. Já entrados na tarde noite, e logo da baixada da “Morena” os Peliqueiros saem; mais a día de hoje começam a perder o seu papel de rei do Entruido, dado que a xente nega-lhes o paso, a orquestra começa a tocar quando eles ainda estám a choutar pela praça da Picota ou os que asistem a festa alporízam-se no caso de recibir um tralhaço dos Peliqueiros... mais “ se nom entendes a tradiçóm; ¿PRA QUE CONA VES?”

Verim: Os Cigarrões perdem a sua “coroa”
Ainda conservando a tradiçóm das fareladas (hoje já detrupadas pois bota-se farinha, que é alimento, no canto do farelo) Verim vai caminho de converter-se num carnaval mais.
Este velho entruido tinha como rei o Cigarróm que percorría todas as aldeas do concelho e de outros limítrofes em quadrilha tralhando em todos aqueles que se cruzaram no seu caminho (se nom te pos diante, o cigarróm nom bate). Hoje apenas persigue a algum neno pola vila e para abrir-se passo pide permiso. Dificilmente se lhe pode ver fora da capital municipal e a tralha vai mais de adorno que outra cousa.
O pior de todo é que encabezam um “desfile de carrozas” o mais puro estilo Rio de Janeiro (mais em versióm cutre) e logo tenhem que agardar para cruzar a rúa; quando o cigarrom debería ter o poder de parar o desfile pelo medio se tem vontade... que clase de rei do Entruido é este?

Xinço de Limia: ¿pantalhas? ¿onde?!
Andam medio desaparecidas num Entruido que semelha cada vez mais os carnavales de qualquer cidade espanhola, já nom saem em comitiva, nem obrigam a pagar vinhos... e mesmo as veces som obxectivo de burla, nom sem raçóm; nom é a primeira vez que vemos umha pantalha completamente peneque estombalhada no medio da rua. Triste destino para um icono da cultura galega.

Outras “cagadinhas” som a perda de capacidade de regueifar entre os Generais do Ulha, o uso de “espumilhom” de nadal pelas mázcaras de Cabeça de Mazeda (Manzaneda ainda para muitos) o usso de caroutas de personagems de filmes  nos Emascarados de Buxám; a incorporaçóm de bandeiras espanholas a modo de banda em danzantes da área de Trives, Felos de Gabarás d e Generais do Ulha; e sobre todo substituçóm da crítica os vecinhos e o concelho a través de comparsas sem ordear por um desfile de carrozas carentes de significado na maioría dos casos.

Os entrudos perdidos:
Nom vai sequera um século, prácticamente em cada recanto do país existía umha tradiçóm entruideira que co ir e devir do tempo foi perdendo folgos ou deturpandose ate a sua total desapariçóm.
Velaqui umha pequena escolma do muito que se perdeu e que se está a perder:
-As raposas
Personagens proprias das montanhas do Courel e áreas próximas a Lugo, que ataviadas com peles de Raposo e chocalhos iam pelas casas pedindo tanto em reises coma em entroido ca finalidade de fazer umha comida comunal.

-Os felos de Boborás:
Existiu um intento re recuperaçóm por parte do concelho; mais co troco de governo e a crise, estes iconos do entuido local, ca cara pintada, cobre-leitos velhos, chapeu enfeitado e vara longa coroada por um punhado de prantas verdes agonizam sem a subvençóm da que rucharam de novo.

-O entruido de Pedrazás (Chandrexa de Queixa)
Peliqueiros do Entrudo do Savinhão
Em Pedrazás existiram peliqueiros; mais nom coma os de Laza ou Sarreaus, se nom coma os do entruido Ribeirao.
Dentro do espectáculo que de por si, dam os peliqueiros, em Pedrazás saiam a correr a vila 2 peliqueiros singulares; Xan Corcovas e Xan Barrigas.
Xan Corcovas era um peliqueiro que tinha umha corcova (xoroba para os que traducem libremente, ou xiba para os da RAG q gostam de inventar “palavros”) feita de palha e tapada baixo o traxe. Pola outra banda estaba Xan Barrigas, que tinha um barrigom também de palha. Ambos eram inimigos assim que acordaram sair de cadaseu extremo da vila.
Mais Pedrazás tampouco era tam grande e mentras que eles iam zorregando na malta que nom vestía o entroido nom passaba rem, nom passaba até que topabam o um co outro... entom liabanse a paus entre eles, Xan Crocovas “aforracaba” o seu malho contra o barrigóm de Xan Barrigas, e este fazía o mesminho contra a corcova do outro até que um dos dous rendía-se ou perdía a palha que levabam... o espectáculo era criminal e mentras os vecinhos desde as janelas os acerretabam para q se malharam ainda mais, os outros aproveitabam para ir vestir o entroido e nom levar mais malheiras...

-Os Choqueiros
Choqueiro de Bezerreá
-NOM HÁ CHOQUEIRO SEM CHOCAS-
Som personagens comúns a grande parte da geografía galega, proprios das comarcas que vam desde Ancares até Trasancos e Ponte Vedra; emparentados com outras personagens coma os charrúas de Alhariz.
A personagem em si  nom tem umha vestimenta definida, mais sim um rol proprio; o de gastar bromas as mais das veces pesadas; na comarca de Bergantinhos mesmo existe o dito “ti es moi choqueiro” a aqueles que som bromistas. Viste qualquer cousa que atope pela casa e tapa o seu rostro com qualquer cousa para nom ser descuberto e sobre tudo leva chocas, de ahí o seu nome (Elemento común a todas as personagens do entruido) para avisar da sua presencia.
Na cidade da Crunha tiverom especial relevancia na Rua da Torre, mantendo ainda hoje em parte o nome, e nalguns casos ainda o rol de bromistas, ainda que as chocas desaparecerom; mais o derradeiro choqueiro propriamente dito, foi visto por última vez no entrudo de 1994. No ano 2010 o centro social Gomes Gaioso achegou umha palestra sobre o entrudo tradicional, com vistas a recuperaçóm do mesmo na cidade (http://agal-gz.org/blogues/index.php/csggaioso/2010/02/05/palestra-sobre-o-entruido-com-filhoas-entruido-tradicional-vs-carnaval-importado) mais nom foi ate este ano que a mesma equipa de “Desmontando a Roma” puxo-se como meta lanzar a proposta popular a través da rede:”Nom há Choqueiros sem chocas”(  http://www.facebook.com/groups/235081533239425/ ) para chamar a recuperaçóm e ofertar chocas em diversos locais da geografía galega onde houbo choqueiros.
Grazas a “Gentalha do Pichel”, e a “Xuntanza”  de Compostela, e “A Repichoca” e “O Patachim” na Crunha este ano voltaram a trotar os choqueiros de novo; E agardemos que a recuperaçóm se estenda por todo o país.

Mais pode que nom todas as máscaras se recuperem, e pode também que a sua memoria se perda para sempre nos tempos, assim por exemplo os Charruas de Alhariz forom-se sem vistas de voltar, os peliqueiros de Muinhos, os frandulheiros de Entrimo, a Mula e o Boi de Palacín, a Mula falsa de Castro Caldelas e o Irrio Peliqueiro que foi movido a outras datas polo cristianismo, a especie de cigarrom de Lobeira que a diferencia dos de verim tinha um sombreiro cónico... e assim um longo etc. do que em muitos casos nom queda sequera testemunho.
¿Seram os volantes do Entruido Ribeirao os seguintes? Quem sabe... nos recomendamos a sua visita do que se cadra pode ser o entruido mais inalterado de todo o país.
¿Que sentido teria o dia de manhá chamarlhe Entruido a algo que nom o é? Dizia o verso e nom sem raçóm : "quem esqueze a sua origem, perde a sua identidade"
Por isso e hoje mais que nunca “VIVA O ENTRUIDO GALEGO!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

QUE VIVA O ENTRUIDO!!!

Com certeza os e as leitoras de Desmontando a Roma estavam a perguntar-se porque caralho estando nestas datas pegamos no tema do Entroido/Antroido/Antrodio/Entrudo/ Entruido/Intrudio (que para abreviar chamaremos Entroido) e esqueceramos o Natal na Galiza. 


Podiamos falar de mil motivações para justificar nom ter feito um artigo dedicado ao Natal galego: que a tradiçom da noite de Natal é a cristianizaçom do solstício de inverno onde o menino substitui o sol que “renasce” para voltar a medrar ao longo do ano, e é comúm a toda a cultura Indo-europeia (Celtas e solstício, Hindu e a Mitra, Romanos e Saturnais); que si o Belém ou a árvore tenhem de antiguidade no nosso país nom mais de 100/150 anos (o desembarco vikingo de Catoira tem quase a mesma antiguidade, a metade mais ou menos) que o das 12 uvas é umha trapalhada espanhola de fai 2 dias  que despejou muitas tradições proprias... (Nas áreas perto de Ourense fazia-se um sorteio entre moços e moças para emparelha-los e nas montanhas próximas à Serra de Picos de Ancares existia umha espécie de ritual onde os velhos, dum lado, laiavam a morte do ano, e os novos doutro respostavam com muita seriedade aos que eram quem de aturar as risas, tudo isto na mais absoluta escuridom) que se o mercado, o consumismo, o “Corte Inglés” e a introduçom de “Papá Noël” desprezaram os nossos personagens históricos coma O Apalpador/Pandigueiro e que graças ao ineludível trabalho que jurdiu da Gentalha do pichel, hoje em dia, volta a descer das montanhas para visitar os meninos (tedes muita mais informaçom sobre eles no livro Teoria de Inverno os presentes do Apalpador que mesmo podedes adquirir pola rede no web do Imperdível).

Tambem dizer que a gente já nom decora as mesas com acivro, nem prende o lenho de natal, nem fai um oco na sua mesa para convidar a “Joám Fiz” (um velho de barba cumprida que durante o ano reside em Macão onde fez muitas riquezas e adquiriu a invisibilidade) para que este lhe apresente parte da sua imaterial riqueza, a de que os bons desejos sejam umha realidade... Sim, podiamos enredar com múltiplas motivações para nom fazer um artigo sobre o Natal; mas o único e verdadeiro motivo foi a criminal combinaçom de festa+Licor Café. 

E de vez... Chegou o Entruido: 

Nom é nada novo que a Igreja tentara cristianizar a nossa cultura o mais possível para que rematara diluindo-se dentro do dogma Cristão, também regimes ditatoriais coma o de Franco tentaram rematar com ele ou “mediterranizá-lo” fazendo que virara cara o conceito de “Carnaval” que conseguiu enraizar em muitas cidades galegas, e que pouco ou nada tem a ver com a nossa cultura; também, mais umha vez, o mercantilismo tentou (ajudado por Concelharias de in-cultura) reduzí-lo a meros bailes de máscaras.. Mas qualquer cousa tem o Entruido que além dos muitos avatares segue a perviver na Galiza dum jeito tam natural, que já quiseram muitos etnógrafos da Europa para o seu país.

O entruido na Galiza começa ao mudar de Ano:


Ora nos derradeiros minutos da noite velha ora nos primeiros minutos do novo ano o Entruido começa a correr por todo o país, desoouvindo aquelas palavras que vinham dos altos cargos da igreja já desde o século VII <...que ninguém ponha,nas calendas de Janeiro, máscara de Becerro ou de Cervo...> 
Na noite de fim de ano eram muitas as mulheres que rodeavam a sua casa botando presinhas de sal arredor dela, e dizendo aquilo de meigas fora; para rematar o ano e abrir o ciclo de entruido... 
Assim arrancam os primeiros foliões, que a igreja tentou reprimir, e que hoje manifestam-se como “Cantares de reis” ou mantenhem a sua hegemonia entruideira em lugares onde a igreja nom tivo tanto êxito coma na Retorta (Verím) com um foliom que dura 15 dias (do 1 ao 15 de Janeiro) e que tenhem a sua razom de ser em arrecadar para fazer comidas copiosas. 
A despedida do ano em forma de “burla dos novos” e “seriedade dos velhos em Bezerreá” é outra tradiçom entruideira assim como os sorteios de moços e moças nas primeiras horas de Ano novo para depois asistir obrigatoriamente a umha dança o dia seguinte, som parte do espírito choqueiro do Entruido. 
Na Lourenzá mesmamente existia a tradiçom do “Rei charlo” que consistia em caçar um carriço e ceivá-lo o dia de reis após ser passeado por toda a vila, escolhendo-se tras isto os alcaides; em Ponte Caldelas “renovavam” o “mordomo” escolhido a mão alzada entre todos, sendo éste encarregado de dar umha boa comilona a aqueles que o escolheram.
O mesmo dia 1 de Janeiro, em Laza, os novos começam a treinar choutando e dançando as chocas de peliqueiro ate o sábado anterior do domingo corredoiro para chegar prontos os dias grandes do entruido. O dia 5 de Janeiro sae o Zarramoncalheiro por Qualedro. Em Vilarinho de Conso saim os foliões todos os sábados e domingos desde o 15 deJaneiro ate o final do Entroido. “Polo Sam Antóm já sai o Cigarrom” (o 17 de Janeiro) 
...E assim um longuíssimo etcetera de tradições entruideiras e choqueiras que por muito que os Estados, Igrejas e Mercados tenham vontade de apagar, em pleno s.XXI a Galiza mais viva segue a festejar; por isso dizemos... 
QUE VIVA O ENTRUIDO!!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O ciclo de outono ou como confundir santos co magosto:

Umha das mais célebres citas de "Ramón Outeiro Pedraio" diz: "Poida que neste momento, nalgum recanto da Galiza esteja morrendo um velho que leva consigo para a tumba o eco lonxicuo dumha lenda, ou dum caudal de palavras sonoras e expresivas que já ninguém fará conhecer entre os vivos..."

Froito do desconhecimento e a falta de interesse no estudo etnográfico, as verbas de "Pedraio" estam a fazer-se realidade; as nossas tradições vam-se apagando coma umha candeia entre as pedras do que antes foi um cruzeiro...misturam-se e deturpam-se para nom voltar a ser o que eram, ou para perder-se na noite dos tempos.

Desde que Rafael López Loureiro, publicou o livro "Samaín, A festa das caliveras" no 2003 xurdiu por todo o país um acervo de recuperaçóm desconhecido ate o de agora, mais também umha cheia de detractores entre os que destaca Xosé Luis Mendez Ferrín que minusvalorando o trabalho de outra xente a prol do país soltou aquelo de "costume imposto polo imperialismo norte-americano, que se quere presentar como tradiçóm céltica galega como froito duma corrente ideológica celtista” se cadra, errado neste caso devido a sua constante chamada o anti-imperialismo, nom assim o celtismo, coma bem observamos nas suas obras da matéria de Bretanha.

Pero o que mais provocou é confusiom entre a o que era A véspera de todo-los santos e os Magostos/Magustos isto vem a causa, mais umha vez, do desconhecimento da povoaçóm em geral sobre o ciclo anual festivo da Galiza.

O ciclo anual festivo do nosso pais vai ligado intimamente o sol; do mesmo que a vida de qualquer galego, a carência de este, o tempo do frio e das chuvas seguem a limitar-nos do mesmo jeito que os nossos antergos (o orvalho segue a molhar-nos igual no inverno a todos e a chuva limita-nos a hora de fazer certas tarefas o ar livre) e no vrao realizam-se todo tipo de actividades colectivas... é esta a causa directa da recorrente representaçóm do sol por todas partes a jeito de trisqueis, rosáceas etc. Que segue a pervivir logo de miles de anos.

Assim deste jeito o nosso ciclo festivo está dividido segundo as estações do ano e como nom podia ser de outro jeito, vai intimamente ligada o calendário celta; e é justo neste ponto onde começa a confusom.

Umha mostra das fontes de estudo
dos pseudo-etnógrafos
A malta tende a seguir como base os calendários neo-paganistas (A roda do ano) elaborados a partir dumha mistura de antigos escritos irlandeses e galeses e umha grande quantidade de fantasia, sem ter em conta por exemplo o calendário de Coligny (para os que nom se enteram é o calendário dos galos; o calendário celta mais antigo) conservado numha placa de bronze. Este calendário galo divide o ano em fases lunares ou meses e buscando um pouco vemos como efetivamente começa polo Samonios e se cruzamos o mar ate Eire, vemos que tem o seu homólogo no Samhain. Os dous correspondem a um mês; e nom como erradamente teimamos em asignar a um día em concreto a causa de tratar de fazer um estudo pseudo-etnográfico tomando como base fricadas neo-paganistas. O que vem a ser o mês de Samonios Corresponde-se a Outubro/Novembro... de volta no nosso pais, temos estos dous meses co nome tradicional, e cada vez mais esquecido de “Outono” polo mês de Outubro, e “Santos” polo mês de Novembro.

Ora bem; somos conscientes de que neste mês existiam uns festejos celebrados polos celtas; que evidentemente nom coincidiam o 100% tanto em datas coma nas formas.

Segundo Françoise Le Roux e Christian J. Guyonvarc’h no seu livro “As Festas Celtas” tanto na Galia coma em Eire celebrava-se um grande festim a base de porco asado e froitos do bosque e grandes ingestas de alcohol, o que acudia moita gente entre eles guerreiros; sendo no caso de Eire celebrado na capital, que por aquel entonces era Tara.

Se temos em conta estos datos sacados diretamente dos escritos antigos irlandeses, temos que, curiosamente no nosso país corresponde-se diretamente o que moitos dim que era o festim de Samhain cas celebrações dos magustos onde o porco asado forma parte da festa junto cas castanhas (como froitos do bosque) e em menor medida as avelás hoje case extintas na festa; temos ademais que o de maior fama é o de Ourense (que foi capital da Galiza Sueva), celebrado o dia de Sam Martinho (data relacionada ca matança do porco) onde se celebra um grande festim a base de porco asado, froitos do bosque e grandes ingestas de alcohol; e onde ademais a gente tizna-se a cara co feluxe das fogueiras (ritual que algums etnógrafos relacionam co que pode ser umha forma residual de iniciamento dos guerreiros)

Logo; se o banquete de Samhain equivale os magustos galegos... ¿que caralho se celebra a véspera de todo-los santos?

Nem o Halloween nem o Samhain (por certo lese “Xauin”, nom “Samaín”)nem hóstias, o nome próprio é Véspera de defuntos ou de todo-los santos coma diriam os Suaves.
Na Galiza, para variar, abrazam-se culturas e símbolos alheios mentras o próprio é esquecido, deturpado e insultado.

-A Festa em sí:
A Véspera de defuntos é a fim do vrao, fim de ano celta, começo do frio (de santos a nadal inverno natural) época na que o além está mais em contacto co mundo dos vivos. Na Galiza a ceia da Véspera era feita em família e deixava-se um assento baleiro co seu talher (jogo de cubertos) para o último finado da família, ponhendo-se os familiares deacordo para ver em que casa ceava. Logo da cea os mais velhos contavam lendas com transfundo de terror a beira do lume para os mais pequenos, mentras os homes se tomavam umhas copas casa do vecinho, onde este era convidado. Era nesse período de tempo cando a mocidade colocabam as cabazas ou cala-cús (e nalguns casos as cachuchas de animais mortos como pode ser a área do Pico Sacro) com candeias nas cancelas destes que a volta teriam que retirar no seu estado embriagado se queriam voltar a seguridade da casa. Assim pois todos rematavam por ser parte da festa.

Comentava fai tempo o que era bispo de Mondonhedo que: “Constou-nos pola visita que o Dia de Todo-los Santos e o dia seguinte de defuntos andam todo-los moços da freguesia a pedir polas portas e dam-lhes pam e carne e vinho e freixós e pixóns e outras cousas, e que pedem assim os filhos dos ricos que os pobres; e por ser máis este rito gentil que cristiam, ordenamos e mandamos que, de aqui em adiante, nenhum moço vaia aqueles dous dias de porta em porta a pedir senón que o beneficiado, o reitor e o primiclero e outro que nomeare a frigresía pidan aquel pam e todo o demáis que lhes derem o repartam na igreja o dia dos finados entre os pobres e necessitados, so pena que o pai ou a mãe que enviaram ó seu filho a pedir aqueles dias pague mil maravedis (…)”.

Resulta mais que curioso que Durante o Mês de Samonios, na Galia os druidas adicabam umha noite a recolectar comida (os que nom aportavam podiam cair em maleficio), para o dia do grande banquete; e dado que o faziam pola noite, usavam para isso uns candis feitos a base de nabos ou nabizas baleiradas ca fim de alumear-se (reprentando estes candís o espírito do deus “Sam-an”); cousa que também ocorre na lenda irlandesa de Jack que deu origem o Halloween americano, e o que é mais curioso ainda; já que na comarca mindoniense, entre outras, Tamen eram baleiradas as nabiças para fazer de candil cum motivo semelhante... existe ademais um retrouço galego que ainda pode arrojar mais luz a este caso:

"Do nabo sai a nabiça 
da nabiça sai o grelo. 
Nabo, nabiça e mais grelo 
trindade do galego. 
Som três persoas distintas 
um só Deus verdadeiro" 

E também este outro dito:

Polo tempo de tódo-los Santos mira os nabos; se fossem bos, diz que som maus. 

Por desgraça o nabo foi substituído nesta festa pola cabaça na Galiza, do mesmo jeito que aconteceu ca chegada da tradiçóm os USA.

E falando dos USA, dá-se o caso de que Hoje em dia os mesmos ”comprometidíssimos” que berraram os Yankies “no a la guerra” saem a rua a maçar-se de cubatas disfarçados do “Joker” de batman ou de “arlequim sinistro” ou todos flipados vestidos do “Corvo” sen saber que emulam os pedófilos, ladrões e violadores dos USA que escolhiam esse dia para levar as suas barbariadades a cabo baixo um disfraz que lhe proporcionasse o anonimato e aproveitando as geiras dos cativos polas ruas, dando depasso folgos as multinacionais que vendem toda a trapalhada que rodeia a imitación cutre que se impranta aqui..E namentras, algumhas autoridades e colectivos malinterpretam um Samhain irlandês (Que nom véspera de defuntos galega) mesturadoo co magosto, mudando-lhe simplesmente o nome o hallowen ou celebrando umha festa valeira de qualquer conteúdo proprio...

Ca fim de “Desmontar a Roma” actual, neste caso personificada nos USA queremos deixar algumhas aclarações sobre como se celebra tradicionalmente a véspera de tódolos santos e o Magosto, assim como dar um bocado de ideias para encher de conteúdo próprio estas duas datas:

O Magosto ou Magusto:

- No dia do Magosto elaboravam-se umha figura com polas de castinheiro que representava “O Magosto” , e que presidia o lume onde se asaba a carne.
-As castanhas no Magosto: É o elemento central da festa, por cada umha que se come, disse que se está a salvar umha ialma, ademais som empregadas para fazer colares.
-As castanhas nom era os únicos “froito da festa” também as avelás e noces formam parte da mesma.
-O magusto é também época de carne de porco, “a todo porquinho chega-lhe o Samartinho” onde acumulava-se graxa para o frio inverno que chegava...
-O feito de tiznarse a cara com feluxe é prova de que a gente assistiu a um magosto de verdade.

Véspera de todo-los santos ou de defuntos: 

-A Cabaça ou calacús: representa um elemento herdado da tradiçom céltiga, de olhos redondos e ca boca sempre seria ou descontenta (nunca sorrindo coma si se fai no hallowen dos USA) e os dentes feitos com polas de árvore (semelhante a da “afoto”) as vezes secava-se a cabaça e gardava-se coma mascara para o entroido.
-Os candis de nabos podem ser recuperados se saimos a dar um passeio nocturno polas congostras ate algum cruzeiro para deixar ali umha candeia, recuperando assim o costume do cruzeiro na encruzilhada com candeias a véspera de todo-los santos (alem de que a igreja trata-se de cristianizar umha tradiçóm baixo o nome de todo-los santos e ca cruz na encruzilhada)
-As Lendas o carom do lume: representam a posta em marcha do escenario do medo e dos sucessos estranhos; dentro do lendário popular galego existem infinitas posibilidades coma a santa companha, os mouros dos castros e dólmenes, o urco e o seu can as premonições de morte, as visitas dos velhos já defuntos, as aparições nos carreiros de antigos amigos que se davam por mortos, os lobos, a meiga chuchona ... (das que por certo o audiovisual galego nom tirou nenhuma producçom para estas datas; nom está demais ponher a peli de Romasanta ou leer algum relato dos de Anxel Fole para aqueles que nom podam gozar da festa na aldeia)
-A queimada: Este dia sem dúvida pode ser o melhor para partilhar de umha boa queimada e ajudar assim a quecer na noite os convidados mentres os cativos ponhem os calacús nas cancelas dos convidados.

Assim pois cando celebramos as nossas festas do “mês de Outono e de Santos” estamos a celebrar o Samhain ou Samonios galego tanto na véspera de todo-los Santos como no Magosto/Magusto como parte de esse ciclo festivo de outono que é próprio do país sem necessidade nenhuma de importar nada alheio...

A cita de "Ramón Outeiro Pedraio" da que falamos o primeiro, continua dizindo “...poida que noutro recanto da Galiza naza a estas horas o home ou a ideia que transformará em novo e profundo sentido o ritmo da história” de nos depende fazer que só a primeira parte da cita nom seja umha realidade...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Assim celebramos os Galegos o equinócio do Outono:

Inventando. Inventar ou misturar cousas de Irlanda com wicca e diferentes palhas mentais de cada um. Também está de moda importar ou adaptar os rituais dos povos nativos americanos, meter temática hindu “varitas de incienso de Natura “ na maior parte dos casos “de los chinos” e componher novas orações a
Conversa entre Xocas e Risco sobre o que está a acontecer
 deuses que jamais existirom em nenhuma cultura… esto todo o metem na licuadora e o zume que sai chamam-lhe, cum par de colhões do tamanho das rochas do Pindo, “celebraçóm galega do equinócio de outono”
Sempre se dixo que um dos principais problemas da Galiza é que a gente ata vai nada nom sabia ler; o principal problema actual (que é de quase todo o planeta) é que a gente sabe ler pero nom o fai.

Neste paradigma de querer fazer rituais “pseudo-celtigos” nasce a festa neopagana do Mabon (nome tirado da mitologia de Cymru, Gales para os “empanaos”, que por certo, pronuncia-se case do mesmo jeito que o topônimo Cambre) que trata de festejar o equinócio (nom confundir equinócio co ocio dos cabalos, olho) desde um punto de vista antigo.

Aqui tedes vários resultados de palhas mentais estendidas polo mundo e que na Galiza estam a colher mais força dia a dia:
E assim é como esta gentalha do caralho vai suplindo as suas necessidades de celebrar “antigas festas paganas galaicas” sem a necessidade de abrir um puto livro ou cum trabalho de campo equivalente o 0%.

Mentras tanto em “lo rural”... mentras tanto nas comarcas de Chantada e Lemos, sobrevive no mais absoluto dos anonimatos umha tradiçóm, esta completamente própria, que tem as suas origens em tempos anteriores a chegada dos saqueadores romanos.

Trata-se da Festa das Fachas ou dos fachões” celebrada cara finais de setembro que sobrevive nesta ruindade de pais graças a uns poucos vizinhos nos lugares de Castrelos (Taboada) e Vilelos (O Savinhao) mais que nom vai tanto tempo era extensiva a toda a Galiza.

Segundo moitos“iluminati” é melhor que nom se conheçam, “nom vaia a ser que alguém faga negocio e perda a necessidade emigrar”, ou que a festa “se popularize tanto que perda a sua essência de tradiçóm a ponto de desaparecer, e nom desapareça”
A festa em si consiste em prender-lhe lume a uns fachões feitos a base de polas (na maioria castinheiro) a isso da media noite... [leia-se esta parte ca típica voz em off das pelis épicas] ...os vizinhos vam subindo em processom alumeando a marcha, ate o alto do castro. E alí, sobre a croa do castro, nas tebras da noite, alumeados os vezinhos únicamente polo círculo de lume de ergueitos fachões, começam a falar as gaitas, ressoando por toda a contorna, mentras xurde o baile, as pandeiretas e as velhos cantigas de tempos antergos... tornando, logo disto, por outra congostraate o campo da festa; todo isto adereçado a típica fórmula galega das festas: bebida + comida + musica galega.
Instantánea da festa tomada o 21 de Setembro do 2011 em Vilelos

É assim como tradicionalmente se lhe dava a benvida o ciclo festivo do outono, seguindo a esta festa a Véspera de defuntos, Noite dos mortos ou “Vispera de todos los santos” coma bem dizem os “Suaves” (o de Samaín é um Ctrl + C e Ctrl +V dumha festa irlandesa; que se bem está intimamente ligada a nossa e partilha moitissimas cousas, nom deixa de ser Irlandesa, polo tanto nom é nada próprio) e por último o mais que conhecido Magosto; mais estas, venhem sendo outro tema que será tocado no seu momento oportuno.
Assim é como mexamo-nos acima, e dizemos que mexam por nos...substituindo o próprio por palhas mentais de alguns...