quarta-feira, 10 de junho de 2020

O PSOE nom quere que Feijoo perda as eleções a Xunta

"O Cesar debe ser umha besta sem coraçom" - Julio César
Roma mais umha vez serve de inspiraçom os espanhois, semelha umha  toleria; mais assim é. O PSOE de Madrid nom tem vontade nenhumha de que Feijoo perda as eleições galegas.

Atopamo-nos em pleno periodo pre-electoral, ca data do 12 de Julho marcada no calendario para ir votar, e se as enquisas pre-covid19 pronosticavam a derrota de Feijoo moitas das actuais dan-lhe a maioría absoluta... Que pode ter mudado?

O PSOE dos Madriles atópase moi cómodo com um PP com Casado a fronte que nom é rival político para Sanchez. Todo isto podería mudar se Feijoo perdera a presidencia na Xunta; ja que é seguro que desputaría o posto a Casado. Se algo nos ensinou Jogo de Tronos é que este tipo de cainísmo é comun em segum que líderes.

O alarme salta quando o proprio PSOE e os seus socios de governo Podemos, em plena desescalada, nom pedindo nenhuma medida para melhorar a situaçóm diferenciada da Galiza; conceden-lhe a Feijoo (para que sume tantos ) e negam-lhe o BNG o que lhe concedem o PNV: o movemento entre provincias dentro da Comunidade Autónoma.
   Isto so corresponde a que PNV é socio de governo em Madrid e rival invativel em Pais Basco; mentras que Feijoo, de perder em Galiza, convertiríase num perigo para o PSOE de Madrid e o proprio Sanchez.
...e vem a confirmar-se durante estes dias na que semelha que a unica unica oposiçom que tem Feijoo é a do BNG; dado que PSOE e Podemos, ainda tendo a sua disposiçom todo o aparato do governo do estado espanhol nas suas mãos, nom atacan a Feijoo, se nom que o favorecem e mesmo desviam e monopolizam o debate em Madrid com temas coma a nom atençóm de ancians e morte nas residencias quando na Galiza aconteceu o mesmo.
Mais que tenham coidado PSOE e Podemos porque esta esta estratexia nom so lhes favorece a eles, e a curto prazo ademais; se nom que VOX vese moi favorecido tamén com um PP sem folgos... E VOX si que nom joga baixo as reglas da democracia; se nom que, coma toda ultradereita, serve-se delas para tomar o poder; que nom faria esta gente co aparato do estado espanhol nas suas mãos???
...se calhar as eleções galegas desta vez, som algo mais que umhas eleções; se cadra, o futuro da Europa, joga-se na Galiza o dia 12 de Julho do 2020.


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Galiza permanece sem aglomerações mentras a meseta e o mediterrâneo espanhol ficam ateigadas de xente no permiso dos nenos polo COVID-19

Nom é nada novo que @s galeg@s, coma outros celtas atlânticos, somos um povo tranquilo e comedido, mais moito capaz de criar revoluções chegado o momento.
O Domingo 26 de Abril de 2020 constatou-se isto o fazerse efeitivo o permiso de saida para @s cativ@s durante este confinamento polo COVID-19.

Mentras na Galiza a saida foi calmada e se respetavam as distancias evitando as aglomerações (com algumhas excepções por suposto, ainda assim, de nom mais de 7 ou 8 pessoas) na Espanha mediterrânea e mesetenha a malta saiu em tromba, ateigando as praças e ruas, ponhendo de novo em perigo a resposta da sanidade publica, dos vizinhos e da propria desescalada do confinamento.
Tanto em CC.AA autonomas coma Madrid,
Andalucia, Valencia e outras do orbe mediterrâneo coma nas da meseta repetiram-se as situações que tod@s vimos nas redes; nom sendo assim no caso galego (agas cassos moi puntuais).
Se comparamos  Crunha e Vigo com cidades de semelhante ou inferior numero de habitantes, temos que a situaçom é radicalmente distinta.
Isto nom fai mais que apontalar  que GALIZA TEM QUE CONTAR COM UM PROCESO DE SESESCALADA PROPRIA DO CONFINAMENTO polo COVID19, debidoas diferencias;  o jeito tranquilo do atlantismo celta fronte o aturulhado e imprudente do mediterranismo ou o mesetario e nom simplesmente x iste facto; se nom q o nosso jeito de asentamento sobre o territorio em pequenas entidades, mais semelhante o Irlandes ou o Suiço do que o Albarracin, o de Marbella ou o de Castellón de la Plana, fai da Galiza um pais ca NECESIDADE DE CONTAR COM UM PLAN PRÓPRIO.

domingo, 26 de abril de 2020

Esquecemos A Revoluçom Galega de 1846 mais lembramos a dos Cravos de Portugal

Ainda que semelhe umha cousa contraproducente, ainda que seja um absurdo ou semelhe umha toleria mesmo; o nacionalismo galego esquece a revoluçom dos Martires de Carral, mais lembra-se da dos Cravos sistematicamente todos os anos.
A que é debido isto? Que loxica tem esquezer, borrar da memoria coletiva galega a aqueles que loitaram, e mesmo deram a sua vida, por tod@s @s galeg@s e Galiza;  enquanto lembramos um acontecemento que, ainda sendo no nosso vizinho Portugal, nom deixa de ser alheo a nos??? A que pode obedecer esta clase de absurdo esquecemento, ou acaso cainismo???
Analizando as posiveis variaveis as  rações so podem ser 3:

1-Traiciona-se a nossa memoria interessadamente para ser substituida por outra alhea, deste jeito a povoaçóm galega esqueze que tem luitado pola sua liberdade, esquece que é um povo que historicamente loitou pola sua soberanía, que é sujeito politico; para comezar a pensar unidireccionalmente, incluso dende umha optica de esquerda, que é um  todo sem diferenciaçóm cos  castelhanos; dado que interesadamente se oculta que se loita contra eles, que o exercito que enviarom para masacrarnos em Cacheiras e seguir mantendo o control do territorio galego nunca aconteceu; que Galiza nunca proclamara ser independentes do governo espanhol porque literalmente "estamos fartos de ser umha colonia"

2- Traiciona-se a nossa memoria desinteressadamente para ser substituida por outra alhea, porque á revindicaçóm da revoluçom dos cravos é mais importante que a Revoluçom Galega de 1846; co que se está a dizer ou afirmar que a soberanía nacional galega é secundaria ou é umha arma que se usa so cando fora preciso para acadar o obxectivo principal, que é umha sociedade de esquerdas num  estado-naçom espanhol-castelhano.

3-Traiciona-se a nossa memoria inconscientemente para ser substituida por outra alhea, porque nom se tem conhecemento da existencia da Revoluçom Galega de 1846 e o que supuxo para a loita pola soberania galega. O que nos leva a sulinhar que tam mal formada historicamente está a povoaçom galega, e a necesidade de difundir umha historia de nosso.
Em qualquera dos 3 casos baralhados, a soluçom é a mesma: celebrar, e chamar a celebraçom a todo o povo a Revoluçom Galega de 1846, o Abril de Lume e Ferro, os Martires de Carral; faisca que prendeu o lume libertador do que hoje chamamos Nacionalismo Galego!!!
ESTAMOS FARTOS DE SER UMHA COLONIA!!!
VIVAM OS MARTIRES DE CARRAL!!!
VIVA GALIZA CEIVE!!!
Deixamos a vossa disposiçom a ligaçom a web de facebook dos Martires de Carral
https://m.facebook.com/Revolu%C3%A7%C3%B3m-galega-de-1846-Martires-de-Carral-753643631315589/?tsid=0.8921423886343725&source=result
A tua colaboraçom difundindo é semnte de vencer


sexta-feira, 20 de março de 2020

A tradiçom galega de abendiçoar as leiras

Hoje imos a falar da tradiçom galega pagana de abendiçoar as leiras,  e de como o cristianismo integrou este costume galego e irlandes, no domingo de ramos.
As Galegas e Galegos actuais temos o costume de abendiçoar as nossas leiras o dia do Domingo de Ramos co ramo de loureiro da misa de isse mesmo dia. ate aqui todo pode semelhar parte da liturxia cristiana... nada mais lonxe da realidade; O costume de abendiçoar as leiras tem umha provavel orixe Celto-galaica, Celto-bretoa ou Suevo-xermánica totalmente pagana e pre-cristiana que resulta comum a outras nações europeas como irlanda cornualhes e alemania.
O dia de abendiçoar as leiras provavelmente correspondía o equinocio de primavera, que a igrexa católica moveu convenientemente o domingo de ramos por proximidade.
De facto, os proprios ramos forom trocados pola igreja; dado que anteriormente usabam-se os ramos do Samjoam anterior gardados durante todo o ano ou outros confeccionados a proposito para a ocassiom com fento e polas de carvalho (ramos dos que ainda se gardam testemunho em bisbarras coma o Deza ou o Bierzo)
A auga usada para abendiçoar as leiras e recolhida de 3, 7 ou 9 nova fontes (o jeito do sam joam) dependendo da comarca, ainda que nas parroquias mais cristianizadas do pais a igreja católica conseguiu substituir as augas de 9 fontes por auga bendita.
Neste costume de abendiçõar as leiras os oficiantes é o próprio labrego ou labrega nom se vem por ningures o cura; e a “formula maxica” ou esconxuro para solicitar a fertilidade das leiras remata com “Sapos e Meigas botadevos fora das minhas leiras”
Assim que se retiramos o mediterranizante barniz do cristianismo temos ante nos um costume (que nom umha festa; compre saber diferenciar estes termos) de abendiçoar os campos com um ramo “consagrado” (e dizemos consagrado por explicalo de algum jeito) ...um ramo consagrado durante a noite das cacharelas samjoam que xunto o auga de 9 fontes e um esconxuro tem propriedades de fertilizaçom dos campos e todo isto ligado a celebraçom do equinocio de primavera.
“se os chineses tenhem umha cultura milenaria é porque souberom coidar dela” asssim que já sabedes!

quarta-feira, 4 de março de 2020

Algumhas administrações ponhem em risco os nossos Entroidos

Nos ultimos anos estamos a assistir a um suposto rexurdimento do entroido a nivel galego e resto de Paises Galaicos, a saber; Asturies Pais lheones e Norte de Portugal
…nada mais longe da realidade; o entroido; os entroidos atompam-se em perigo, e as administrações (em especial o atual goberno de Feijoo na Xunta da Galiza) semelha despreocupar-se do asunto.
Um dos indicativos foi que o Entrudo de Podence designado coma “patrimonio da Humanidade” pela UNESCO perdeu parte da sua genuidade para convertir-se num atrativo turístico.
Os diversos Entroidos da Galiza e resto do espaço cultural galaico som, se cadra, os derradeiros redutos de indigenismo Europeu; ainda que o “Mediterranismo Governante” trata sempre de degradalos baixo o alcume de “carnavais rurais”
Existem varios fatores que som os que estám a ponher em perigo os nossos Entroidos; A saber:

O Desconhecemento da propria administraçóm:
A Xunta desconhece o Entroido, o seu simbolismo e mesmo o convirte em um Carnaval Mediterrâneo
Tanto o atual goberno de Feijoo na Xunta da Galiza coma o seu predecessor com Fraga a cabeza, desconhecem a realidade do Entroido co que vagamente trabalham. Para a Xunta, o Entroido é umha sorte de “Carnaval rural a la gallega” que fai de reclamo turístico para atraer a visitantes de fora; visitantes que som atraidos baixo a promesa de “colorido carnaval” baixo a errada, e errática promoçom da actual Xunta (em Fitur por exemplo) . Cando o desinformado turista chega a Galiza em busca do seu prometido “Carnaval Colorido” atopase ca anterga tradiçom do Entroido onde “personagens mascarados” oficiam umha sorte de ritual no que se tiram formigas cinsa, farinha, lama e mesmo bosta de vaca, cagalhas de cabra e ovelha; onde baixo umha inusitada sacralidade, os mascarados , com um maxico traxe (nom disfraz) de oficiante, fam bromas pesadas, e mesmo zoupam e fustigam os que assistem o ritual entroideiro se estes nom se afastam do seu caminho ou nom lhe escapam; sem perxuiço algum para eles dado que som intocaveis pola sua sacralidade (como o pode ser o cura, o imán ou o dalahi lama) ...assim pois, o turista totalmente “desnortado” nom entende o porque da situaçóm. O porque o ensucian, o mancan com escobas de toxo e mesmo é golpeado ou fustigado polo que el entende como “xente disfraza sem nenhum tipo de valor sagrado ou simbólico”, e baixo os efeitos do seu desconhecemento e a sua propria incultura provocada pola INFORMAÇOM ERRADA EXPEDIDA POLA ADMINISTRAÇÓM o turista nom mostra nenhum tipo de respeto polo ritual ou o mascarado e mesmo resposta com violencia provocando umha total e completa agressom cultural nos nossos entroidos que remata por modificar o decorrer dos mesmos.

O desconhecemento nos centros escolares:
Esta mesma administraçom é tamén responsavel de transmitir a mesma idea errada a traves das escolas; dado que atopa-se incluido no curriculum academico a celebraçom e explicaçom de festas tradicionais; e resposavel a maiores de que proprio profesorado carezca de materias e da formaçom para explicar e trasmitir o alumnado o simbolismo e a forte raigame e costumes que caraterizam a festividade do Entroido
Por outra banda é tambem nas escolas onde se trabalha o entroido “imitando” os traxes dos entroidos com disfraces mais ou menos atinados para sacar em um desfile,  sem explixar o alunado e os pais e nais dos mesmos que isse disfraz nom é um traxe orixinal e que fora do concelho ou parroquia nom debe ser ussado dado que desvirtua o valor do mesmo, e mesmo resulta umha falta de respeito para os membros da ”cofradia do entroido” o que é referido. Para entendernos; imaxinem-se que vostede nunca asistiu a umha misa cristiana; e fai um disfraz de cura ortodoxo e se mete no medio de umha  misa católica; pois extrapolando o mundo do entroido, a ofensa é a mesma.
De outro jeito, a administraçom da Xunta é culpavel de nom ampliar os orzamentos destinados as Equipas de Dinamizaçom de Lingua Galega co obxetivo de investigar desde as escolas os entroidos locais, esquecendo que podem ser tanto ou mais ricos que outros entroidos, e que podem ser um primeiro passo cara umha recuperaçom e posta em valor do devandito entroido local. Por outra banda as mesmas Equipas fan esforços por traer Mascarados de comarcas com entroidos consolidados sem nenhum tipo de remuneraçom ou ajuda; simplesmente baixo compromiso e favor dos mesmos.

Desfiles e concentrações:
Com frecuencia vemos como por parte das administrações o Entroido nom é mais que um simples reclamo turístico; o seu obxetivo nom é que se corra cada entroido local com genuidade e tradiçom (que por certo; é o que os fai realmente atrativos). Casos absurdos como fazer “desfilar” a mascaras do entroido na Cidade da Cultura; baixo umha chuva de confeti que nunca formou parte do entroido, e totalmente desubicadas... mais umha vez tratando de dar a imagem de Carnaval Mediterrâneo que nom é, confundindo a povoaçom e degradando o seu simbolismo.
Pior ainda cando se fai um desfile, diante da Catedral de Santiago, dado que a instituçom da igreja é responsavel direta da persecuçom e prohibiçom do mesmo Entroido... ademais as cofradias do entroido NOM DESFILAM, se nom dam umha pequena mostra das dinamicas das suas máscaras, que é apenas um retalho do total do que pode ser cada entroido.
Salvamos algumhas Mascaradas das que recentemente som celebradas, mais com moitas reservas, dada que a proliferaçom das mesmas estám a mudar a “sacralidade” das mascaras e do simbolismo do proprio Entroido, e mesmo a mesturar costumes e dinámicas que se dam nos diferentes entroidos da area cultural galaica; e ademais provoca que algumhas pessoas abandoem a curiosidade por correr alguns entroidos o dalos por vistos durante as mascaradas, sendo conscientes so da ponta do iceberg de cada Entroido.

Por todo isto, desde Desmontando a Roma, reclamamos umha mudanza no rumbo que melhore a relaçom da Xunta, Deputações e concelhos assim coma do Estado Espanhol cara o Entroido coma jeito de proteçom cara as derradeiras formas de indigenismo que quedam na Europa

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Os ultimos reductos da Arquitectura tradicional em Xubia

Tocounos viver tempos escuros como galegas e galegos, mentras as bisbarras mais senlheiras do nosso pais adoezem co abandono e avelhentamento da povoaçom, as mais povoadas perdem a marchas forzadas qualquer tipo de singularidade aculturizando a povoaçom em todos os trazos de identidade que ainda podiam manter. Assim é como se borra umha naçom da faz da terra; eliminando qualquer trazo de indigenismo e sustituindo por algo alheo o pouco proprio que se conserva.
Assim vai morrendo Galiza, ou melhor dito, assim a vam matando; co mesmo sistema que inventou Roma para dominar, sustituir o proprio polo alheo em aras de um suposto progresso que nunca chegava (e de feito nunca chegou) no canto de constituirse un mesmo em vangarda propria partinda das nossas proprias raigames.




Por isso no desmontando a Roma estamos deixando esta breve escolma da pouca arquitectura tradicional da zona, porque queremos ser a faisca que prenda o lume da memoria colectiva e ilumine um futuro inovador mais carregado de um passado riquissimo.

Atopamonos com um estilo constructivo moi concreto e com algumha evoluçom do mesmo por influencia do modernismo que se asentou em Ferrol.

Em esencia estamos a falar de muros de Xisto e esquineiras e lumieiras em granito en alguns casos o cemento supliu o papel do granito.
Algunhas constuções incorporarom galerías para o aproveitamento do calor solar.

As poucas que sobrevivem estám a dia de hoje tapiadas ou mesmo foram modificadas e os seus volumes; mudando em parte a sua esencia original, embora o que aqui amosamos é umha breve escolma como memoria do que no seu dia foi Xuvia e de onde debería de beber arquitectónicamente no futuro para nom perder totalmente a sua singulariadade.

Quem sabe, se cadra ainda estamos a tempo para salvar umhas quantas de estas casas ou fachadas e reunilas entorno a umha estreita rua de artesans e restaurantes de Xuvia fazendo umha especie de "Xuvia histórica" ou "antiga" que fora referente e punto central da mesma. Se cadra nom é mais que um sonho, mais que alguem tem que comezar a sonhar para que vire em realidade. O futuro está nas mãos das e dos que nom se querem rendir a asimilaçom. Esta a issa faisca que prede o lume... A FAISCA DA ESPERANÇA!!!





terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Os Choqueiros Da Crunha, Faro e As Marinhas Brigantinas; que estades empolaos!!!

Antes de comezar co artigo dizer que todo isto foi exposto nas “Xornadas do Entroido 2017” da SAGA os que lhe estaremos eternamente agradecidos por darnos a oportunidade de dar voz a umha figura case desaparecida coma o Choqueiro. Viva o Entroido! Entroido nom é carnaval!

A maior parte da grei anda "empolada" e nom sabe do que caralho se fala cando um (ou umha) fala dos Choqueiros; é tal a sua falta de cultura e conhecemento do pais que mesmo semelha estrangeiro na sua propria terra.
Desde Desmontando a Roma lamentamo-nos da terrivel situaçom em que se atopa a maior parte d povoaçom do pais e com vontade de melhorar deixamoslhes estas linhas para que conheçades um pouco sobre o tema; "empolados!!! que estades empolados!!!
O Choqueiro era umha personagem de entroido que existiu e ainda persiste em moitas das suas formas. Existiu e existe nas Marinhas brigantinas e Faro esta personagem chamada CHOQUEIRO que vai mascarada, é fustigadora, usa chocas e sae no tempo de entroido.

Os concelhos onde tenhem ou tiverom presencia som Crunha, Betanzos,Cambre, Arteixo, Sada, Abegondo,Aranga,Culheredo,Bergondo,Cesuras, Coiros, Oza dos Rios, Paderne e Cerceda Provavelmente estiveram presentes em mais concelhos como Narom.
Outras  comarcas com iste personagem baixo o mesmo nome e semelhante apariencia som Terra de Melide, Lugo e Ancares  estando curiosamente conectadas entre sim; e a maiores no Salnés sendo conhescidos coma Choqueiros-Bimbieiros .

A Estatica dos Choqueiros:

As primeiras referencias das que temos constancia sobre os choqueiros som do século XIX, referidas a Crunha cidade e a Arteixo, contrastadas em Cambre o falar com alguns velhos que o vestirom de novos, datos de recolhidos de livros, prensa e recolhida propria.

Na Crunha (sempre mais senhorita, já sabedes) eram conhecidas  coma “mascaras del polvo” no castrapo de “Lacoru” (neno) “quitar el polvo “ é o mesmo que baixar a basura ainda a dia de hoje
O Choqueiro nom tinha uniformidade mais si uns patrões comuns que se repitem.
Vestia todo de farrapos e roupa velha, as veces com pelexos de ovelha ou o q se tivera a mão; também tela de saco de esparto e mesmo com colchas velhas, o que conhecemos por manturros.

 A cara ia pintada de Negro co sarrio ou feluxe das lareiras ou tapada comunmente com umha carauta de filhoa, tamém a tapabam com umha carauta  feita co pelexo dum coelho. (semelhante os maragatos de Santiago de Arriba)

Levabam penduradas  umhas chocas onde lhe caeram(Precisamente o nome de choqueiro vem de choca) iam penduradas sem orde...  ou esquilas... “quem as tinha claro (segundo recolhimos de um senhor de cambre) o que nom, saia o do passo com latas; canto mais grandes foram melhor” aponta ademais o livro “do Antroido nas Marinhas dos Condes”  que eram usadas latas de petróleo contra a área de Betanços  a princípios do século XX.
A maiores iam armados com umha moca (clasica das feiras de gando) ou com umha basoira de xestas e mesmo de toxos.

Dinamica da Mascara:

Ata aqui todo moi bonito; mais... ¿como cona/caralho atuava um choqueiro? porque de pouco nos serve fazer um traxe se o final este nom interactua nem fai nada...
O choqueiro é um bromista que improvisa em todo momento;  de feito em Arteixo ainda a dia de hoxe é comum dicir-lhe a xente bromista “ti es moi choqueiro”
Lanzabam auga suxa, cas xeringas que se fam com canas, ou mesmo com vexigas de animais.
Enzoufabam a gente com borralha, farinha, e mesmo lanzavam ovos e laranxas!!!

Golpeaba ca moca e daba escobazos  (lembrade que as basoiras eram as veces de toxo) a todo o mundo e pólo geral nom habia queixa.
O Choqueiro nom pode falar, mais abre-se passo aturuxando e berrando, ou meneando as chocas para fazer barulho.
Tanto os moços coma as moças aproveitavam para meter mão os uns os outros.
Faziam de xuizes metendo-se com todos os que nom iam dissfrazados e pendurabanlhe “mazas” a xente; que venhem sendo coma umha espécie de  rabos de burros.
Isto conserva-se a dia de hoje; pólo menos o que escreve teno vivido no bairro Crunhes dos Malhos em tempos de entroido.
Iam em grupos correndo os entroidos de aldeia em aldeia; na Crunha cidade soíam baixar o centro para meter-se cós senhoritos. Habia mulheres choqueiras tamén mais os grupos raras veces eram mixtos
Os Choqueiros nom difirem apenas dos zamarreiros, zarralheiros, farrapeiros, farrapões, parranfões  etc que existem por todo o pais pois tanto as basaes da sua estática coma da sua dinâmica som as mesmas.

A Decadencia choqueira

O entroido tivo um declive marcado a partir  da dictadura de Primo de Rivera no 1923
( PRIMO DE RIVERA 13 Setembro do 1923 a 28 de Janeiro do 1930)
Na Área de Faro e Marinhas Brigantinas já era perseguido de antes  póla Igrexa Católica a traves dos curas das parroquias, o Estado Espanhol a traves Guardia Civil e por suposto das autoridades locais.
Tinham-lhe ganas por ser “pouco decorosa” ou molesta para as normas e conductas marcadas desde Madrid ata tal punto que para evitar o calabozo o choqueiro ante a prensencia de curas ou guardia civil sentaba-se e permanecia inmovil ate que os mesmos se foram da zona; sendo o resto das persoas que corriam o entroido os que apoupavam a estes para que se foram.
Antes da Dictura Franquista e da de Primo de Rivera temos um exemplo da “ordenacion municipal de Betanzos de 1895 que já ataca directamente a figura do choqueiro prohibindo  “cubrir la cara com mascara, el uso de latas y cencerros, arrojar água, harina o cenizas” etc
...Ja mais tarde temos prohibições claras por parte do franquismo alo polos anos  40
Cito textualmente:
“ … la guardia civil actuará. Tambien en los casos de la celebración de barbaras mascaradas en la Ciudad (pola cidade da Crunha) y alrededores deteniendo inmediatamente  y poniendo a disposición a todo aquel que  tape la cara o use cencerros como las bestias del campo, o arroje cualquier tipo de suciedad; la guardia civil actuará.  Los carnavales deberan ser celebrados  al modo italiano, mediante bailes de disfraces en salones con cada individuo debidamente identificado; a fin de erradicar estas barbaras costumbres de nuestras gentes, la guardia civil actuará.”
... e semelha que em parte conseguirom o seu propósito mais nom de todo dado que a dia de hoje previviu em alguns lugares parte da dinâmica da mascara e mesmo evoluções da sua estática.

A Dia de hoje os choqueiros de Faro e As Marinhas brigantinas perderom as chocas que lhe dam o seu nome e mudarom a roupa farrapeira por as fundas obreiras.
Resulta Curioso que esta mesma evoluçom se dera nos chocalheiros de Chaves, mantendo estos as chocas ou esquilas.

 

O futuro penso eu que se mostra esperanzador pois um grupo de xente nos estamos a reunir para ir recuperando os poucos a figura do choqueiro e xuntando xente


Tes interese em fazer por recuperar o choqueiro ou sudache a pirola cousa fina?
Se tes intere-se entra em contacto com nos a traves de:
-Paxina do Entroido
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